A Receita Federal destaca que, caso o contribuinte regularize todas as omissões de obrigações acessórias, antes da publicação do Ato Declaratório Executivo (ADE), ainda será possível evitar a declaração de inaptidão
Notícia
Como irão funcionar as revisões de benefícios do INSS por erro de cálculo no início dos anos 2000?
Análise de 140 mil segurados deve ser processada até o próximo dia 31 de março. Ela será válida apenas para casos de aposentadorias por invalidez, pensão por morte, auxílio-doença e auxílio-acidente
01/01/1970 00:00:00
Cerca de 140 mil segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), entre ativos e inativos, devem passar por um processo de revisão de seus benefícios previdenciários, por conta de um erro de cálculo ocorrido no passado.
A análise deve ser processada até o próximo dia 31 de março e será válida apenas para segurados que tiveram pagamentos concedidos entre 2002 e 2009 por aposentadoria por invalidez, pensão por morte, auxílio-doença e auxílio-acidente.
Essa revisão pode resultar em mudanças no valor dos benefícios ou um único pagamento alternativo, a depender do caso. A seguir, confira como irá funcionar a correção e como as pessoas que fazem parte desta lista podem receber as quantias pendentes.
Qual foi o erro que ocorreu no INSS entre 2002 e 2009?
Ao computar benefícios a segurados por aposentadoria por invalidez, pensão por morte, auxílio-doença e auxílio-acidente entre os anos de 2002 e 2009, ocorreu um erro de cálculo na base de sistema de dados do INSS, o qual não levou em consideração a mudança estabelecida pelo artigo 29 da Lei 8.213/91.
A norma estabelece que o somatório deveria ser feito a partir da média dos 80% maiores recolhimentos do segurado. Contudo, o órgão utilizou como base 100% dos salários de contribuição, o que acabou distorcendo valores recebidos na época.
Uma ação civil pública foi iniciada em 2012, obrigando a Previdência a revisar o pagamento de benefícios de parte dos seus segurados. A partir de um novo acordo judicial firmado recentemente entre o órgão previdenciário e o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), o INSS deverá encaminhar a análise dos 140 mil segurados residuais, que não tiveram o cálculo revisto anteriormente por complexidades sistêmicas.
Informações da Folha de S. Paulo estimam que o orçamento total deve girar em torno de R$ 750 milhões.
Quem tem direito?
São passíveis de revisão pessoas que obtiveram benefícios por aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, auxílio-acidente e pensões por morte no período de 17 de abril de 2002 a 29 de outubro de 2009, e que tiveram 100% dos salários de contribuição como base de cálculo no sistema do INSS.
Essa revisão atinge apenas casos que já estão citados na justiça e que já foram identificados nos programas do órgão federal. Ou seja, não cabe novas solicitações de análise em razão do ocorrido entre 2002 e 2009.
Na Região Sul, o INSS aponta que há um total de 11.452 benefícios a serem analisados. O superintendente do INSS Alberto Alegre afirma que só no Rio Grande do Sul são 1.798 pessoas ativas e 4.552 inativas.
Quando ocorrem os pagamentos?
O processamento da análise, que irá definir se há débitos a serem realizados, deve ser concluído até 31 de março de 2025. Os pagamentos serão feitos em duas etapas:
- Primeiro serão quitados o grupo de beneficiários ativos, aqueles que ainda possuem seguros em vigor. De acordo com o INSS, esses pagamentos serão feitos até o dia 31 de maio de 2025
- Aqueles que tiveram os benefícios suspensos ou cessados devem ser quitados até 31 de dezembro deste ano
Como o pagamento será feito?
Os segurados ativos terão a revisão processada e poderão ter um aumento do benefício. A correção também deve gerar um pagamento administrativo referente a atrasos que ficaram pendentes.
De acordo com Alberto Alegre, superintendente do INSS na Região Sul, o valor será pago automaticamente com um complemento positivo na própria conta bancária em que o segurado recebe o seu benefício.
Alberto pontua que, nos casos de benefícios já cessados ou suspensos, será formalizado um só pagamento alternativo com as devidas correções, o qual será depositado no Banco do Brasil. Alegre pontua que não é necessário ter conta na entidade financeira. O crédito estará disponível no nome e no CPF do cidadão, podendo ser sacado em uma agência.
O INSS aponta que não é possível saber os valores antes da revisão. A quantia será processada e reprocessada pelo sistema da previdência, e posteriormente será descrito o valor pago e também a quantidade de benefícios.
E no caso de pensão por morte?
No caso de beneficiários que tenham falecido, Alberto Alegre recomenda que um dependente válido (cônjuge, filho menor de 21 anos ou que seja deficiente, pais e irmãos menores de 21 anos) agende um atendimento especializado presencial em uma agência do INSS para que a revisão seja depositada em sua conta particular.
Uma ação civil pública foi iniciada em 2012, obrigando a Previdência a revisar o pagamento de benefícios de parte dos seus segurados. A partir de um novo acordo judicial firmado recentemente entre o órgão previdenciário e o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), o INSS deverá encaminhar a análise dos 140 mil segurados residuais, que não tiveram o cálculo revisto anteriormente por complexidades sistêmicas.
