A Receita Federal destaca que, caso o contribuinte regularize todas as omissões de obrigações acessórias, antes da publicação do Ato Declaratório Executivo (ADE), ainda será possível evitar a declaração de inaptidão
Notícia
Juros mais altos e desaceleração da economia podem piorar níveis de inadimplência; veja como se preparar
Expectativa de um crédito ainda mais caro e restrito acende uma luz amarela sobre o endividamento no país. Consumidores devem revisar orçamento e contratos de crédito.
01/01/1970 00:00:00
A nova alta de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC), anunciada na quarta-feira (29), levou a taxa básica do país (Selic) ao maior patamar desde setembro de 2023 – e acende uma luz amarela sobre o endividamento no país.
Segundo especialistas consultados pelo g1, o movimento, junto com a indicação de possíveis novas altas, deve tornar o crédito mais caro e restrito, aumentando a perspectiva de que as taxas de inadimplência podem subir.
O movimento ocorre após um período favorável para a economia. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, até o terceiro trimestre de 2024, o país registrou uma sequência de 13 trimestres positivos no Produto Interno Bruto (PIB).
Esse bom desempenho reflete o aumento do consumo das famílias, que tem sido impulsionado pelo mercado de trabalho aquecido.
No entanto, segundo Merula Borges, especialista em finanças da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), esse cenário tende a mudar.
“A inflação tem sido persistente, o que faz com que as famílias acabem precisando usar uma parte maior do orçamento para despesas básicas, sobrando menos espaço para o consumo. Isso, somado ao aumento de juros, também impacta a capacidade de pagamento de dívidas”, explica.
Os juros são uma ferramenta usada pelo Banco Central (BC) para controlar a inflação. Ou seja, os juros sobem para reduzir o consumo das famílias e, consequentemente, diminuir a inflação – e vice-versa.
Por isso, especialistas indicam que a última alta das taxas anunciada pelo Copom já era amplamente esperada pelo mercado. Além de uma atividade econômica ainda forte, há grande incerteza sobre o futuro das contas públicas do país — outra variável que influencia as expectativas de inflação.
Segundo Fernando Lamounier, educador financeiro e sócio da Multimarcas Consórcios, o novo aumento da Selic pode acabar aumentando o endividamento das famílias e comprometendo sua capacidade de pagamento.
"Quando a taxa de juros sobe, as parcelas tendem a aumentar e muitos brasileiros podem ter dificuldades em manter seus pagamentos em dia. Isso leva a um aumento da inadimplência, dificultando ainda mais o acesso ao crédito e comprometendo a recuperação econômica das famílias", diz.
Por isso, especialistas indicam que, apesar do crescimento na concessão de crédito nos últimos meses e da inadimplência não ter aumentado significativamente, a expectativa é que este ano seja “mais difícil”, com crédito mais caro e restrito para o consumidor final.
“E do lado das instituições financeiras, quando a taxa básica aumenta, sobram dois caminhos: ou elas emprestam menos, ou emprestam no mesmo nível, mas correndo um risco maior de inadimplência”, explica Caio Macedo, vice-presidente de estratégia e marketing da Equifax Boa Vista.
Galípolo não pode dar 'cavalo de pau', e alta dos juros já estava 'praticamente demarcada', diz Lula
Como se preparar para os impactos da alta de juros?
Segundo especialistas consultados pelo g1, esse é um bom momento para os consumidores revisarem seus orçamentos e contratos de crédito.
De acordo com Macedo, da Equifax, se o crédito tomado for ajustado pelos juros (pós-fixado), é importante entender como a nova alta da Selic pode afetar as parcelas pagas pelo consumidor.
“É preciso fazer a conta. Colocar no papel o quanto você ganha, qual a sua renda disponível e fazer uma projeção de quanto ficará a parcela. Se a taxa de juros é variável no seu contrato de crédito, isso pode aumentar o custo do que você paga”, explica o executivo.
A mesma dica, acrescenta Macedo, vale para famílias que tiveram uma redução na renda familiar, como pela perda de um emprego. “Se houve alguma perda na renda, esse também pode ser um bom momento para ir no banco, explicar a situação e buscar formas de honrar seu compromisso”, completa.
Borges, da CNDL, reforça a necessidade de fazer um acordo que seja condizente com a realidade de pagamento.
