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Notícia
Quatro gerações e um desafio: o novo ambiente de trabalho
Empresas precisam aprender a integrar baby boomers, gerações X, Y e Z, conciliando estilos de trabalho, valores e expectativas em um mesmo ambiente corporativo
01/01/1970 00:00:00
Com o avanço das gerações, o mercado de trabalho tem se transformado — não apenas nas formas de trabalhar, mas também nas maneiras de pensar, se relacionar e projetar o futuro profissional.
A pandemia acelerou esse processo ao introduzir novos modelos, como o home office e o trabalho híbrido, que se tornaram símbolos da flexibilidade e da busca por qualidade de vida.
O que antes era considerado o “emprego dos sonhos” — estabilidade, plano de carreira e décadas na mesma empresa — já não faz mais tanto sentido para as novas gerações.
Hoje, quatro gerações dividem o mesmo espaço corporativo: baby boomers, geração X, geração Y (millennials) e geração Z, cada uma com valores, expectativas e estilos de comunicação muito diferentes.
Visões de mundo distintas, um mesmo ambiente
De acordo com Lia Aere, presidente da ABRH-SP, o primeiro passo para lidar com esse cenário é simples, mas essencial: estar aberto ao diálogo e à escuta.
“Antes de qualquer coisa, é necessário que todos estejam mais abertos — tanto os mais jovens quanto os mais velhos. É natural que as novas gerações tragam novas demandas e formas de ver o mundo”, afirma.
Segundo ela, o que antes era valorizado, hoje não é mais.
“Antigamente, o sonho de um trabalhador era entrar em uma empresa e fazer carreira nela. Hoje, os jovens querem viver experiências, ter qualidade de vida e se preocupam com sustentabilidade e propósito. São visões de mundo diferentes.”
Geração Z no comando das transformações
Relatório da McKinsey & Company aponta que, em 2025, a Geração Z representará 25% da força de trabalho global. Em mais cinco anos, esse número deve chegar a 30%.
Mas essa ascensão levanta um debate importante: eles estão preparados para as cobranças e responsabilidades do ambiente corporativo?
Lia Aere esclarece que o comportamento dos mais jovens não deve ser interpretado como falta de comprometimento ou “mimimi”.
“Os jovens entendem cobrança como comando e controle. Eles não aceitam o que antigamente era facilmente absorvido pela geração X. Isso não significa fraqueza — é apenas uma nova forma de enxergar as relações de trabalho”, explica.
Esse novo olhar tem gerado insegurança em algumas lideranças, que se mostram receosas ao cobrar metas e resultados, temendo interpretações equivocadas.
O limite entre cobrança e assédio
Para Márcia Fiori, diretora de Saúde Corporativa e Segurança do Trabalho da RHMED, é fundamental que as empresas tenham protocolos bem definidos e envolvimento direto do RH na gestão das relações interpessoais.
“A gestão precisa de resultados, e a cobrança faz parte do profissionalismo. Um gestor deve atribuir tarefas, definir metas e fazer críticas construtivas. O que configura assédio moral é como tudo isso é feito”, afirma.
Ter canais seguros de denúncia, políticas claras de conduta e uma cultura de respeito são elementos indispensáveis para equilibrar liderança e empatia em equipes multigeracionais.
O desafio da convivência entre quatro gerações
Lia Aere observa que as diferenças entre as gerações não são apenas profissionais, mas também culturais e comportamentais.
“Antigamente, fumar e beber eram sinônimos de status. Hoje, a nova geração bebe muito menos, é tecnológica e nasceu conectada. O Google, para eles, já é ultrapassado. São mundos completamente diferentes — e é natural que haja conflito entre gerações”, explica.
Essas diferenças, porém, não devem ser vistas como barreiras, e sim como oportunidades de aprendizagem recíproca.
“Achar que tudo é mimimi é simplório. As organizações precisam estar mais abertas para que todos possam trabalhar juntos. Os mais velhos têm o que ensinar aos mais jovens — e vice-versa”, reforça Lia.
Equidade, diversidade e aprendizagem intergeracional
A convivência entre diferentes gerações dentro de uma mesma empresa exige empatia, flexibilidade e comunicação contínua.
Para o RH, o papel é estratégico: promover a equidade geracional, valorizar as contribuições de cada faixa etária e fomentar a colaboração.
“Decisões radicais são sempre mais difíceis de gerenciar. É preciso equilíbrio. A máquina nunca vai substituir o ser humano, e as empresas que entenderem isso sairão na frente”, conclui Lia Aere.
O papel do RH na integração geracional
Lidar com quatro gerações no mesmo ambiente corporativo não é apenas um desafio de gestão — é uma oportunidade de construir organizações mais ricas em perspectivas e experiências.
Cabe ao RH criar pontes, incentivar mentorias cruzadas e estimular a escuta ativa entre líderes e equipes.
Afinal, cada geração carrega seu próprio legado. E quando essas diferenças se complementam, em vez de se chocarem, o resultado é inovação, engajamento e uma cultura organizacional realmente viva.
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