Caso o contribuinte perceba informações incorretas após o envio da declaração, é possível fazer a correção por meio da declaração retificadora
Notícia
Benefícios trabalhistas têm impacto positivo para o funcionário e para o caixa
Fortus dá autonomia ao trabalhador durante o processo de escolhas
01/01/1970 00:00:00
Os benefícios trabalhistas deixaram de ser vistos apenas como obrigações pelas empresas. Complementares aos salários, eles vão além dos tradicionais vales alimentação, refeição, saúde, educação e transporte. Mesmo sendo opcionais, os auxílios constituem não apenas uma forma de reter talentos, mas também a possibilidade de reduzir a carga de impostos por meio de deduções fiscais.
Pesquisa elaborada pela consultoria especializada em recrutamento Hays, em parceria com o Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), aponta que apenas 20% dos empregados e desempregados ouvidos estão interessados apenas no valor do salário. Segundo o levantamento mais recente, publicado no final do ano passado, para 90% dos executivos são os recursos não financeiros que mantêm os colaboradores na companhia ou os fazem considerar uma nova proposta, tanto que eles passaram a ser oferecidos por 90,6% dos entrevistados. Em 2012, esse percentual era de 82,8%.
O aumento não foi apenas na quantidade de empresas que passaram a investir nesse diferencial. A gama de benefícios também se provou bastante ampla. O seguro-saúde, por exemplo, é disponibilizado por 90,4% dos entrevistados; seguro de vida, por 86,9%; e seguro odontológico, por 79,8%. A previdência privada já é uma realidade para mais da metade da amostra, chegando a 52,5%. Itens essenciais para a conectividade também estão se tornando uma commodity: é o caso do telefone celular (74,6%) e do notebook (70,1%). Até mesmo estacionamento (64,3%) e carro (46,54%) começam a se tornar populares. Em linha com a necessidade de desenvolver aptidões, os investimentos em bolsas ou vantagens financeiras para estudos continuam altos: quase metade dos entrevistados (49,6%) declarou oferecer bolsa ou auxílio financeiro para cursos de idiomas (aptidão considerada importante para 77,7% da amostra); e 46,3%, para outros estudos.
Investir em benefícios não salariais pode fazer a diferença, uma vez que eles são considerados importantes na avaliação das propostas por 95,65% dos candidatos que se encontravam sem emprego no momento da pesquisa. A economista e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) especializada em gestão de pessoas e relações de trabalho Maria Tereza Flores Pereira viveu na pele o desafio de reter os talentos ao ser gestora de pessoas em uma companhia. A saída apontada por ela foi investir em benefícios. Para convencer os proprietários da empresa, foram feitos cálculos comparativos entre os gastos com recrutamento, seleção e treinamento e o que seria investido em benefícios. O resultado foi uma redução de 33% no Turnover da empresa.
A iniciativa auxilia ainda os empregadores a adotar uma forma de dar uma melhor remuneração ao funcionário sem ter de desembolsar mais em INSS, FGTS, 13º salário, férias etc. Em alguns casos, é possível obter determinados tipos de deduções, o que contribui para a diminuição dos impostos sobre a folha de pagamento. As gratificações trabalhistas, por exemplo, podem ser deduzidas do Imposto de Renda Pessoa Jurídica desde que estejam à disposição de todos os funcionários. “Ao dar um aumento salarial, o empregador tem de se preocupar com uma série de obrigações atreladas ao reajuste”, orienta Maria Tereza.
A diretora executiva de consultoria trabalhista e previdenciária da EY, Adriana Lacombe, destaca que, após o momento de crise enfrentado há alguns anos, a concessão de benefícios diferenciados ao trabalhador é uma forma de manter a atratividade sem sair perdendo. “Os profissionais da geração Y estão focados em qualidade de vida e dão prioridade àqueles locais que investem em bem-estar, complementa Adriana. Para ela, adaptar-se às exigências do funcionário é vital às organizações.
Vale-cultura ainda não chegou ao patamar desejado
Primeiro esforço lançado pelo governo federal para a diversificação de benefícios, o vale-cultura - que dá aos trabalhadores um bônus mensal de R$ 50,00 para ser gasto em festas populares, espetáculos de teatro e música, exposições, cinema e compra de livros, CDs, DVDs e instrumentos musicais - não chegou ao patamar desejado.
Isso porque a vantagem econômica de dedução de Imposto de Renda limita-se às empresas de lucro real, que podem deduzir até 1% do IR ao abater as despesas com as gratificações. “Isso torna a iniciativa um privilégio daquelas empresas com alto imposto a pagar”, explica o contador da Fortus João Batista Custódio Duarte. Quem está enquadrado no lucro presumido ou Simples também pode aderir com a vantagem de que o valor não será tributado com encargos sociais, nem terá natureza salarial. O vale-cultura deve ser oferecido prioritariamente ao trabalhadores que recebem até cinco salários-mínimos, mas está à disposição de todos. As empresas têm a opção descontar do colaborador até 10% do valor do benefício, ou seja, R$ 5,00.
Para a professora da Ufrgs Maria Tereza Flores Pereira, programas como o vale-cultura, de valorização à formação intelectual e cultural dos trabalhadores, esbarram no senso comum de priorizar a qualificação técnica. “O vale-cultura incrementa a qualidade crítica e a sensibilidade do trabalhador, elementos muito apagados do mundo empresarial, mas que ganharam destaque nas últimas décadas”, enfatiza.
