Publicada orientação de preenchimento da EFD Contribuições para concessionárias de serviços de exploração de rodovia
Notícia
Com o fim das concessões, retirada dos orelhões gera impactos para empresas e contadores
Transição para o regime privado envolve baixa de ativos, encerramento de obrigações contratuais e acompanhamento das exigências da Anatel até 2028
01/01/1970 00:00:00
Durante décadas, os telefones públicos fizeram parte da infraestrutura básica de comunicação no Brasil. Com a consolidação da telefonia móvel e das tecnologias digitais, no entanto, esses equipamentos perderam relevância operacional e passaram a representar um modelo regulatório em desuso. Esse processo chega agora a uma etapa decisiva: o encerramento das concessões da telefonia fixa, concluído em 2025, abre caminho para a retirada dos orelhões das ruas a partir de 2026.
Segundo dados do setor, mais de 37 mil aparelhos, em funcionamento ou não, deverão ser removidos gradualmente de espaços públicos em diversas cidades brasileiras. A medida decorre do término dos contratos de concessão das operadoras Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica, que, até então, mantinham a obrigação de instalar e conservar telefones públicos como parte do serviço concedido.
Com o fim do regime de concessão, essas empresas deixam de ter o dever legal de manter orelhões e telefonia fixa em logradouros públicos. A mudança, no entanto, não elimina completamente as responsabilidades do setor, nem afasta os impactos administrativos, regulatórios e contábeis envolvidos no processo.
Transição do regime de concessão para o regime privado
Embora a obrigação de manter orelhões tenha sido encerrada, as prestadoras ainda assumiram compromissos transitórios. Até 31 de dezembro de 2028, as empresas devem garantir a oferta de serviços de telecomunicação por voz, em regime privado e por qualquer tecnologia disponível, nos locais onde forem as únicas prestadoras atuantes.
Na prática, isso significa que a retirada dos equipamentos físicos não pode resultar em descontinuidade do serviço em regiões sem alternativas de comunicação. A adaptação envolve soluções tecnológicas distintas, como telefonia móvel, VoIP ou outros meios que atendam à exigência regulatória.
A Oi foi a primeira operadora a iniciar o processo de retirada dos orelhões, após concluir a adaptação ao novo regime. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ainda deve divulgar orientações específicas sobre o cronograma e os procedimentos aplicáveis às demais empresas do setor. Já a Sercomtel, por sua vez, continuará responsável pela manutenção dos aparelhos em sua área de atuação, que abrange os municípios de Londrina e Tamarana (PR), até que finalize sua migração para o regime privado.
Impactos para as empresas: contratos, ativos e obrigações
Para as concessionárias, o fim da concessão representa mais do que uma mudança operacional. Trata-se do encerramento de um modelo contratual que envolve bens vinculados à prestação do serviço, muitos deles classificados como bens reversíveis durante a vigência do contrato.
A retirada dos orelhões exige atenção especial à destinação dos equipamentos, à baixa patrimonial dos ativos e à observância de normas ambientais e urbanísticas. A desmontagem, o transporte e o descarte ou reaproveitamento dos aparelhos devem seguir critérios técnicos e legais, sob pena de responsabilização.
Do ponto de vista contábil, o processo demanda registros adequados relacionados à baixa de ativos imobilizados, reconhecimento de eventuais perdas, provisões para custos de retirada e encerramento de obrigações contratuais. A correta documentação dessas etapas é fundamental para garantir transparência, segurança jurídica e aderência às normas contábeis e regulatórias.
Papel do poder público no processo de retirada
A retirada dos orelhões também envolve a atuação do poder público, especialmente dos municípios. Embora os equipamentos pertençam às operadoras, sua instalação ocorreu em áreas públicas, o que exige coordenação para a remoção ordenada dos aparelhos, evitando impactos urbanos e riscos à população.
Além disso, órgãos de fiscalização e controle acompanham o cumprimento das obrigações remanescentes pelas empresas, especialmente no que diz respeito à manutenção do serviço de voz em localidades mais isoladas. A Anatel exerce papel central nesse acompanhamento, definindo diretrizes e avaliando o atendimento às exigências regulatórias durante o período de transição.
O que muda para os profissionais contábeis
Para contadores e consultores que atuam junto a empresas do setor de telecomunicações ou a entes públicos, o fim da concessão dos orelhões exige uma leitura integrada entre contabilidade, direito regulatório e gestão patrimonial.
Entre os principais pontos de atenção estão:
- A correta classificação e baixa dos ativos vinculados ao serviço;
- A análise de eventuais impactos nos balanços e demonstrações financeiras;
- O tratamento contábil de custos relacionados à retirada e destinação dos equipamentos;
- A verificação de obrigações acessórias e registros exigidos pelos órgãos reguladores.
Mais do que uma mudança simbólica, o encerramento dos orelhões marca o fim de um ciclo regulatório e impõe ajustes técnicos relevantes, que demandam planejamento, conformidade e atuação estratégica dos profissionais envolvidos.
Notícias Técnicas
Originalmente estabelecido nas Cartas‑Convite encaminhadas às pessoas jurídicas habilitadas, fica prorrogado até 15 de fevereiro de 2026
Atualização normativa do CFC deixa explícita, pela primeira vez, a exigência inequívoca de assinatura digital do contador em todos os documentos comprobatórios
Devido aos inúmeros relatos de erros e falhas no Sistema Nacional da NFS-e, a FENACON, encaminhou ofício à Receita Federal, cobrando esclarecimentos e solução técnica
O Carnaval é feriado? Os trabalhadores poderão curtir o Carnaval sem expediente laboral?
Material gratuito visa orientar cidadãos, empresas e órgãos públicos sobre certificação digital
Conteúdo reúne explicações práticas sobre as novas obrigações da norma e ajuda organizações a entender como estruturar a gestão dos fatores que afetam o bem-estar no trabalho
Debate envolve controle contábil, segregação de valores e governança sobre repasses feitos a entidades patronais da indústria e do comércio
Conselho reforça que apenas declarações formais como DCTF e GFIP têm efeito para constituição de créditos
Organização e tecnologia são cruciais para a adaptação ao novo sistema tributário
Notícias Empresariais
A instabilidade do trabalho moderno é real. Mas ela pesa menos quando existe clareza sobre o que você constrói
Se o aumento de renda compra apenas mais preocupação, algo importante saiu do lugar e merece ser revisto
Edital da PGFN foi prorrogado até o próximo dia 30 de janeiro. Empresas podem garantir até 100% de descontos nos juros dos débitos
A reforma tributária e juros elevados tornam a figura do planejador financeiro um colaborador estratégico nas empresas
Novo salário mínimo altera valor do DAS-MEI; obrigatoriedade da nota fiscal só muda em 2027
País se consolida como referência global em Open Finance, superando 78 nações
Mercado aposta em manutenção dos juros no Brasil e nos EUA
Crescimento do trabalho remoto expõe riscos ergonômicos e reforça a necessidade de prevenção à saúde ocupacional
Documento não é mais enviado em papel; veja onde acessar o informe de rendimentos do INSS para fazer a sua declaração de IR
Para 2026, o governo destinará R$ 33,5 bilhões ao pagamento do benefício, que deve alcançar 26,9 milhões de trabalhadores. Montante é 9,1% superior ao registrado em 2025
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
