Regra prevê isenção de Imposto de Renda para pessoa física em vendas mensais de ações e ouro até R$ 20 mil, mas há restrições importantes
Notícia
Ninguém é realmente dono do que constrói
A famosa campanha da Patek Philippe esconde uma verdade que o mercado financeiro ainda reluta em encarar
01/01/1970 00:00:00
Existe um equívoco na forma como muitos empresários bem-sucedidos pensam sobre riqueza. Eles constroem ao longo de décadas, acumulam com disciplina, multiplicam com visão e, ao olhar para o que ergueram, concluem que construíram um legado. Mas patrimônio e legado não são sinônimos.
Patrimônio é consequência, legado é construção consciente. E essa distinção, aparentemente sutil, muda tudo o que vem depois.
A Patek Philippe resumiu essa ideia com precisão rara em uma campanha publicitária que vai muito além da relojoaria:
“Você nunca é realmente dono de um Patek Philippe.
Você apenas cuida dele para a próxima geração.”
Ela fala sobre responsabilidade intergeracional sobre a compreensão de que não somos donos definitivos do que construímos, mas gestores temporários de algo que, se bem cuidado, atravessa o tempo. E é exatamente essa consciência que separa quem acumula riqueza de quem constrói legado.
O mercado tem um nome para o que acontece quando essa consciência está ausente. Chama-se o ciclo das três gerações, e ele se repete com uma regularidade que impressiona quem já acompanhou histórias familiares suficientes.
A primeira geração constrói com escassez como combustível: conhece o peso do risco, entende o valor do que está criando, toma decisões com a seriedade de quem tem muito a perder.
A segunda geração administra com conforto, ainda próxima o suficiente das origens para respeitar o que recebeu.
A terceira, muitas vezes, consome sem consciência. Não por maldade, mas por ausência de estrutura. O patrimônio chegou até ela, mas a mentalidade que o gerou, não.
E o diagnóstico é sempre o mesmo: dinheiro transferido sem princípios vira fragilidade.
No Brasil, esse problema tem contornos ainda mais agudos. Somos um país que aprendeu a empreender com velocidade, mas que ainda engatinha quando o assunto é cultura sucessória. Planejar a continuidade do patrimônio ainda é visto, em muitos círculos empresariais, como sinal de pessimismo ou de velhice prematura quando é, na verdade, o gesto mais estratégico que um construtor de riqueza pode fazer.
Educação financeira não nasce por sobrenome. Disciplina na gestão de risco não está no contrato social de uma holding. Essas qualidades precisam ser ensinadas, praticadas, incorporadas, e isso exige muito mais do que um bom planejamento jurídico.
Legado exige intenção e, antes disso, exige conversas que a maioria das famílias sistematicamente adia enquanto o patriarca está ativo, a empresa cresce e a sucessão parece um problema distante demais para merecer atenção imediata.
Falar de sucessão exige falar de morte, de conflito potencial entre herdeiros, de admitir que haverá um momento em que o patriarca não estará mais lá para resolver o que não foi resolvido antes. É uma conversa que toca em finitude, e poucos se sentem prontos para ela enquanto tudo ainda vai bem.
Mas preparar sucessores antes da sucessão, e não durante ela, é precisamente o que distingue as famílias que preservam patrimônio por gerações daquelas que o dilapidaram em duas décadas. Não basta deixar ativos; é preciso deixar critérios. E critérios não se transmitem por instrumento jurídico: nascem de conversas sobre risco, sobre responsabilidade, sobre o que aquele patrimônio representa e o que se espera de quem um dia o receberá.
A diferença está na qualidade do que foi dito, ou do que ficou por dizer, ao redor da mesa.
O verdadeiro jogo, portanto, não é valuation nem retorno. É continuidade: de valores, de cultura, de padrão de decisão. Quando um empresário começa a pensar nesses termos, algo fundamental muda em sua forma de gerir. Ele para de otimizar apenas para crescimento e passa a pensar em sustentabilidade, reconhecendo que o patrimônio não é o destino, mas o meio pelo qual os valores de uma família se perpetuam no tempo.
É o patrimônio que sustenta a família no curto prazo, mas são os princípios que sustentam o patrimônio no longo prazo, determinando se ele chegará à próxima geração intacto, ampliado ou destruído.
No fim, a pergunta mais relevante que um empresário pode se fazer não é “quanto acumulei?”, mas sim se aquilo que construiu sobreviverá a ele com a mesma integridade, os mesmos critérios e a mesma capacidade de gerar valor. Porque ninguém é dono permanente de nada, e a consciência dessa temporalidade, quando assumida antes que a urgência force a mão, é o que transforma riqueza em legado.
O relógio da Patek não atravessa gerações porque foi trancado em um cofre. Atravessa porque alguém, em algum momento, decidiu que ele merecia ser preservado e teve o cuidado de ensinar isso a quem viria depois.
Notícias Técnicas
A medida visa auxiliar os contribuintes que pretendem parcelar o imposto e facilitar o pagamento
Concluída a rodada de comunicações do programa Parcela em Dia, a Receita Federal iniciou o processamento das rescisões para modalidades em hipótese de rescisão
A RF esclareceu que o responsável pela cobrança e recolhimento do IOF deve exigir a apresentação da declaração da empresa optante pelo Simples Nacional
A Receita Federal e o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) vão lançar o Curso Reforma Tributária do Consumo
O mercado de ativos virtuais vem ganhando dimensão crescente no Brasil e já movimenta volumes expressivos na economia digital
Proposta em análise na ICP-Brasil prevê emissão de certificados digitais diretamente pelo celular, sem necessidade de atendimento presencial ou intermediário
Profissionais da contabilidade têm até as 16h para se inscrever no Exame de Qualificação Técnica, exigido para auditoria independente e perícia contábil
Com a tributação no destino, empresas que vendem para outros estados terão de rever preços, cadastros, sistemas e estratégias operacionais para se adaptar às novas regras da Reforma Tributária
Regras de transição ficaram mais rígidas em 2026, com aumento da idade mínima progressiva e da pontuação exigida para segurados do INSS
Notícias Empresariais
Carreiras que permanecem relevantes ao longo do tempo costumam ser construídas por profissionais que valorizam suas experiências passadas, mas que também permanecem dispostos a questionar
Alcançar o patamar de um RH estratégico depende da capacidade de converter o comportamento organizacional em dados para influenciar a alta gestão
Ao adotar inteligência artificial sem revisar processos, cultura e modelos de decisão, muitas empresas acabam apenas acelerando velhas ineficiências
A famosa campanha da Patek Philippe esconde uma verdade que o mercado financeiro ainda reluta em encarar
Segundo levantamento do Sebrae, os MEI, micro e pequenas empresas representaram 97,3% de todos os negócios abertos nesses dois primeiros meses
Todos os anos, milhares de empresas brasileiras acabam fechando suas portas, e os motivos são os mais variados, embora o baixo faturamento e as dívidas sejam os principais motivos
Ao todo, Banco Central afirma que ainda há R$ 10,49 bilhões esquecidos em instituições financeiras
Com nota média de 4,25, em uma escala de 1 a 10, empresários consideram que o ambiente regulatório no Brasil é complexo e prejudicial aos negócios
As bolsas europeias operam em baixa na manhã desta quarta-feira, após a breve recuperação de ontem, em meio às incertezas da guerra
Os itens eletro eletrônicos, como smartphones e acessórios, moda e beleza lideram as buscas de produtos por brasileiros no Mês do Consumidor
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
