Organização de documentos, conferência de informações financeiras e uso dos serviços digitais do governo ajudam o contribuinte a preencher a declaração com mais segurança
Notícia
Novo governo deve diminuir tributos, mas CPMF pode voltar
A Reforma Tributária, como acontece também com a Reforma Política
01/01/1970 00:00:00
A partir de 2011, os empresários irão pagar menos impostos. Em investimentos, exportações, folhas de pagamento, remédios, telefonia, energia e saneamento básico. Pelo menos é o que prometem os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).
Em contrapartida, o rearranjo fiscal pode sobrar para os contribuintes. Isso porque ambos concordam que há necessidade de mais recursos para a saúde. Não cogitam ressuscitar o imposto do cheque, a extinta CPMF. Mas não apontam outras opções.
A Reforma Tributária, como acontece também com a Reforma Política, é uma antiga promessa repetida pelos candidatos nos últimos 16 anos. Apesar de não ter conseguido levar adiante uma proposta conduzida pelo deputado Sandro Mabel (PR- GO), o governo de Lula diz que já avançou nesta, com a criação do Simples Nacional (ou Supersimples), em 2007, que beneficia 80% das empresas brasileiras.
"Será a reforma das reformas", tem afirmado Dilma. Ela chegou a anunciar que a proposta seria encaminhada ao Congresso nos primeiros meses de um seu eventual governo. Já detalhou que a mudança no sistema de arrecadação de impostos deve privilegiar a desoneração dos investimentos, das exportações e da folha de pagamento das empresas.
Também disse, de acordo com sua assessoria, que se faz necessário reduzir a carga tributária incidente sobre energia, remédios e telefonia: "A reforma tributária permitirá que o Brasil dê um salto de competitividade", destacou. Ela também ressalta, assim como Serra, que reforma tributária será prioridade.
Serra defende uma reforma tributária que levará em conta as necessidades do setor privado, com desoneração dos investimentos e das exportações: "Não podemos manter a maior carga tributária do mundo, que desestimula os empregos", enfatizou.
O presidenciável do PSDB promete zerar o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) do setor de saneamento básico. "Isso vai liberar pelo menos R$ 2 bilhões para investimento no setor, sem nenhum custo para o País", garantiu. Serra lembra que, no governo de Lula, a alíquota da contribuição passou de 3% para 7%.
O candidato diz que o atual governo nunca teve um projeto neste sentido e que as mudanças na legislação tributária precisarão ser feitas nem todas ao mesmo tempo. "Vamos adotar a tática da guerra: atacar o inimigo aos poucos, atuar com a razão, pois nada se resolve como um rolo compressor".
A proposta da CSS
Para a candidata do PT, o maior financiamento para a saúde pode vir da Reforma Tributária, o que suscitaria uma possível ressurreição da CPMF. Ela garante, no entanto, que tal questão não está sendo discutida. Mas pondera: "Quando perdemos a CPMF não tivemos como recompor os R$ 40 bilhões, porque você não estala os dedos e aparecem R$ 40 bilhões", tergiversa, sem apontar o que pôr no lugar.
A resposta pode estar na Câmara dos Deputados, onde está paralisado desde o fim de 2008 o projeto sobre recursos que cria a Contribuição Social para Saúde (CSS), que seria a nova CPMF, a qual, contudo, não foi aprovada nem pela oposição nem por boa parte da base aliada.
A proposta está embutida na Emenda 29, que destina mais R$ 23 bilhões à área da saúde. O governo quer, com a CSS, diminuir o impacto dessa destinação em suas contas. É que o novo tributo geraria uma arrecadação adicional de R$ 10 bilhões.
Na opinião do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), especialista em questões tributárias, o trabalhador brasileiro é o que paga mais imposto no mundo. "Dessa forma, passou a ter menos dinheiro no bolso e comida na mesa", lamenta. O resto, segundo ele, fica sem pagar impostos.
Hauly prega uma reforma tributária seletiva, de inclusão social. Para o deputado, o "coração" da reforma tributária envolve a reestruturação do imposto estadual ICMS, que, em sua opinião, tem de virar imposto seletivo para substituir a tributação de mais 400 mil itens - segundo IBGE, que vai desde o simples arroz e feijão aos complexos aviões a jato. O ICMS, propõe, pode ser transformado num imposto monofásico de 10 itens, como já é feito em parte no Paraná.
O deputado Fernando Ferro (PE), líder do PT na Câmara, considera a reforma importante porque a carga tributária cobrada, especialmente das classes média e baixa, é injusta. Ele observa que o sistema de saúde é um dos pontos críticos. "Temos de promover uma reforma que incentive a produção e desonere os componentes da cesta básica, e que cobre tributos de quem possa pagar."
Notícias Técnicas
Profissionais da contabilidade passam a contar com um material atualizado para orientar clientes e a sociedade sobre a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026
Governo fará pente-fino antes de enquadrar contribuintes; penalidades incluem impedimento para licitações, recuperação judicial e benefícios fiscais
Portaria SRE 65/2023 digitaliza procedimento e exige atenção aos detalhes
Entenda as estratégias para monetizar créditos de ICMS diante da reforma tributária e decisões judiciais
Inconsistências fiscais em 2026 podem antecipar recolhimento de tributos e gerar perda de créditos
Especialista alerta para choque de liquidez e insegurança jurídica com novo sistema de impostos
A COSIT da Receita Federal do Brasil, por meio da Solução de Consulta nº 53, decidiu que o salário-maternidade não integra a base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep
Norma detalha regras de adicional da CSLL
Medida busca reforçar a segurança da informação e garantir maior confiabilidade na autenticação de usuários
Notícias Empresariais
Construir ativos cuja valorização não depende apenas de escala ou eficiência, mas da capacidade de gerar conexão significativa ao longo do tempo
Profissionais que evoluem de forma consistente não são os que acertam sempre, mas os que aprendem a decidir com mais consciência
Ideia de que a formação profissional possui um rito de passagem tornou-se um anacronismo perigoso
Especialistas destacam a importância de relevância, autenticidade e uso estratégico de criadores de conteúdo para gerar impacto real nos negócios
Nem toda decisão deve ser delegada à tecnologia, e essa escolha se tornou uma das mais estratégicas do negócio
Com bloqueio de R$ 131 milhões, Ministério do Empreendedorismo pode reduzir oferta de crédito e programas de capacitação.
Formato ganha, em julho, letras e números na composição, mas valerá apenas para novos registros realizados a partir da implementação da mudança
Para instituição, PIB do país deve crescer 1,6% em 2026
Relevância exige movimento. E, no longo prazo, é a relevância que sustenta crescimento
Em um mercado pressionado por IA, escassez de habilidades e mudanças rápidas nas funções, investir em aprendizagem contínua deixa de ser ação de apoio e passa a ser decisão de negócio para RH e lideranças
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
