O PGD DCTF 3.8b permite a declaração das quotas do IRPJ e da CSLL de SCP referentes ao 4º trimestre de 2024
Notícia
Pagamentos por código de barra serão extintos em até 2 anos
Após 50 anos, o modelo linear será substituído por códigos 2D, como o QR Code
01/01/1970 00:00:00
Em 26 de junho de 1974, um pacote de chicletes de tutti frutti foi o primeiro produto escaneado em um caixa de supermercado nos Estados Unidos. Aquele momento inaugurou a era do código de barras, tecnologia que mudou o comércio global ao permitir filas menores, estoques mais organizados e logística mais eficiente. Cinco décadas depois, esse símbolo do consumo começa a se despedir. A GS1, entidade internacional que regula o sistema, prevê que até 2027 o modelo linear será substituído por códigos 2D, como o QR Code.
O conceito do código de barras foi criado em 1952 e padronizado em 1973 no formato EAN-13. Cada produto passou a ter um número único, o GTIN (Global Trade Item Number), traduzido em barras lidas nos caixas. Hoje, são mais de 6 bilhões de escaneamentos por dia em todo o mundo. "É o documento de identidade dos produtos, o que permite que eles circulem no mercado global", explica Laurence Vallana, diretora da SES Imagotag.
Porém, o QR Code pode armazenar até 100 vezes mais dados que o código de barras tradicional e, por isso, amplia significativamente as informações disponíveis ao consumidor. Além de preço e identificação, o código 2D possibilita o acesso imediato à tabela nutricional do produto, à origem de seus ingredientes, às certificações ambientais e de segurança, aos dados de validade e lote, além de direcionar para links com promoções e conteúdos digitais.
O código foi criado em 1994, no Japão, pelo engenheiro Masahiro Hara, da empresa Denso Wave, uma subsidiária da Toyota. A ideia surgiu da necessidade da indústria automotiva de desenvolver um sistema capaz de armazenar mais informações do que o código de barras comum e de ser lido com rapidez em diferentes ângulos.
Inicialmente, o QR Code era usado para rastrear peças em linhas de montagem e logo ganhou aplicações em diversos setores por sua capacidade de armazenar grande volume de dados e ser facilmente escaneado por câmeras digitais. Nos últimos anos, ele ganhou enorme popularidade e se consolidou como uma das ferramentas digitais mais usadas no dia a dia. A tecnologia, que antes era restrita a setores industriais, passou a ser adotada em larga escala no comércio, nos serviços e até por órgãos públicos.
A pandemia de covid-19 acelerou esse processo: menus digitais em restaurantes, pagamentos por aproximação, check-ins de segurança e certificados de vacinação fizeram do QR Code um recurso presente em praticamente todos os setores. Com a disseminação dos smartphones, que permitem a leitura imediata pela câmera, o código se transformou em um elo direto entre produtos, serviços e consumidores, ampliando sua relevância no mercado global. "É uma revolução silenciosa, mas inevitável", afirma João Carlos de Oliveira, presidente da GS1 Brasil.
Padronização
Para Pedro Di Martino, gerente de relações institucionais da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, a padronização do QR Code é um dos pilares da estratégia da GS1 para a rastreabilidade da cadeia e a disponibilização de informações detalhadas sobre os produtos. "A GS1, que já é responsável pela identificação de itens através do número global de identificação do item (JETIM) e do código de barras linear (código 1D), está trabalhando na evolução para o código 2D, o QR Code Digital Link."
Segundo Di Martino, "a principal vantagem do QR Code padronizado pela GS1 é permitir que os consumidores, ao usarem seus celulares, tenham acesso direto e padronizado a informações detalhadas sobre o produto."
Isso significa que, independentemente do produto ou da marca, se o QR Code seguir os padrões da GS1, o consumidor poderá encontrar informações como tabelas nutricionais, normas técnicas e certificações que o produto precisa, dados de conformidade, especialmente relevantes para o programa Conformidade para Todos, e data de validade, o que pode, inclusive, impedir a venda de produtos vencidos no ponto de venda, beneficiando tanto o consumidor quanto o lojista.
Pedro explica que, o QR Code é uma imagem que leva a uma URL (link). "A GS1 trabalha para que esse link siga um formulário padrão, garantindo que as informações estejam sempre disponibilizadas no mesmo lugar de forma estruturada. O JETIM continua sendo a chave de acesso e identificação do produto, mas outras informações são agregadas de maneira padronizada através desse link do QR Code."
