Contribuintes que não enviam a declaração dentro do prazo podem pagar multa e enfrentar restrições no CPF. Entenda as consequências
Notícia
Simplificação do PIS/Cofins deve acarretar em aumento da carga tributária às empresas
Contribuições federais sobre a renda bruta das pessoas físicas brasileiras, o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) devem passar por uma unificação. A medida da Receita Federal vis
01/01/1970 00:00:00
Contribuições federais sobre a renda bruta das pessoas físicas brasileiras, o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) devem passar por uma unificação. A medida da Receita Federal visa simplificar as contribuições destinadas aos programas sociais do país e, consequentemente, aumentar o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Juntos, os respectivos tributos correspondem a cerca de 4% do PIB nacional e, segundo o Governo Federal, uma eventual unificação aumentaria o potencial de crescimento do Brasil a médio prazo. A medida faz parte de um plano governamental que visa uma reforma do sistema tributário brasileiro, estando entre os 15 pontos mais relevantes para o governo no segmento fiscal e econômico. Além disso, especulam-se reformas na previdência, projetos de concessões na área de infra-estrutura e projetos de atração de investimentos.
Atualmente, existem diferentes alíquotas do PIS/Cofins para empresas do regime cumulativo (enquadradas no Lucro Presumido ou Lucro Arbitrado) e para as empresas do regime não-cumulativo (Lucro Real). As primeiras possuem alíquota de 0,65% para PIS e de 3% para Cofins, enquanto as não-cumulativas ficam com alíquotas superiores: 1,65% e de 7,6%, respectivamente. Empresas enquadradas no Simples Nacional, por sua vez, são taxadas de acordo com a receita bruta dos últimos 12 meses anteriores ao período de apuração, podendo variar de isento à contribuição a 0,68% para PIS e 3,14% para Cofins – mas não foram discutidas eventuais alterações a este grupo. O que se discute é uma migração dos setores do regime cumulativo, como o de serviços, para o não-cumulativo.
“Essas empresas do regime cumulativo pagam menos quando vendem, mas não tem crédito”, explica a analista de negócios da SCI Sistemas Contábeis, Carla Lidiane Muller. “A proposta da simplificação é deixar todas as empresas com uma alíquota maior, mas com o direito a apropriação de crédito de forma mais abrangente do que é hoje, que poderão ser utilizados na venda, abatendo o valor final da tributação”.
Ironicamente, a simplificação do PIS/Cofins não será uma tarefa simples, sendo realizada em etapas, de modo que não impactem na economia. Num primeiro momento as mudanças serão voltadas exclusivamente ao PIS. Somente após analisados os resultados de forma positiva é que as alterações devem ser repassadas ao Cofins.
Para Carla, “a unificação desses impostos levará muito tempo, tanto que nem há uma previsão exata de quando isso ocorreria”. A analista garante que “o modelo de simplificação visa deixar o sistema tributário brasileiro mais parecido com o europeu, tornando a nossa tributação mais parecida com a do resto do mundo, ficando mais fácil de um investidor estrangeiro pensar em investir no Brasil”.
A alta demanda de tempo para que o projeto saia do papel não é novidade, uma vez que o assunto é tema de debate desde 2013. O principal empecilho para a realização desta simplificação se dá pela falta de concordância quanto ao conceito de insumo e pelos prejuízos que a mesma irá gerar às empresas prestadoras de serviços e pequenos negócios do país, que representam quase 70% da economia brasileira. Segundo um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), estas empresas sofrerão um grande aumento em sua carga de tributação, fator que resultará no aumento do desemprego no país.
A Fenacon (Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas) é enfática ao garantir que o processo de unificação dos tributos será extremamente prejudicial para a economia nacional, com destaque para as médias, pequenas e micros empresas, que encontrarão ainda mais dificuldades para sobreviverem no mercado. Além disso, a entidade garante que a medida aumentará a recessão no país.
“Somos a favor de simplificar, mas não de aumentar os impostos”, argumenta Valdir Pietrobon, Diretor Político Parlamentar da Fenacon. “O percentual vai passar de 3,65% para 9,25%. Eles alegaram que iam simplificar, facilitar, mas na realidade vai mais que dobrar, sendo um aumento de 104%, por aí”.
