Termos de Exclusão já estão disponíveis no DTE-SN para MEI, ME e EPP com débitos na RFB ou PGFN
Notícia
O Papel da Educação Financeira no Combate Ao Endividamento das Famílias
Ter uma boa relação com o dinheiro não deve ser visto como promessa de riqueza instantânea, mas sim uma ferramenta de criação de autonomia e resiliência, essencial para que as famílias..
01/01/1970 00:00:00
O panorama financeiro das famílias brasileiras atingiu um ponto crítico que exige uma visão de contexto urgente e a adoção de instrumentos estruturais. Os dados de outubro da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da CNC, e do Mapa da Inadimplência da Serasa traçam um panorama de fragilidade que não pode ser ignorado.
Trata-se de uma crise estrutural que afeta hoje 79,5% das famílias brasileiras, que estão endividadas. Temos um patamar recorde na série histórica: 80,4 milhões de inadimplentes, com uma dívida total que atinge R$ 509 bilhões no país. O valor médio por pessoa inadimplente é de R$ 6.330,16.
Para se ter ideia do impacto disso, 13,2% das famílias endividadas declara não ter condições de pagar suas dívidas em atraso e quase metade desse público está com contas em atraso por mais de 90 dias. O maior contingente de inadimplentes está na faixa etária de 41 a 60 anos (35,4%) e 26 a 40 anos (33,6%).
As principais dívidas por segmento incluem contas básicas, como água e luz (21,6%), e despesas de bancos/cartão de crédito (19,9%), indicando que a dificuldade financeira não está apenas ligada a luxos, mas à sobrevivência.
Temos um cenário complexo que vai muito além do “gastar menos do que se ganha”. Claro que essa é uma premissa essencial para quem quer se organizar financeiramente e estabelecer metas de longo prazo. No entanto, para quem já se encontra endividado, especialmente em um momento em que o patamar de juros no Brasil é elevadíssimo, há um longo caminho que começa por buscar meios de sair da inadimplência para, somente depois, começar a construção de um plano de futuro com maior segurança
Neste contexto, a educação financeira emerge não como uma promessa de riqueza instantânea, mas como uma ferramenta de criação de autonomia e resiliência, essencial para que as famílias possam, de fato, lidar melhor com os desafios do orçamento.
Sair do endividamento exige planejamento
Livrar-se das dívidas, além de disciplina, requer método. O primeiro passo é mapear a dívida não apenas pelo valor total, mas pelo custo real e pela urgência. É preciso identificar as dívidas que possuem os juros mais altos, pois são elas que corroem o orçamento de forma mais rápida. Em geral, cartão de crédito e cheque especial são os maiores vilões.
Atualmente, entre as famílias endividadas, 19,1% já comprometem mais da metade da renda com dívidas, portanto, encerrar as dívidas mais caras é um passo essencial e que começa a ser executado com a renegociação de dívidas.
O planejamento deve envolver:
Priorização: tentar trocar dívidas caras por dívidas mais baratas (portabilidade, crédito consignado se for o caso).
Proposta realista: calcular a parcela máxima que o orçamento suporta sem a volta ao endividamento e só então assinar o acordo de quitação.
Buscar oportunidades de negociação: A Serasa, por exemplo, demonstrou em outubro a concessão de mais de R$ 11,5 bilhões em descontos, com um valor médio de acordo fechado de R$ 807, através do Feirão Serasa Limpa Nome. Isso indica que a renegociação, quando bem orientada, é viável.
Liquidação de dívidas antigas: a renegociação é particularmente importante para os 49,0% das famílias que estão com contas em atraso por mais de 90 dias.
Educação financeira como instrumento para emancipação
No contexto do endividamento das famílias, a educação financeira serve para desmistificar o crédito e fortalecer a disciplina. Não se trata de cortar o cafezinho, mas de entender a diferença entre custos essenciais e custos flexíveis, e criar um orçamento que proteja a capacidade de pagamento das parcelas renegociadas.
A educação financeira de longo prazo entende que o fim da dívida é apenas o início do ciclo de construção de patrimônio em que o investimento é, de fato, o melhor, pois é o único caminho para fazer o dinheiro trabalhar a favor, e não contra.