Sobre a integração com o Cadastro Nacional de Produtos (CNP), Di Martino destaca: "As informações do programa 'Conformidade para Todos', incluindo as normas e certificações que o produto precisa, não estarão diretamente dentro do JETIM, mas sim dentro do Cadastro Nacional de Produtos (CNP). O JETIM, que estará no QR Code, servirá como a chave que 'abre a pasta' onde essas informações estão armazenadas na base de dados da GS1."
Ele também projeta que "a GS1 espera que o QR Code se torne o principal identificador no médio prazo, substituindo o código de barras linear. Haverá uma fase de transição em que ambos os códigos coexistirão. Isso se deve à necessidade de a indústria se adaptar, considerando o investimento em rótulos e processos. Os leitores de código de barras nos pontos de venda já são 'flexíveis' e conseguem ler tanto códigos de barras quanto QR Codes, facilitando essa transição. A meta da GS1 é que até 2028 essa transição esteja mais confortável e consolidada no Brasil, com o QR Code mais espalhado em diversos setores além do material de construção."
Di Martino ressalta ainda que "a padronização do QR Code e a disponibilização de dados via Digital Link são cruciais para todos os setores. Embora o foco inicial do programa 'Conformidade para Todos' tenha sido materiais de construção, outros setores como pneumáticos, cosméticos e agrotóxicos estão na fila para aderir e se beneficiar da padronização de informações via QR Code. "O varejo alimentar também é um foco futuro para automatizar informações de validade e conformidade com regulamentações específicas."
"É importante ressaltar que a GS1 não determina o preço dos produtos. Essa é uma decisão do varejista ou do dono da marca. O QR Code facilitará o acesso a informações sobre o produto, mas não ao seu preço, que continuará a ser exibido nas gôndolas por exigência legal. Além disso, a iniciativa se alinha a movimentos globais como o Passaporte Digital do Produto (DPP) na Europa, que visa rastrear todo o ciclo de vida de um item, incluindo informações de sustentabilidade e logística reversa. O 'Conformidade para Todos' e a padronização do QR Code são passos nesse sentido."
Notícias Técnicas
Chatbot auxilia os contribuintes a resolver dúvidas gerais sobre a Reforma Tributária (RTC) e reforça o compromisso da Receita Federal com inovação e responsabilidade
O Encat publicou, a Nota Técnica 2026.001, que regulamenta a vinculação do pagamento aos Documentos Fiscais eletrônicos (DFe)
O Fisco publicou, nesta 4ª feira (04.fev.2026), um pacote de Schemas que engloba vários segmentos dos Documentos Fiscais Eletrônicos
A Receita Federal publicou, nesta 4ª feira , a Portaria RFB nº 645, que altera regras do Programa Receita Social Autorregularização
O CARF deu provimento, por maioria de votos, ao recurso de uma operadora portuária que questionava a glosa de créditos de Cofins relacionados a pagamentos realizados à SUPRG
O CARF negou, por voto de qualidade, provimento ao recurso de contribuinte que contestava a incidência da CIDE sobre remessas ao exterior
O CARF negou, por voto de qualidade, recurso de contribuinte que questionava autuações fiscais relativas à amortização de ágio e dedução de despesas financeiras vinculadas a mútuos intercompany
Reunião institucional discute capacitação técnica para contadores, combate à desinformação tributária e integração tecnológica entre sistemas
Receita Federal atualiza página de transação tributária com comparativo de editais, passo a passo e simuladores para facilitar adesão
Notícias Empresariais
Líderes que reconhecem e reorganizam o desgaste constroem algo mais raro: times que continuam inteiros mesmo em contextos difíceis
Gestão dos riscos psicossociais deixa de ser discurso e passa a definir produtividade, governança e sustentabilidade nas empresas
Boas práticas transformam colaboradores em embaixadores de marca, fortalecem bem-estar e elevam a cultura organizacional
Falta de planejamento financeiro e controle do caixa ainda é um dos principais gargalos para a sustentabilidade dos pequenos e médios negócios no Brasil
Eles também precisarão pagar indenização por danos morais. Especialista explica sobre a prática
Do impacto dos medicamentos de controle de peso à explosão das comunidades de fãs, estratégias de mercado que priorizam o bem-estar, microssegmentação e experiências presenciais
Este ano começou com um movimento claro no mercado de Recursos Humanos: os benefícios corporativos deixaram de ser vistos como custo
Segundo estudo, ambiente macroeconômico adverso não impacta apenas as empresas que entram em RJ, mas também aquelas que já estão em reestruturação
Após trocas de sinal ao longo do dia, o dólar fechou a sessão desta quinta-feira, 5, cotado a R$ 5,2535 (+0,08)
Empurrar decisões mantém a carreira funcionando. Mas escolher é o que permite que ela avance com mais sentido — antes que o tempo escolha no seu lugar
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
