Restituições serão liberadas também a partir de 29 de maio, em quatro lotes. Expectativa é que 80% dos contribuintes recebam suas restituições até 30 de junho
Notícia
Empresa fechada pode ter regras mais simples
Em cerca de 250 páginas, o conjunto de normas do IFRS para as pequenas e médias empresas tem um décimo do tamanho das regras completas e já foi adotado em cerca de 80 países.
01/01/1970 00:00:00
As companhias de capital fechado dos Estados Unidos poderão ser beneficiadas por um conjunto simplificado de normas contáveis, sob uma proposta que deverá ser anunciada pelo órgão que estabelece os padrões para o setor numa resposta às preocupações com o conjunto pleno de princípios contábeis, considerado excessivamente complexo e oneroso para as empresas menores.
A Financial Accounting Foundation (FAF), que supervisiona os modelos para as companhias abertas e fechadas, além de organizações sem fins lucrativos e organismos governamentais, pretende criar um conselho de melhoria dos padrões para as empresas fechadas, para analisar modificações nas regras americanas, conhecidas como os princípios contábeis amplamente aceitos, ou Gaap, na sigla em inglês.
Há cerca de 28 milhões de companhias fechadas nos Estados Unidos. Sem a obrigatoriedade de encaminhar seus dados financeiros para as autoridades reguladoras, apenas uma fração delas presta suas contas. No entanto, bancos ou seguradoras podem solicitar às companhias fechadas que elas produzam sua contabilidade pelas regras Gaap, e o American Institute of Certified Public Accountants (AICPA) estima que atualmente cerca de 8 milhões delas fazem isso.
A proposta da FAF chega perto da criação de um organismo de normatização independente para as companhias de capital fechado, conforme foi recomendado por uma comissão de notáveis neste ano. O relatório da comissão sugeriu um comitê separado de normas contábeis para as companhias fechadas, que operaria juntamente com o Financial Accounting Standards Board (Fasb) e seu similar governamental, Gasb.
"Achamos que essa proposta consegue o equilíbrio certo entre a garantia de que o grupo terá a autoridade correta ao mesmo tempo em que ficará com uma organização de normatização", disse Teresa Polley, presidente da FAF.
Sob o plano, o conselho de melhoria dos padrões para as companhias fechadas, formado por 11 a 15 membros nomeados pelos consignatários do FAF, votará mudanças específicas nas normais contábeis, sendo que aquelas que conseguirem apoio estarão sujeitas à ratificação pelo Fasb.
A proposta da FAF almeja evitar a criação de dois conjuntos de normas contábeis totalmente separados, o que poderia ocorrer se um organismo autônomo estabelecesse os padrões para as companhias fechadas, afirma Polley.
O American Institute of Certified Public Accountants (AICPA), que participou da comissão de notáveis, vem fazendo lobby por um organismo independente de definição de regras para as companhias fechadas, alegando que ao longo de várias décadas o Fasb não apoiou padrões diferentes para essas empresas. As partes interessadas têm até a metade de janeiro para comentar os planos.
Com os Estados Unidos deliberando se vai adotar as regras contábeis internacionais e como fará isso se aderir ao padrão, a proposta segue-se à criação em 2009 de um conjunto simplificado de normas para as pequenas e médias empresas pelo International Financial Reporting Standards (IFRS).
Em cerca de 250 páginas, o conjunto de normas do IFRS para as pequenas e médias empresas tem um décimo do tamanho das regras completas e já foi adotado em cerca de 80 países. As regras para as pequenas e médias foram desenvolvidas ao longo de vários anos, levando alguns a afirmar que os Estados Unidos deveriam considerar a adoção dos padrões internacionais para suas companhias fechadas.
Teresa Polley disse que foi discutida a adoção do modelo internacional, mas decidiu-se não se antecipar à decisão da Securities and Exchange Commission (SEC) sobre a convergência aos padrões internacionais completos de prestação de contas, esperada para este ano.
O valor justo vai aparecer, mais cedo ou mais tarde
Por Jonathan Weil | Bloomberg
A última vez em que o mundo viveu uma enorme crise bancária, as regras de contabilidade baseadas em valor justo estavam perto do topo na lista de bodes expiatórios mais prováveis de serem denunciados por governos e líderes do setor bancário. Desta vez, não.
