Dados complementarão levantamento do MTE sobre desigualdades salariais entre mulheres e homens; publicação do relatório é obrigatória e pode gerar multa em caso de descumprimento
Notícia
Sites de cSites de compra do exterior driblam impostos e sufocam varejo nacionalompra do exterior driblam impostos e sufocam varejo nacional
A pandemia impulsionou as compras on-line em marketplaces. Varejo se movimenta para pressionar fiscalização e cobrar medidas de controle
01/01/1970 00:00:00
A pandemia impulsionou as compras on-line em plataformas que não têm sede no Brasil. Marketplaces, como AliExpress, Shopee e Wish, aumentaram a presença no país, oferecendo produtos com preços mais baratos. O problema é que outra prática também se tornou comum: o uso de estratégias para driblar as taxas da Receita Federal.
Sem a cobrança de impostos, as chamadas cross borders, ou shoppings virtuais estrangeiros, vêm burlando as legislações e sufocando o comércio brasileiro, que já lida com uma alta carga tributária. Após diversos prejuízos, representantes do varejo e da indústria se uniram para cobrar do governo o combate à venda de mercadorias não tributadas realizada pelas plataformas estrangeiras.
Um grupo de empresários brasileiros, formado por gigantes do varejo, tem procurado autoridades dos poderes Executivo e Legislativo para cobrar uma solução. Os gestores pedem mais fiscalização, além de outras providências com o objetivo de evitar o sufocamento do varejo nacional.
“Nossa concorrente, hoje, é a 25 de março digital”, afirmou um dos empresários do grupo, que pediu para não ser identificado. “O camelódromo digital está acabando com o varejo.”
Segundo estudo do IDV, a evasão fiscal e a não arrecadação do varejo totalizaram entre R$ 176 bilhões e R$ 225 bilhões em 2020. Desse valor, entre R$ 37 bilhões e R$ 48 bilhões corresponde à evasão tributária provocada pelo varejo digital. Só as chamadas cross borders são responsáveis por 70% disso.
Batista ressaltou que a indústria de brinquedos luta há anos pelo fim da entrada de produtos fabricados no exterior que são destinados a crianças mas não passam por qualquer verificação ou não têm o certificado do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). “Nós queremos e pedimos o tempo todo que eles [marketplaces ou shoppings virtuais estrangeiros] obedeçam às normas. Não temos medo da concorrência, mas são produtos para crianças, que precisamos proteger”, declarou o presidente da Abrinq.
Dados da Receita Federal obtidos pela reportagem mostram que o Brasil recebe mais de 500 mil encomendas internacionais por dia vendidas nessas plataformas.
De 2020 para 2021, o número de produtos importados cresceu 150%. Porém, desse total, apenas 2% são tributados.
Como a fiscalização da Receita Federal é burlada
Pela lei brasileira, encomendas de até US$ 50 não são taxadas. No entanto, o benefício só vale quando a remessa ocorre entre duas pessoas físicas, sem fins comerciais.
É justamente esse ponto da legislação que é usado para “enganar” a Receita Federal. Os produtos são enviados do exterior com um número de CPF – e não de CNPJ.
A mercadoria é postada com a classificação de “presente”. Por isso, não é tributada. Os pacotes ainda acompanham documentação com valor declarado inferior ao pago. Geralmente, abaixo de US$ 50, a fim de burlar a fiscalização e se livrar de impostos.
Em um caso analisado pela reportagem, um consumidor comprou um conjunto de placa-mãe, placa de vídeo e memória para computador no AliExpress por R$ 2.173,35. Entretanto, quando chegou ao Brasil, o produto estava com a descrição em seu pacote de que havia custado US$ 25. Assim, a mercadoria passou pela aduana sem ser taxada.
Os varejistas brasileiros argumentam que, ao adotar essa prática, os marketplaces estrangeiros praticam uma política desleal.
Para entender o prejuízo do mercado brasileiro de varejo, um produto importado vendido por uma loja sofre tributação total de 160%. Ou seja, uma peça de R$ 100 custaria para o consumidor R$ 260, sem margem de lucro. As plataformas digitais conseguem vender essa mesma mercadoria por R$ 100. Isso ocorre por causa do baixo custo de produção e a ausência de tributação.
O consultor tributário da De Biasi Auditoria, Consultoria e Outsourcing, Rubens Alexandre de Andrade, explica que as operações de comércio exterior estão regulamentadas no Decreto nº 6.759/09 (Regulamento Aduaneiro).
Há ainda previsão em legislação específica sobre a tributação do Imposto de Importação (Decreto-Lei nº 37/66), ICMS (Lei Complementar nº 87/96 e leis estaduais) e PIS/COFINS-Importação (Lei nº 10.865/04).