“Se conseguir evitar entrar em dívida por enquanto, pode ser a melhor escolha. Mas, se precisar fazer um acordo, é preciso organizar as finanças. Principalmente porque a maioria dos acordos não cumpridos acontece porque o consumidor compromete o dinheiro que serviria para pagar contas básicas”, afirma a especialista.
“Então, é importante fazer acordos realizáveis, mesmo que isso custe um tempo maior de negativação e sem consumo”, complementa.
Dicas para superar o endividamento
O educador financeiro Lamounier separou cinco dicas para os consumidores conseguirem organizar as finanças.
Veja abaixo.
Faça um diagnóstico da situação: faça um levantamento de todas as suas contas, registrando o valor de cada uma, as taxas de juros aplicadas e as datas de vencimento. Isso proporcionará uma visão clara sobre quais despesas devem ser quitadas com maior urgência.
Priorize o pagamento das dívidas: atente-se às dívidas com juros elevados, como cartão de crédito ou cheque especial. Além disso, tente negociar as condições. Muitas vezes, os credores oferecem opções de parcelamento ou descontos à vista.
Crie um orçamento mensal: faça um planejamento de todos os seus gastos mensais. Nele, coloque tudo o que é essencial antes de pensar em despesas menos prioritárias.
Evite o uso excessivo do crédito: apesar da praticidade, o uso excessivo do cartão de crédito pode levar ao endividamento rápido. Se for necessário utilizar o cartão, procure sempre quitar a fatura integralmente até o vencimento, para fugir dos juros.
Evite novos empréstimos: tente não recorrer a novos empréstimos ou financiamentos para cobrir dívidas antigas. Embora pareça uma solução rápida, isso pode aumentar ainda mais sua carga financeira.
Notícias Técnicas
Débitos no valor de até 60 salários mínimos podem chegar a 50% de desconto
Informar todos os valores que compõem a declaração é essencial para evitar inconsistências de dados entre a fonte pagadora e as informações apresentadas na declaração
Mesmo isenta de tributação desde 2023, a pensão alimentícia continua no radar da Receita Federal e deve ser informada na declaração do Imposto de Renda 2026
Quem é MEI pode precisar fazer duas declarações à Receita Federal: a declaração como pessoa física, para informar rendimentos e ajustar o Imposto de Renda, e outras informações patrimoniais
O Imposto de Renda 2026 já começou e acende um alerta para criadores de conteúdo, infoprodutores e profissionais do mercado digital
Manual do FGTS Digital atualizado com regras para recolhimento de FGTS em processos trabalhistas a partir de maio
Nova lógica de créditos do IBS e CBS pode alterar a competitividade de empresas optantes pelo Simples Nacional, especialmente em negociações B2B
Entenda os riscos operacionais e de cálculo que vão além da suspensão de multas na transição tributária
A Coordenação-Geral de Tributação da Receita Federal publicou a Solução de Consulta Cosit nº 75/2026, esclarecendo o tratamento do IRPF sobre valores de VGBL recebidos por herdeiros em casos de sucessão
Notícias Empresariais
Cedo ou tarde, todos nós descobrimos que a vida real começa exatamente quando o Plano A falha
Em um cenário imprevisível, o diferencial não está em quem controla tudo — está em quem consegue evoluir junto com a mudança
Para o escritor Luis Carlos Marques Fonseca, crises, desconfortos e relações humanas podem levar ao amadurecimento quando há autoconhecimento, presença e responsabilidade
Segundo o Dicionário Aurélio, líder é quem tem autoridade para comandar, sendo até tratado como sinônimo de chefe. Na prática, porém, essa equivalência nem sempre acontece
Investidor deve estar atento para situações que podem afetar os mercados e suas aplicações; veja quais e como se proteger
Gestão de documentos é crucial para a eficiência. Descubra como otimizar processos e manter a organização no ambiente corporativo
O novo título tem rendimento a partir do primeiro dia útil após a aplicação e o valor mínimo para começar a investir é de R$ 1, com limite de até R$ 500 mil por investidor ao mês
Além de descontos de até 65%, o Desenrola 2.0 permite usar parte do FGTS para quitar dívidas, ajudando famílias de baixa renda a limpar o nome e recuperar o crédito
Tudo começa com o que você decide acreditar sobre si mesmo antes de qualquer estratégia
A maternidade costuma ser narrada como obstáculo na trajetória profissional feminina. E, de fato, ela impõe desafios reais, sobrecarga e limites concretos
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