Informações da Folha de S. Paulo estimam que o orçamento total deve girar em torno de R$ 750 milhões.
Quem tem direito?
São passíveis de revisão pessoas que obtiveram benefícios por aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, auxílio-acidente e pensões por morte no período de 17 de abril de 2002 a 29 de outubro de 2009, e que tiveram 100% dos salários de contribuição como base de cálculo no sistema do INSS.
Essa revisão atinge apenas casos que já estão citados na justiça e que já foram identificados nos programas do órgão federal. Ou seja, não cabe novas solicitações de análise em razão do ocorrido entre 2002 e 2009.
Na Região Sul, o INSS aponta que há um total de 11.452 benefícios a serem analisados. O superintendente do INSS Alberto Alegre afirma que só no Rio Grande do Sul são 1.798 pessoas ativas e 4.552 inativas.
Quando ocorrem os pagamentos?
O processamento da análise, que irá definir se há débitos a serem realizados, deve ser concluído até 31 de março de 2025. Os pagamentos serão feitos em duas etapas:
- Primeiro serão quitados o grupo de beneficiários ativos, aqueles que ainda possuem seguros em vigor. De acordo com o INSS, esses pagamentos serão feitos até o dia 31 de maio de 2025
- Aqueles que tiveram os benefícios suspensos ou cessados devem ser quitados até 31 de dezembro deste ano
Como o pagamento será feito?
Os segurados ativos terão a revisão processada e poderão ter um aumento do benefício. A correção também deve gerar um pagamento administrativo referente a atrasos que ficaram pendentes.
De acordo com Alberto Alegre, superintendente do INSS na Região Sul, o valor será pago automaticamente com um complemento positivo na própria conta bancária em que o segurado recebe o seu benefício.
Alberto pontua que, nos casos de benefícios já cessados ou suspensos, será formalizado um só pagamento alternativo com as devidas correções, o qual será depositado no Banco do Brasil. Alegre pontua que não é necessário ter conta na entidade financeira. O crédito estará disponível no nome e no CPF do cidadão, podendo ser sacado em uma agência.
O INSS aponta que não é possível saber os valores antes da revisão. A quantia será processada e reprocessada pelo sistema da previdência, e posteriormente será descrito o valor pago e também a quantidade de benefícios.
E no caso de pensão por morte?
No caso de beneficiários que tenham falecido, Alberto Alegre recomenda que um dependente válido (cônjuge, filho menor de 21 anos ou que seja deficiente, pais e irmãos menores de 21 anos) agende um atendimento especializado presencial em uma agência do INSS para que a revisão seja depositada em sua conta particular.
Como acompanhar a revisão e o pagamento
Para verificar se a pessoa tem direito à correção e para acompanhar os eventuais pagamentos, é possível fazer a consulta no próprio site ou aplicativo do INSS, disponível para Android e IOS. Na plataforma, será indicado se há crédito disponível ou se há análise em processamento. Confira o passo a passo:
- Acessar o site ou aplicativo Meu INSS
- Utilizar o CPF e senha cadastrados no gov.br
- Na barra de busca, digitar "revisão"
- Navegar até a seção de "Histórico de Crédito de Benefício"
Carta de definição do benefício
Após a análise e a confirmação de que o segurado deve receber o pagamento de correção, o beneficiário irá receber uma carta de definição da conclusão da revisão no endereço cadastrado no INSS. Nesse sentido, é fundamental que os dados sejam mantidos sempre atualizados na plataforma digital do INSS.
— O documento irá informar que foi gerado um complemento positivo, que será pagado até o período previsto. Por isso acompanhar pelo aplicativo é importante — diz Alberto Alegre.
Na carta também deve ser descrito o local em que o pagamento será realizado.
A advogada do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) Camila Almeida recomenda que o beneficiário aguarde e acompanhe o processamento das revisões previstas. Ela orienta também que o segurado guarde consigo a sua carta de concessão do benefício do INSS originária. O documento pode ser importante para eventuais contestações da revisão.
— Uma vez que o benefício vai ser revisto no sistema, será alterada a carta de concessão. Supondo que surja algum erro ou que o segurado não concorde com o cálculo, para que um advogado verifique isso, de que o pagamento que o INSS está realizando está correto, ele vai precisar fazer um comparativo entre as cartas — cita a especialista previdenciária.
Evite golpes
Durante esse processo, é importante estar atento para não cair em golpes. O superintendente do INSS, Alberto Alegre, destaca que é necessário manter em segurança a conta gov.br para evitar fraudes. Além disso, reforça que o INSS não entra em contato com os segurados por e-mail, telefone ou mensagem.
— Nenhum servidor do INSS irá entrar em contato para falar que a pessoa possui valores a receber. É preciso ter cuidado com os golpes — alerta.
Em caso de dúvidas, ele orienta que o cidadão busque os canais oficiais da Previdência Social ou que vá até uma agência de atendimento mais próxima.
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