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Notícia
O impacto da digitalização da economia nas estratégias de tesouraria das empresas
Se você ainda não incorporou os mais recentes avanços tecnológicos na sua estratégia de tesouraria, não há tempo a perder
01/01/1970 00:00:00
Falar da digitalização da economia é falar de um processo que foi iniciado há décadas, mas se acentuou nos últimos anos devido a rápidos avanços tecnológicos. A primeira revolução surgiu com o aparecimento da internet, mas inovações recentes como a Inteligência Artificial, as criptomoedas ou os serviços de nuvem também causaram grande impacto.
A digitalização econômica tem um macroefeito que afeta, pelo menos virtualmente, todos os negócios e consumidores. Hoje, contudo, vamos focar-nos em como o “brilhante mundo novo” da economia digital transformou indelevelmente as estratégias de tesouraria das empresas.
O que mudou na tesouraria das empresas com a digitalização da economia?
Estas são algumas das mudanças mais importantes provocadas pela digitalização da economia nas estratégias de tesouraria das empresas:
- Criptomoedas: Qualquer criptomoedas hoje gráfico é ilustrativo do impacto da cripto no mundo do trading, mas o blockchain também revolucionou estratégias de tesouraria ao, por exemplo, oferecer uma alternativa extra de gestão de liquidez, permitir realizar pagamentos 24/7 (o mercado das criptomoedas nunca encerra) ou garantir maior rapidez e conveniência em pagamentos internacionais.
- Pagamentos eletrônicos: Longe de ser uma novidade, esta tecnologia revolucionou a tesouraria de empresas ao facilitar pagamentos instantâneos e reduzir a dependência do papel.
- Inteligência Artificial: Bem mais recente, a IA transformou para sempre as estratégias de tesouraria com estimativas mais precisas, automação de processos, ferramentas antifraude avançadas ou integração com plataformas bancárias.
- Open banking: Esta tecnologia permite, entre outras vantagens, sincronizar múltiplas contas de clientes via API, evitar taxas ocultas em transferências ou ativar notificações de gestão de risco. Com o Open Finance, a tesouraria ganha uma visão holística. Em vez de acessar cinco portais bancários diferentes com tokens físicos distintos para consolidar a posição de caixa (um processo manual e propenso a erros), as APIs agregam tudo num único painel (dashboard). Isso não só poupa horas de trabalho operacional, como também aumenta o poder de negociação da empresa, que pode comparar taxas de crédito e serviços entre instituições financeiras de forma transparente e instantânea.
A digitalização da economia tem efeitos negativos na tesouraria?
É demasiado tarde para voltarmos a uma economia não digitalizada, e não existem dúvidas de que os avanços tecnológicos das últimas décadas beneficiaram os departamentos financeiros das empresas. Contudo, a digitalização da economia implica alguns desafios que não podem ser ignorados, tais como:
- Ataques cibernéticos: A utilização de sistemas digitais cria a necessidade de estabelecer uma estratégia complementar de cibersegurança para evitar os riscos associados a ataques cibernéticos. Esta preocupação é especialmente pertinente no Brasil, onde existem mais de 700 milhões de ataques virtuais por ano. O “Ransomware” tornou-se o pesadelo do CFO moderno. Um ataque bem-sucedido não apenas sequestra dados, mas pode paralisar toda a operação de pagamentos e recebimentos, levando uma empresa saudável à insolvência técnica em dias. Assim, a tesouraria precisa agora trabalhar lado a lado com a TI, investindo em seguros cibernéticos e protocolos de verificação rigorosos para evitar fraudes como o “CEO Fraud” (onde criminosos se passam por executivos para autorizar transferências).
- Maior complexidade: A digitalização da economia facilita a tesouraria a longo prazo, mas o seu elevado grau de complexidade pode criar dificuldades na fase de treino, contribuindo para um aumento dos custos operacionais das empresas. Existe hoje um “gap” de talentos no mercado. O profissional de tesouraria moderno precisa ser híbrido: entender de finanças, mas também de análise de dados e sistemas ERP. A implementação de novos softwares costuma ser traumática e cara, exigindo uma curva de aprendizado que pode temporariamente reduzir a produtividade antes de aumentá-la.
- Vulnerabilidade das estruturas tecnológicas: Quando falham, estruturas tecnológicas podem condicionar ou anular seriamente as estratégias de tesouraria das empresas, especialmente caso estas sejam altamente dependentes de serviços externos (third-party servers, armazenamento na nuvem, etc.).
- Menos “mão humana”: No mundo digital, transações e pagamentos acontecem à velocidade da luz, frequentemente sem possibilidade de correções por parte de humanos. A automação elimina o erro humano por cansaço, mas amplifica o erro sistêmico. Se um algoritmo de pagamento for configurado incorretamente, ele pode replicar um pagamento errado milhares de vezes em segundos antes que alguém perceba. A supervisão humana mudou de “executor” para “auditor de sistemas”, exigindo uma vigilância constante sobre os robôs.
O futuro das estratégias de tesouraria
Não sabemos que inovações nos trará a economia digital nos próximos anos, mas o futuro próximo das estratégias de tesouraria deverá passar por:
- Tesouraria contínua (com o blockchain, já não é necessário parar após o fechamento do mercado)
- Fluxos de trabalho de IA (incluindo previsões e detecção de fraudes). A IA deixará de ser uma ferramenta de consulta para se tornar um agente autônomo, capaz de sugerir e até executar operações de hedge (proteção cambial) ou investimentos de curto prazo baseados em parâmetros pré-aprovados.
- Pagamentos ainda mais inteligentes e automatizados. Veremos a ascensão dos pagamentos máquina-a-máquina (M2M) via Internet das Coisas (IoT), onde equipamentos industriais poderão encomendar e pagar pelas suas próprias peças de reposição sem intervenção humana.
Se você ainda não incorporou os mais recentes avanços tecnológicos na sua estratégia de tesouraria, não há tempo a perder: cada dia que passa é um dia em que a sua empresa perde terreno face aos competidores!
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