Benefício é exclusivo para empregados no regime da CLT
Notícia
Educação corporativa ganha força na estratégia do RH
Em um mercado pressionado por IA, escassez de habilidades e mudanças rápidas nas funções, investir em aprendizagem contínua deixa de ser ação de apoio e passa a ser decisão de negócio para RH e lideranças
01/01/1970 00:00:00
A educação corporativa está deixando de ocupar um papel secundário nas empresas. Em um cenário de transformação digital, avanço da inteligência artificial e revisão constante das competências exigidas pelo mercado, o investimento em aprendizagem contínua passa a ser visto como parte da estratégia de crescimento, retenção e competitividade. Para o RH, isso representa uma mudança importante: treinar pessoas já não basta. O desafio agora é desenvolver capacidades que sustentem adaptação, produtividade e mobilidade interna em um ambiente de trabalho cada vez mais instável.
Os sinais dessa virada são claros. O relatório Future of Jobs 2025, do Fórum Econômico Mundial, mostra que empregadores esperam que 39% das habilidades centrais do mercado mudem até 2030. O mesmo estudo indica que habilidades tecnológicas, como IA, big data, redes e cibersegurança, ganham relevância rapidamente, enquanto pensamento criativo, resiliência, flexibilidade e aprendizagem ao longo da vida também sobem na lista de prioridades. Para o RH, a mensagem é direta: sem educação corporativa estruturada, a empresa corre o risco de manter pessoas ocupando cargos atuais com competências já desatualizadas.
Por que RH precisa investir mais em educação corporativa
A pressão por resultados mais rápidos costuma empurrar treinamento e desenvolvimento para o fim da fila orçamentária. Mas esse movimento perde força quando as empresas percebem que a falta de qualificação interna se tornou gargalo para inovação, adoção de IA e crescimento sustentável. O Workplace Learning Report 2025, do LinkedIn Learning, mostra que organizações que priorizam desenvolvimento de carreira superam outras em indicadores de sucesso do negócio e se posicionam melhor para aproveitar a transformação trazida pela IA generativa. Entre essas empresas mais maduras, 51% se descrevem como líderes ou em aceleração na adoção de IA generativa, contra 36% daquelas com programas mais fracos; em outras palavras, elas são 42% mais propensas a estar na dianteira dessa transformação.
Para o RH, isso amplia o papel da educação corporativa. Não se trata apenas de ofertar cursos, trilhas e workshops, mas de construir uma infraestrutura de aprendizagem conectada à estratégia do negócio. Empresas que aprendem mais rápido tendem a responder melhor a mudanças tecnológicas, preencher lacunas críticas com mais agilidade e reduzir dependência exclusiva de contratações externas.
O impacto direto da educação corporativa no futuro do trabalho
Falar em futuro do trabalho sem falar em requalificação já não faz sentido. O próprio Fórum Econômico Mundial aponta que o mercado será redesenhado por fatores como mudança tecnológica, incerteza econômica, transição verde e transformações demográficas. Nesse contexto, a empresa que não desenvolve sua força de trabalho tende a perder velocidade justamente quando o cenário exige mais adaptação.
Ao mesmo tempo, a educação corporativa ajuda a equilibrar duas pressões que hoje recaem sobre o RH: a necessidade de preparar pessoas para novas funções e a urgência de manter talentos engajados. O LinkedIn Learning aponta que 84% dos funcionários concordam que aprender adiciona propósito ao trabalho. Esse dado reforça que desenvolvimento não impacta apenas desempenho técnico, mas também percepção de crescimento, pertencimento e futuro dentro da organização.
O que os dados mostram sobre maturidade em aprendizagem
Os dados mais recentes sugerem que o mercado ainda está longe de um estágio ideal. Segundo o LinkedIn Learning, apenas 36% das organizações podem ser classificadas como “champions” em desenvolvimento de carreira, com programas robustos e resultados de negócio consistentes. Outras 31% têm iniciativas com adoção limitada, e 33% ainda não têm ações estruturadas ou estão apenas começando.
No Brasil, a agenda de T&D também segue em consolidação. A ABTD destaca, na Pesquisa Panorama do Treinamento no Brasil 2024-2025, que o material foi construído para orientar o planejamento anual de treinamento e desenvolvimento das empresas, sinalizando que o tema está no centro das decisões de RH e exige indicadores mais claros para apoiar investimentos.
Educação corporativa e IA: uma relação que já virou urgência
A ascensão da inteligência artificial acelerou o debate sobre capacitação. O ponto central já não é saber se a IA afetará as funções, mas em que velocidade cada área precisará aprender a trabalhar com ela. O relatório do LinkedIn mostra que organizações mais maduras em desenvolvimento de carreira são 32% mais propensas a implantar programas de treinamento em IA neste ano e 88% mais propensas a oferecer oportunidades de aprendizagem baseadas em projetos e experiências práticas de carreira.