Reserva de segurança, o primeiro investimento
A construção de uma reserva de emergência é a principal defesa contra novos endividamentos. O motivo que mais leva famílias recém-saídas da dívida a retornar ao ciclo é a ausência de uma rede de segurança para imprevistos (saúde, desemprego, reparos).
Passada a fase do combate às dívidas o ideal é converter o valor que era pago mensalmente nas parcelas para um investimento de alta liquidez e baixo risco (como Tesouro Selic ou CDBs de liquidez diária), até que se acumule de 6 a 12 meses do custo de vida, criando, assim, uma camada de proteção.
Investimento como meio, não como fim
Superada a fase de montar a reserva de segurança, a educação financeira sobe de patamar e passa a orientar o planejamento com propósito. É quando o caminho dos investimentos reposiciona o conceito de juros compostos, que antes trabalhavam a favor dos credores (endividamento), e passam a trabalhar a favor da família.
O foco a partir daqui deve ser destinar um valor mensal a investimentos, priorizando metas estruturais, como educação dos filhos e a segurança financeira da família com investimentos de baixo custo e razoável diversificação.
O caminho a ser percorrido, obviamente, demanda esforço e adaptações não tão simples. Descrever essas etapas de forma resumida e didática é uma tentativa de apresentar uma via de ação que possibilite vislumbrar que, sim, existe uma saída, embora ela não seja tão fácil, em razão sobretudo de todo o contexto econômico e todas as contingências sociais.
Diante, porém, de um cenário em que o endividamento é a regra e o comprometimento da renda é elevado, a educação financeira é o alicerce. Ela fornece o mapa para sair da inadimplência e as ferramentas para nunca mais retornar, transformando o orçamento familiar de campo de batalha em projeto de futuro.
Notícias Técnicas
Empresas passarão a recolher as contribuições pelo eSocial/DCTFWeb
Mesmo com regime tributário simplificado, o microempreendedor individual pode precisar declarar o Imposto de Renda como pessoa física. Entenda quando isso é obrigatório
Quem investe na bolsa precisa ficar atento, pois pode ser que precise emitir mensalmente esse documento
Antes de preencher, contribuinte deve confirmar se está obrigado a declarar, reunir documentos e escolher entre modelo simplificado e completo
Entenda a base de cálculo, exclusões e impactos práticos da nova regra tributária
Nova regra entra em vigor em 30 de março e permite concessão do benefício com base apenas em documentos médicos enviados pelo segurado
Lei Complementar nº 224/2025 prevê aumento de 10% nas contribuições incidentes sobre a comercialização da produção rural
Os ajustes relacionados nos leiautes da versão 2.1.2 da EFD-Reinf estão apresentados na Nota Técnica 01/2026 publicada
Declaração é obrigatória para Microempresas e Empresas de Pequeno Porte optantes pelo Simples Nacional. Descumprimento do prazo e preenchimento incorreto podem gerar multas
Notícias Empresariais
Entender o mercado não é apenas acompanhar o que já aconteceu. É desenvolver a capacidade de enxergar o que ainda está se formando
Enquanto discursos institucionais vendem o país como um ambiente de oportunidades, a realidade enfrentada pelo empreendedor honesto é bem diferente
Em um mercado mais dinâmico e exigente, assumir a condução da própria trajetória profissional deixou de ser diferencial e passou a ser um passo essencial para quem busca crescimento consistente e sustentável
Profissionais que passam muito tempo em uma única organização enfrentam novos desafios para voltar ao mercado e descobrem que experiência, sozinha, já não garante visibilidade nem oportunidade
A interpretação de que o mercado pune quem não performa tornou-se comum em debates profissionais, mas essa leitura confunde moralidade com diagnóstico
Medidas ampliam controle sobre saldos e criam bloqueios automáticos para evitar falhas e fraudes no sistema de pagamentos instantâneos
A partir desta sexta-feira (27), o Banco Central passará a usar um novo fator na metodologia de cálculo do ressarcimento do custo Selic
O aumento no número de afastamentos por problemas de saúde tem acendido um alerta para empresas de diferentes setores no Brasil
Medição do IBGE no IPCA-15 ainda não reflete a piora no mercado de combustíveis com o conflito no Irã
CMN elevou para 2,5% limite de montante vinculado à TR
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