Hoje, muitos das maiores instituições financeiras europeias estão aparentemente de novo à beira de um abismo, levadas por temores de prejuízos represados, decorrentes da derrocada de endividamento soberano. Mas não ouvimos muitas críticas sobre o emprego do conceito de valor justo nas demonstrações financeiras. Isso provavelmente se deve ao fato de os mandarins contábeis terem eviscerado muitas de suas regras de justo valor em resposta ao quase derretimento do sistema financeiro, três anos atrás. Isso não deixou os bancos mais seguros. Mas sobraram, para políticos e banqueiros, um culpado a menos para ser responsabilizado.
A contabilidade pelo valor justo - o conceito de que os instrumentos financeiros devem ser registrados por seu valor de mercado nos livros das empresas, em vez de registrá-los por seu custo histórico -, um bode expiatório popular em 2008, tanto antes como depois dos colapsos da Fannie Mae, Freddie Mac, do Lehman Brothers e da American International Group (AIG).
As empresas estavam, supostamente, sendo obrigadas a registrar seus ativos a preços temporariamente irracionais, pelo menos assim se dizia. Críticos disseram que a prática exacerbou as quedas nos mercados. As instituições que criam os padrões contábeis para a Europa e para os EUA reagiram aprovando emendas emergenciais para suas regras, para dar uma folga aos bancos e companhias de seguros em todo o mundo. Previsivelmente, isso só piorou as coisas no longo prazo, ao comprometer a confiança do investidor em alguns dos números financeiros que as empresas estão divulgando agora.
Em outubro de 2008, após a União Europeia ter ameaçado substituir seus padrões legislativamente, o International Accounting Standards Board (Iasb), com sede em Londres, mudou retroativamente suas regras em matéria de classificação de balanços, de modo que as empresas puderam imediatamente tirar muitos de seus ativos financeiros de categorias onde era exigido o valor justo contábil. Isso implicou que uma companhia com títulos hipotecários de saúde duvidosa, por exemplo, pôde retardar a admissão de prejuízos futuros simplesmente mudando a denominação dos títulos no balanço.
Segundo as regras atuais do Iasb, os ativos financeiros podem ser classificados de quatro formas. Os ativos rotulados sob "valor justo contra [na conta de] resultados" devem ser remarcados a mercado a cada trimestre, e as mudanças devem se refletir na demonstração de resultados. "Disponível para venda" implica que os ativos devem ser remarcados a mercado no balanço patrimonial, mas as mudanças de valor normalmente não afetam os lucros.
As outras classificações, denominadas "manter até o vencimento" e "empréstimos e recebíveis", permitem que as empresas evitem o uso de valor justo no balanço patrimonial.
Na prática, essas categorias muitas vezes permitem que empresas adiem os prejuízos até muito tempo depois que o valor de mercado de um ativo tenha despencado, especialmente quando se trata de títulos.
Tomemos, por exemplo, o maior financiador da Grécia, o Banco Nacional da Grécia, de Atenas. No mês passado, a instituição disse ter registrado uma baixa contábil - conhecida como "impairment" no jargão - de € 1,3 bilhão (US$ 1,8 bilhão) sobre os lucros durante o segundo trimestre para rebaixar o valor de títulos do governo grego. Não foi como se os prejuízos tivessem se materializado repentinamente. Ao contrário, os prejuízos vinham se acumulando há algum tempo - e finalmente foram reconhecidos.
No fim de 2010, cerca de 90% do equivalente a € 12,8 bilhões em títulos do governo grego em poder do banco foram rotulados como "manter até o vencimento" ou "empréstimos e recebíveis", em grande parte devido a uma reclassificação que os removeu das categorias "disponível para venda" e "valor justo" durante períodos anteriores. Certamente, o futuro trará prejuízos maiores, pois os títulos gregos estão sendo agora negociados em níveis que sugerem que um calote do governo é praticamente certo.
Em vista desse cenário, houve uma omissão flagrante em uma muito comentada carta do presidente do Iasb, Hans Hoogervorst, enviada em agosto à Autoridade Europeia Fiscalizadora de Títulos e Mercados. Hoogervorst queixou-se de que algumas empresas europeias pareciam estar violando as regras do Iasb referentes a instrumentos financeiros, observando as abordagens amplamente divergentes de vários bancos utilizadas no trimestre passado para contabilizar os prejuízos com títulos do governo grego.