“As pessoas físicas não estão autorizadas a importar produtos para comercialização. Considerando que a importação por pessoa física de itens para seu uso e consumo é autorizada e as facilidades do comércio eletrônico, os sites estrangeiros oferecem produtos com entrega diretamente no domicílio do adquirente nacional”, explicou o especialista.
Caso as mercadorias fiquem retidas na agência postal, o consumidor acaba sendo obrigado a pagar 60% do valor da compra a título de impostos. Todavia, nos casos em que não há retenção, a mercadoria chega até o consumidor sem nenhuma tributação no Brasil.
Perdas para o país e soluções
A estimativa é que o Brasil deixará de arrecadar R$ 60 bilhões em 2022 apenas em impostos. O valor pode ultrapassar R$ 100 bilhões em 2023.
A quantia pode ser ainda maior, considerando que as mercadorias, a depender do peso e do valor, são transportadas no Brasil pelos Correios, empresa pública. Ou seja, custeada com recursos do governo. Nesse caso, as plataformas não pagam nada por esse transporte. Também não é preciso emitir documentos fiscais para que a entrega seja realizada.
Assim, tanto a indústria quanto o varejo pedem aos órgãos fiscalizadores e ao governo que exijam acompanhamento de nota fiscal para qualquer mercadoria a ser transportada pelos Correios, com todos os dados fiscais necessários; extinção à declaração de conteúdo como viabilidade de opção para o transporte; integração das informações de transporte e despacho de mercadorias dos Correios à Receita Federal para verificação de todas as obrigações legais (fiscais-tributárias).
Pedem, ainda, que seja vetada a possibilidade de os Correios serem comprados por uma empresa atacadista, varejista ou de e-commerce.
O setor argumenta que isso forçará o cumprimento integral da empresa brasileira sobre os produtos transportados, incluindo valor, destinatário e remetente.
Veja oito práticas listadas pelo Instituto para Desenvolvimento do Varejo para melhorar o cenário no país:
A Shopee foi procurada, mas não havia respondido a reportagem até a publicação desta matéria. Os canais de comunicação da Wish e da Aliexpress, que não têm centro de distribuição no Brasil, não foram encontrados. O espaço para manifestação segue aberto.
Notícias Técnicas
O Governo Federal implementou, recentemente, mudanças importantes nas regras do PAT que, dentre outras coisas, define as regras do vale-alimentação e do vale-refeição
O Confaz aprovou, durante a 418ª Reunião Extraordinária do Colegiado, em 27 de janeiro, o Convênio ICMS nº 4, de 2026
Muitos empreendedores que têm uma empresa MEI, mas que no momento está inativa ou sem faturamento, cometem alguns erros primários que futuramente podem custar muito caro
Os processos de exclusão ou de indeferimento de opção pelo Simples Nacional passam a observar o prazo de 20 dias úteis para apresentação de defesa
A Lei Complementar nº 227/2026, 2ª lei que regulamenta a reforma tributária do consumo, estabeleceu a suspensão da contagem dos prazos processuais no âmbito da Receita Federal
Atualizações na CLT e na jurisprudência alteram regras sobre férias, teletrabalho, domingos, licença-maternidade e acordos coletivos; especialistas alertam para riscos de descumprimento
A Lei Complementar nº 187/2021 e a Portaria GM/MS nº 7.325/2025 transformam o CEBAS em um regime de excelência contábil
Projeto aprovado na CAE amplia direito ao salário-maternidade no INSS e elimina exigência de contribuição mínima para seguradas individuais, especiais e facultativas
O STF declarou inconstitucionais dispositivos da Lei 7.850/2002, do Estado de Mato Grosso, que instituíam a cobrança do ITCMD em situações com conexão com o exterior
Notícias Empresariais
Pessoas inteligentes não insistem em escolhas ruins por falta de capacidade. Insistem porque confundem coerência com imobilidade
Tecnologias trazidas pela Gohobby aceleram a produtividade e reforçam a segurança em diferentes áreas de negócios
Em um cenário de disrupções constantes, cabe ao RH inspirar lideranças e criar condições para que pessoas e organizações construam o futuro
A chave está em equilibrar crédito coletivo e contribuição individual e comunicar a escala e a complexidade do que se lidera
Para boa parte do mercado financeiro, início do ciclo de cortes dos juros ocorrerá em março e poderá alternar dinâmica dos investimentos de renda fixa
Como a tecnologia especializada revoluciona a gestão patrimonial para pequenas e médias empresas.
O cronograma do Abono Salarial PIS/PASEP 2026 (ano-base 2024) já começou a movimentar os aplicativos dos trabalhadores
Patamar histórico foi verificado simultaneamente para estoque financeiro, volume médio diário e investidores
Contribuição principal foi de portais e serviços de internet
Quando todas as opções parecem erradas, a decisão perfeita não existe
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
