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Notícia
“Está nascendo uma nova Contabilidade”
De acordo Elinton Marçal, diretor de tecnologia da SCI Sistemas Contábeis, a segunda maior empresa brasileira neste segmento, com capital 100% nacional, fundada em 1991 e hoje presente em 40 cidades e 20 Estados do Brasil, é preciso estar sempre à
01/01/1970 00:00:00
De acordo Elinton Marçal, diretor de tecnologia da SCI Sistemas Contábeis, a segunda maior empresa brasileira neste segmento, com capital 100% nacional, fundada em 1991 e hoje presente em 40 cidades e 20 Estados do Brasil, é preciso estar sempre à frente, provendo tecnologia contábil de ponta aliada ao atendimento com excelência, para garantir a confiabilidade e os melhores produtos e serviços que os profissionais e empresários da Contabilidade necessitam nos dias atuais.
Em entrevista à Revista Dedução, ele lança um olhar sobre os principais gargalos que afetam a profissão, como a falta de mão de obra qualificada, a real necessidade de mudança de perfil dos profissionais, a implantação de leis tributárias e até mesmo os constantes adiamentos da implantação do e-Social, o que, segundo ele, pode gerar descrédito para as empresas e para os contadores. Seguem os destaques de sua fala.
Quais são os gargalos da Contabilidade hoje?
A área contábil, por ser muito técnica, tem uma carência enorme de falta de mão de obra qualificada. Hoje existe meio milhão de contadores no Brasil, mas com essas novas obrigações serão necessários mais de um milhão. O grande desafio é ter esse pessoal qualificado porque a Contabilidade está passando por uma transformação: estamos saindo da era do papel e indo rumo ao ambiente virtual. É uma mudança de cultura muito grande, uma vez que muitos profissionais já estão extremamente adaptados a trabalhar de uma forma, e de repente muda tudo para o processo digital. Vemos que muita gente está tentando trabalhar a forma tecnológica como se fosse papel e isso é inadmissível. Não dá certo. O grande gargalo hoje, sem dúvida, é a qualidade do conhecimento dos profissionais contábeis.
Ou seja: a Contabilidade está passando por uma transição da profissão e do profissional?
Sem dúvida. Muitos profissionais acima de 50 anos, por exemplo, têm dificuldade de aceitar essa nova metodologia. Mas isso é uma tendência e não tem mais como voltar. A forma como o governo está exigindo o cumprimento das obrigações acessórias depende exclusivamente de recursos da tecnologia. Quem não se adaptar estará fora do mercado em pouquíssimo tempo. Está nascendo uma nova contabilidade.
De guarda livros a consultor de negócios?
A tendência é justamente essa: os processos manuais serão diminuídos através de automatizações, porém não é o fim da Contabilidade, que está exercendo um papel muito mais presente na vida das empresas de todos os portes. O contador moderno é um verdadeiro conselheiro na gestão de seu cliente. Seu objetivo é aumentar as chances dele ter sucesso e tirá-lo da estatística do Sebrae que a maioria das empresas fecham suas portas em menos de três anos devido à falta de gestão. O contador consultor de gestão terá grande influência nas decisões estratégicas da empresa que atende, tendo um mercado promissor pela frente.
A SCI faz parte do grupo de trabalho do eSocial?
Sim. O objetivo deste grupo confederativo do Comitê Gestor do eSocial, que conta com representantes da Receita Federal do Brasil – RFB, Ministério do Trabalho e Previdência Social – MTPS, Caixa Econômica Federal, Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas – Fenacon, Conselho Federal de Contabilidade – CFC, Sistema S, Confederação Nacional da Indústria – CNI, Confederação Nacional do Comércio – CNC, Sebrae e outras empresas de software. Nosso objetivo é, em conjunto, encontrar a melhor forma para implantação do eSocial. Além deste grupo confederativo, nós nos reunimos mensalmente, na sede do Sescon-SP, em São Paulo, para discutir a folha de pagamento digital. De certa forma, o governo abriu as portas para as empresas de tecnologia contábeis para que elas possam opinar sobre o projeto que já dispõe de módulos para teste, mas há muitas melhorias a serem implementadas para sua conclusão.
A constante prorrogação do eSocial não desgasta o empresário e o contador?
Sim, mas esse é um sistema que será implementado. Não tem mais volta. Infelizmente, o governo ainda é muito amador quando o assunto é tecnologia: são lançadas ferramentas que não funcionam, comandos inexistentes, sem ambiente de testes… Agora, pela primeira vez na história do eSocial, desde 2012, quando era para ser implementado pela primeira vez, o governo teve a humildade de convocar as empresas de software para debater o assunto. Outro erro é a apresentação da data limite para adaptação ao sistema: eu acho que só é possível apresentar prazos quando estiver tudo pronto.
Há algum outro erro?
Além desses, o eSocial está sendo criado de uma forma gigantesca. Em minha opinião ele deveria ter nascido de um sistema menor, e depois o projeto iria aumentando gradativamente, mas, infelizmente, o governo não abre mão de lançar o eSocial completo, por isso há todo esse imbróglio. Seria bem mais fácil se tudo fosse dividido por partes, como admissões, depois afastamento, horas extras, férias, rescisões e assim por diante. Isso seria menos traumático para todo mundo e já estaria funcionando, claro.
Se os órgãos arrecadadores ouvissem mais a classe contábil haveria menos problemas?
Lógico. Em minha opinião, as entidades contábeis – e as empresas também – deveriam ser chamadas antes do lançamento de qualquer obrigação acessória nova. Por exemplo, o eSocial das domésticas, que nada tem a ver com o eSocial das empresas, gerou muita confusão. Há um ano o sistema foi lançado cheio de falhas, as pessoas não conseguiam preencher o documento, ficaram receosas… Recentemente o governo lançou o campo de rescisão, o qual não está funcionando, todo mundo reclamando… Mais confusão. Não tem suporte, o contribuinte não tem com quem tirar dúvidas. Isso é tudo desnecessário.
Por outro lado, as entidades não poderiam se posicionar mais?
Com certeza, muitas, inclusive, já estão fazendo, como a Fenacon, por exemplo, que representa – e muito bem – toda a classe. Mas a pressão deveria ser maior, não só por parte da Fenacon, mas do próprio CFC, que deveria ser mais atuante.
No 20º Congresso Brasileiro de Contabilidade, que ocorreu recentemente em Fortaleza-CE, um dos temas mais discutidos foi a transparência. Como você vê o profissional da Contabilidade diante da transparência e ética, das contas privadas e públicas?
Comunicação e ação transparente no mundo empresarial são tão importantes quanto à transparência nas relações pessoais. Sendo assim, a ética e a transparência têm de andar de mãos dadas também nos órgãos públicos. É só através da transparência que transmitimos confiança, credibilidade, segurança e respeito nos relacionamentos, de modo geral. Toda vez que os números contábeis são maquiados, a verdade aparece, o que dificulta todos os tipos de relações. O profissional contábil vai sofrer muito nos próximos anos se ele não for ético. Com a informática, a promulgação de algumas leis, como a da lavagem de dinheiro, e com o advento do Sped se tornará cada vez mais difícil para os profissionais cometerem atos ilícitos sem serem descobertos.
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