Algumas companhias, disse ele sem citar nomes, não estão baixando os títulos "disponíveis para venda" para seu valor justo, como deveriam. E não há dúvida de que ele tem razão.
Mas há um porém, aqui. Hoogervorst disse que sua carta "não se refere a ativos financeiros classificados como "manter até o vencimento" ou "empréstimos e recebíveis". Em outras palavras, ele ignorou o argumento de que talvez tenha sido uma péssima ideia que, em 2008, o Iasb permitir que as empresas reclassificassem seus títulos nessas categorias, apesar de ser exatamente onde reside a maior parte dos problemas de exagero em valores de ativos.
Há uma solução simples para isso. Em 2005, quando o Iasb e a americana Financial Accounting Standards Board (Fasb) começaram a discutir como rever as regras para [contabilização de] instrumentos financeiros, eles disseram que um de seus três principais objetivos de longo prazo era o seguinte: "Exigir que todos os instrumentos financeiros sejam mensurados por seu justo valor, sendo todos os lucros e prejuízos realizados e não realizados reconhecidos no período em que ocorrem".
As duas instituições normativas abandonaram esse caminho. Cedendo a pressões do Congresso e do setor bancário, no início de 2009 o Fasb mudou suas regras para permitir que as empresas mantivessem grandes prejuízos com títulos fora do lucro líquido. Se o princípio geral que as instituições normativas estabeleceram seis anos atrás estivesse em vigor hoje, não seria possível empregar diferentes tratamentos contábeis um mesmo tipo de título nos livros de uma empresa. Haveria apenas um.
Os mercados, por sua vez, sabem que não podem acreditar em balanços do setor bancário. E assim ficamos na situação atual, onde a maioria dos maiores bancos na Europa, entre eles os franceses BNP Paribas e Société Générale, estão com suas ações negociadas por muito menos do que valor de ativos líquido que constam de seus registros contábeis.
O problema com a contabilidade baseada em valor justo, agora, é que os investidores precisam muito mais dela. Os bancos destinados a ir para o brejo irão, com ou sem justo valor.
Notícias Técnicas
App Meu Imposto de Renda é descontinuado e integrado ao aplicativo oficial da Receita
Contribuintes que enviaram a declaração pelo PGD poderão corrigir dados pelo Meu Imposto de Renda e vice-versa; nova funcionalidade amplia flexibilidade no ajuste das informações
A Receita Federal publicou, nesta 2ª feira duas Soluções de Consulta nº 35 e nº 36
O Portal do Conhecimento de Transporte Eletrônico (CTe) divulgou, dois novos pacotes de Schemas relacionados ao documento
Regra passa a abranger processos judiciais pendentes até setembro de 2023.
Atualização da Tabela 4.3.11 e novas alíquotas ad rem (Decreto nº 12.875/2026)
O CARF, decidiu dar provimento ao recurso voluntário interposto por uma empresa do setor alimentício, rejeitando as preliminares de nulidade do Auto de Infração e do Acórdão recorrido
Publicação traz orientações sobre a aplicação da NR-1 e aborda também o gerenciamento de riscos psicossociais no ambiente de trabalho
Novos modelos incorporam as alterações da Resolução CNPC nº 63/2025
Notícias Empresariais
Ambientes de alta performance não são aqueles onde ninguém erra, mas aqueles onde as pessoas aprendem mais rápido do que erram
Enquanto Europa e parte da Ásia tratam o envelhecimento profissional como questão estratégica, o Brasil ainda convive com exclusão, informalidade e preconceito etário
Estilo de liderança que está crescendo cada vez mais no mundo dos negócios
No Brasil, cerca de 25,5 milhões de pessoas trabalham por conta própria, segundo estimativas da Organização Internacional do Trabalho compiladas pelo CEIC/World Bank
CEO, o talento certo bateu à sua porta, mas a sua empresa não a abriu
Para nós, gestores e vendedores, há uma pergunta inquietante: como vender para alguém que delegou sua escolha a uma máquina?
Falta de planejamento e decisões impulsivas estão entre os principais fatores que levam a perdas financeiras
Documento permite direcionar parte dos bens conforme a vontade do titular e reduzir disputas após a morte
Emissões de empresas menores começam enquanto o mercado ainda digere problemas com grandes companhias
Ação oferece condições especiais para quitar débitos em atraso
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