O diretor ainda enfatiza que as maiores vítimas serão as empresas do Lucro Presumido, um dos regimes tributários com maior número de contribuintes no Brasil. “Vão pagar muito mais, principalmente as prestadoras de serviços, que podem ter um aumento de até 136% na carga tributária”, destaca, antes de voltar a frisar com veemência que “a Fenacon não é contra a simplificação, e sim contra esse aumento significativo”.
“Para as indústrias, comércio, que tem bastante insumo, a simplificação valerá a pena”, comenta Carla. “Mas para um prestador de serviço, que paga seu 3,65% por mês, que não tem insumo, não compra mercadoria, não podemos dizer o mesmo. Como vai ter crédito sem insumo?”
Ela ainda destaca o imbróglio referente ao conceito de insumo, temática que dificulta todo o processo de simplificação. “Esse é o buraco do PIS/Cofins, porque a legislação dos tributos não diz o que é um insumo pra ela”, analisa. “Algumas situações que ficam subjetivas só são resolvidas entrando na Justiça”.
Segundo a analista, problemáticas com o PIS/Cofins representam cerca de 80% dos processos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Ela ainda acredita que uma eventual revisão nos tributos possa ser o primeiro passo para melhorias em demais impostos. “Caso o projeto seja aprovado, poderá abrir precedentes para a vinda de um projeto de simplificação para o ICMS, que também é outro tributo muito complexo e que gera um grande número de litígios para o Carf”, explica.
A Fenacon, por sua vez, defende que a solução mais viável para a situação passa pelo abatimento do custeio da mão de obra (deixando de fazê-lo somente sobre os bens incorporados ao produto final), tornando a medida mais justa para todos os segmentos.
Embora seja tratada como prioridade, a revisão do PIS/Cofins não tem data exata para ser efetuada, embora o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, tenha garantido que a proposta será entregue ainda no primeiro semestre de 2018. O que se espera é que simplificação não repita os passos da conceituação de insumo, que aguarda uma solução há 15 anos.
Notícias Técnicas
Depois de enviar a declaração do Imposto de Renda o contribuinte pode acompanhar o processamento e verificar se há pendências diretamente nos sistemas da Receita Federal
Os gastos com saúde estão entre os principais itens passíveis de dedução. No entanto, nem todas as despesas médicas são dedutíveis
O trabalho em home office passou a fazer parte da realidade de milhares de profissionais autônomos no Brasil
A Receita esclarece que são falsas as informações que circulam sobre a aplicação de penalidades a partir de 1º de abril por descumprimento de obrigações acessórias da CBS e do IBS
Novas alíquotas passam a ser aplicadas automaticamente a partir da competência 04/2026, sem necessidade de ação dos empregadores
Empresas devem adequar seus processos internos, bem como a interação com assessorias contábeis e jurídicas
Após a Sexta-feira Santa (3), empresas e contadores retomam a rotina com entregas importantes já na primeira quinzena de abril
Obrigação acessória do Sped deve ser entregue por instituições financeiras e, desde 2025, também por fintechs e arranjos de pagamento
Normas tratam de redução de multas, parcelamento de débito fiscal, isenção do ICMS e redução da base de cálculo do imposto
Notícias Empresariais
A diferença entre uma carreira que continua evoluindo e outra que estabiliza está na capacidade de reconhecer esse momento
Se o acesso ao conhecimento deixou de ser escasso na era da inteligência artificial, o verdadeiro diferencial competitivo não está mais no que você sabe, mas no que você questiona
Especialista lista dicas para empresas médias adotarem IA agêntica com segurança
O sistema financeiro brasileiro evoluiu e se expandiu. Agora, a governança de liquidez precisa acompanhar essa nova escala e complexidade
De janeiro de 2023 a setembro de 2025, mais de 315 milhões de NFEs somaram R$ 3,7 tri movimentados no B2B
Entenda o papel das empresas familiares no Brasil e a importância do planejamento sucessório para a continuidade dos negócios
Um em cada três adultos no país tem dificuldades para honrar seus compromissos financeiros, mas com planejamento e controle é possível voltar a ter o nome limpo
BB renegociou R$ 1,7 bi em março e estende condições especiais
Receber feedback é, sim, uma soft skill. Mas a verdade é que muita gente ainda não está preparada para essa conversa
Empresas revisam controle de jornada, produtividade e políticas internas diante da consolidação do trabalho híbrido e da maior disputa por talentos no mercado
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