Estratégia inclui personalização de vantagens
Cientes do peso de não só adotar vantagens, mas adequá-las aos desejos dos trabalhadores, muitas empresas oferecem o sistema de benefícios flexíveis à equipe funcional. Essa sistemática consiste em um processo que permite aos profissionais da organização escolher as bonificações permitidas por lei.
A Fortus Consultoria Contábil é uma delas. Semestralmente, cada um dos 25 colaboradores elege os proventos que mais irão contribuir naquele momento. Os funcionários têm sempre à disposição 15 benefícios, cada um deles com uma pontuação. O total em benefícios concedidos é de R$ 650,00, divididos entre aqueles escolhidos pelo trabalhador.
“Com esse sistema, eu sei exatamente quanto cada pessoa ganha na empresa e que eles estão recebendo algo que realmente vai fazer a diferença”, destaca o CEO da Fortus, João Batista Custódio Duarte.
O assistente comercial da Fortus Luciano Rossato contratado há um mês, festeja a possibilidade de personalizar as vantagens que vai ter. Estudante de Economia em uma universidade federal, Rossato abriu mão do incentivo aos estudos, mas afirma que planeja optar pelo benefício no semestre que vem para, quem sabe, fazer um curso de línguas. “Eu não quis optar pelo seguro de vida, por exemplo, porque ainda sou jovem. Em vez de receber o vale-transporte ,quis o auxílio-combustível”, pontua.
A assistente de Recursos Humanos (RH) da organização Daniela Chaves enfatiza, ainda, que o sistema dá autonomia ao colaborador durante o processo de escolhas. “Ele define o que quer receber e o sistema calcula o valor a ser descontado na folha de pagamento. Além disso, possibilitamos que daqui a seis meses o funcionário mude as escolhas”, destaca.
De acordo com Paulo Aírton Santos, consultor da Fortus na área de Remuneração Estratégica Variável, o sistema contribui significativamente para atrair e manter funcionários. Para Santos, trabalhar com uma estratégia como essa proporciona ao empregado possibilidade de escolha, aumento do envolvimento da família, introdução de novos auxílios, benefícios mais adequados a cada etapa da vida, além de atender a todas as gerações e fazer justiça na distribuição das vantagens.
Duarte adverte que há benefícios obrigatórios a partir de acordos coletivos, que não podem ser fruto de eleição dos funcionários.
Já Adriana Lacombe, diretora executiva de consultoria trabalhista e previdenciária da EY, adverte que é preciso ter cuidado com os benefícios flexíveis, pois, ao não se aplicar a todos os empregados, a empresa pode correr o risco de ser autuada pela Receita Federal se não deixar todos os procedimentos bem claros. “Infelizmente, nosso cenário trabalhista traz barreiras para soluções criativas”.
Notícias Técnicas
Microempreendedor precisa separar lucro, parcela isenta e rendimentos tributáveis para verificar se ultrapassou o limite de R$ 35.584 em 2025
Cidadãos que se encaixam nos critérios de declaração do Imposto de Renda e possuem gastos com educação, sejam próprios ou de dependentes, precisam informar tais despesas
Ofícios da Fenacon ao Fisco mostram divergências nos rendimentos, além de pedirem orientação sobre declaração de lucros
Novo código 1809 passa a ser utilizado para recolhimento via Darf no processo de adaptação do Brasil às normas internacionais contra a erosão da base tributária
A Receita Federal publicou a Nota Técnica 2025.002-RTC, que adia as validações da tributação monofásica
A Receita Federal publicou, a Nota Técnica nº 12/2026, que orienta como os contribuintes de PIS/Cofins devem registrar, na EFD-Contribuições
Receita Federal adia parte das regras de validação da NF-e e NFC-e ligadas à tributação monofásica da Reforma Tributária
Exigências da Receita Federal incluem comprovação de prejuízo e situação fiscal regular, o que pode limitar o acesso ao fundo e gerar disputas sobre valores e enquadramento
Pagamentos serão feitos em duas etapas até junho, conforme o final do benefício, com impacto direto na renda de aposentados e pensionistas
Notícias Empresariais
Receber feedback é, sim, uma soft skill. Mas a verdade é que muita gente ainda não está preparada para essa conversa
Empresas revisam controle de jornada, produtividade e políticas internas diante da consolidação do trabalho híbrido e da maior disputa por talentos no mercado
Veja como empresas e RH podem prevenir conflito de interesses com políticas claras, liderança ética, canais seguros e cultura organizacional mais transparente
Embora pareçam sinônimos, os termos possuem obrigações fiscais distintas que todo empreendedor deve conhecer
Se não retirado até o prazo estimado, o dinheiro só pode ser resgatado no ano seguinte
O caminho passa por eficiência operacional, cadeias de suprimento mais enxutas, uso de dados e IA para otimizar promoções e inovação
Mercados reagem a falas de Trump e aliviam tensões do conflito
São dois volumes com dicas de prevenção às fraudes
A transformação digital não é apenas uma questão tecnológica, mas uma mudança profunda na forma como as empresas operam
Pensar como estrategista é o que permite sair da execução e participar das decisões que realmente moldam resultados
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