Esse dado interessa diretamente ao RH porque revela uma mudança de lógica. Em vez de tratar IA como tema exclusivo da tecnologia, as empresas passam a entender que a adoção dessa ferramenta depende de capacitação distribuída, leitura de contexto e integração entre habilidades técnicas e humanas. A educação corporativa, portanto, deixa de ser suporte e se torna motor da adaptação organizacional.
Quais barreiras ainda travam a educação corporativa
Mesmo com maior reconhecimento do tema, o avanço da aprendizagem contínua ainda enfrenta entraves internos. Segundo o LinkedIn Learning, 50% dos respondentes apontam falta de apoio adequado aos gestores como uma das principais barreiras ao desenvolvimento de carreira; 45% citam falta de apoio aos funcionários, e 33% dizem que os próprios times de talento carecem de recursos. Curiosamente, apenas 11% mencionam que a liderança não valoriza o desenvolvimento de carreira, o que sugere que o problema não está apenas no discurso da alta gestão, mas na estrutura prática para transformar prioridade em execução.
Para o RH, isso significa que investir em educação corporativa não é só comprar plataforma ou ampliar catálogo de cursos. É preciso dar tempo, suporte gerencial, critérios de avaliação e conexão real entre aprendizagem e carreira. Sem isso, a educação continua existindo no papel, mas não se converte em mobilidade, retenção ou performance.
O que muda para RH daqui para frente
A nova exigência sobre o RH é mais estratégica do que operacional. Em vez de medir sucesso apenas por horas de treinamento ou quantidade de participantes, a área tende a ser cobrada por impacto: redução de lacunas de habilidades, aceleração de adaptação à IA, fortalecimento de lideranças e maior capacidade de movimentação interna. O próprio LinkedIn destaca que liderança é a prática mais comum entre organizações mais maduras, com 71% oferecendo treinamento de liderança.
Em paralelo, o Fórum Econômico Mundial reforça que as empresas precisarão combinar habilidades tecnológicas com atributos humanos, como pensamento analítico, criatividade, flexibilidade e curiosidade. Isso reforça a ideia de que educação corporativa eficaz não é apenas técnica; ela precisa formar profissionais mais completos, capazes de navegar por mudanças e gerar valor em diferentes contextos.
No fim, a pergunta que fica para o RH não é mais se vale a pena investir em educação corporativa. A questão real é quanto custa não investir. Em um mercado em que habilidades envelhecem mais rápido, a aprendizagem contínua já não é benefício complementar. É infraestrutura de competitividade.
Notícias Técnicas
Mesmo quem não faturou em 2025 precisa prestar contas para evitar multas e bloqueio do CNPJ
Envio deve ser feito mesmo sem retenção de imposto, conforme orientação do manual do sistema
Publicado nesta 3ª feira (07.abr.2026), duas versões do manual de orientação ao contribuinte da NFGas
A Receita Federal, junto ao Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços e ao Encat, publicou, nesta 3ª feira (07.abr.2026), a Versão 1.00k
O Portal do Bilhete de Passagem Eletrônico publicou, nesta 3ª feira (07.abr.2026), dois pacotes de Schemas
A Emenda Constitucional nº 132 de 2023, da Reforma Tributária, trouxe mudanças estruturais no Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores
Receita Federal ajusta prazos e procedimentos para envio de adicionais da CSLL no sistema DCTFWeb, impactando empresas e contadores
Supremo analisa critérios de renda e comprovação para concessão do benefício, com possíveis impactos para empresas e trabalhadores
Com integração de dados bancários, PIX, criptoativos e registros imobiliários, fiscalização da Receita se torna cada vez mais automatizada
Notícias Empresariais
Relevância exige movimento. E, no longo prazo, é a relevância que sustenta crescimento
Em um mercado pressionado por IA, escassez de habilidades e mudanças rápidas nas funções, investir em aprendizagem contínua deixa de ser ação de apoio e passa a ser decisão de negócio para RH e lideranças
Pesquisa da Cia de Talentos mostra que saúde mental, equilíbrio e reconhecimento ganham força e pressionam o RH a rever cultura, gestão e proposta de valor ao colaborador
A afirmação dialoga com um conceito que vem ganhando força globalmente: o de mattering. O conceito é uma necessidade que muitos líderes ignoram e que vai além do salário
Ambiente digital também tem sido palco de outras fraudes envolvendo empresas do Simples Nacional
Veja como a formação integrada à rotina organizacional melhora a execução, fortalece a liderança e torna o crescimento mais consistente
O futuro das empresas familiares depende menos de seu tamanho atual e mais da visão que seus líderes forem capazes de construir
CNI estima queda de 0,7% no PIB e perda de R$ 76,9 bilhões com redução da jornada de 44 para 40 horas semanais
Talvez o maior diferencial competitivo hoje não seja quem recebe mais sim. Mas quem consegue sustentar, interpretar e usar o não como parte do caminho
Com resolutividade de 82%, redução de custos assistenciais e preservação de horas produtivas, o atendimento remoto se consolida como ferramenta estratégica na gestão de saúde corporativa no Brasil
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
