Caso o contribuinte perceba informações incorretas após o envio da declaração, é possível fazer a correção por meio da declaração retificadora
Notícia
Baixa competitividade dos negócios dificulta a retomada em 2021
Convidado pelo Conselho de Câmaras Internacionais de Comércio (CCIC), da ACSP, o economista Roberto Troster diz que a situação do Brasil incentiva muitas empresas a exportarem empregos para outros países
01/01/1970 00:00:00
Próxima de encerrar mais um ano de baixo crescimento, a economia brasileira, que avançou apenas 1,1% em 2019, deve sofrer um tombo de 4,5% em 2020. Embora o mundo esteja vivendo os efeitos inesperados de uma pandemia, o economista Roberto Troster diz que no Brasil, outros problemas estruturais são os maiores responsáveis por emperrar o desenvolvimento social e os resultados macroeconômicos.
Na última quarta-feira (16/12), Troster foi convidado pelo Conselho de Câmaras Internacionais de Comércio (CCIC), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), para discutir as perspectivas econômicas para 2021. Durante a reunião, o economista destacou que devido à baixa competitividade brasileira, muitas empresas acabam exportando empregos para outros países. O mesmo ocorre com os investidores internacionais, que escolhem nossos vizinhos para expandir seus negócios, prejudicando o crescimento econômico brasileiro.
Quanto a burocracia e impostos, Troster cita o ranking de 2020 feito pelo Banco Mundial. O material aponta que entre 190 países, o Brasil aparecia na posição 124 no quesito facilidade de fazer negócios. Uruguai, Peru, Colômbia, México, Chile estão melhores que o Brasil.
"Dizem que no Paraguai, sete a cada dez novas empresas são brasileiras. Não faz sentido, nós estamos exportando postos de trabalho e importando bens de serviços", diz.
O especialista ainda cita que a taxa de investimento no ano passado foi 15% do PIB, uma das mais baixas da história brasileira, e destaca que, apesar da força de trabalho e competência dos empresários brasileiros, ainda estamos presos a um quadro institucional ineficiente com políticas que impedem a concorrência internacional e competitividade.
Para reverter esse quadro, é preciso a implementação de algumas medidas, como, por exemplo, diminuir a burocracia e corrigir distorções tributárias. Para ilustrar, ele cita que embora os juros básicos estejam caindo, não se vê reflexo disso na ponta da cadeia - no Banco do Brasil, o cheque especial cobra 380% ao ano de juros, 180 vezes mais do que a taxa básica (Selic). No capital de giro, a Caixa cobra 26% ao ano, 13 vezes mais que a taxa básica. Ou seja, de forma isolada, a taxa básica não resolve esse conflito.
Além de todas essas questões estruturais, outro aspecto atrasa a recuperação interna. Na avaliação de Troster, de maneira geral, o mundo não está vendo o Brasil com bons olhos. Determinadas posturas, como a falta de atuação do governo frente a pandemia, o posicionamento negacionista em relação às queimadas no Pantanal e Amazônia, acabam, de alguma maneira, afastando os investidores externos e desfavorece a imagem do Brasil.
Segundo o economista, há ainda outros fatores importantes a serem considerados, como o baixo crescimento registrado no ano passado, a inadimplência de pessoas física e jurídica, o recorde de alta nos registros de crédito e a elevação da dívida pública.
Destacada por Troster, a solvência da dívida é considerada por ele um meio para melhorar essas perspectivas. Embora não considere que estejamos à beira de uma catástrofe, o que lhe chama a atenção é o fato de que as projeções de déficit para 2023, que deveriam cair, aumentaram. "Sem dúvidas, estamos na direção errada".
O economista explica que a dinâmica da dívida pública que estava ruim, piorou. Ele cita que as projeções são de que até 2030 o país vai ter déficit primário. Antes, essas projeções eram até 2025.
"É uma dinâmica ruim. Outra política de crédito pode melhorar muito, como tributar renda fixa em vez de crédito. O trabalho é mais tributado que a renda fixa - o assalariado paga, na margem, 27,5% de Imposto de Renda".
Reflexo desse cenário, o desemprego deve se manter em alta em 2021, na opinião do especialista. Antes da pandemia, o Brasil registrava 95 milhões de pessoas ocupadas e 12 milhões desocupadas. Os dados atuais mostram que agora temos 82 milhões ocupados, ou seja, uma redução de 13 milhões de postos de trabalho.
No entanto, oficialmente o número de desempregados subiu apenas dois milhões, somando 14 milhões. Ainda assim, o especialista argumenta que no país há um contingente de 11 milhões que não estão procurando trabalho por conta da pandemia e que seguem sem nenhuma renda.
"E as soluções apontadas pelo governo são fracas. É muita lição de casa mal feita. Se o país tem ambições de empregar mais e explorar todo o potencial existente, é importante mudar rápido o foco do governo, que precisa ser a competitividade", diz.
Notícias Técnicas
Microempreendedor precisa separar lucro, parcela isenta e rendimentos tributáveis para verificar se ultrapassou o limite de R$ 35.584 em 2025
Cidadãos que se encaixam nos critérios de declaração do Imposto de Renda e possuem gastos com educação, sejam próprios ou de dependentes, precisam informar tais despesas
Ofícios da Fenacon ao Fisco mostram divergências nos rendimentos, além de pedirem orientação sobre declaração de lucros
Novo código 1809 passa a ser utilizado para recolhimento via Darf no processo de adaptação do Brasil às normas internacionais contra a erosão da base tributária
A Receita Federal publicou a Nota Técnica 2025.002-RTC, que adia as validações da tributação monofásica
A Receita Federal publicou, a Nota Técnica nº 12/2026, que orienta como os contribuintes de PIS/Cofins devem registrar, na EFD-Contribuições
Receita Federal adia parte das regras de validação da NF-e e NFC-e ligadas à tributação monofásica da Reforma Tributária
Exigências da Receita Federal incluem comprovação de prejuízo e situação fiscal regular, o que pode limitar o acesso ao fundo e gerar disputas sobre valores e enquadramento
Pagamentos serão feitos em duas etapas até junho, conforme o final do benefício, com impacto direto na renda de aposentados e pensionistas
Notícias Empresariais
Receber feedback é, sim, uma soft skill. Mas a verdade é que muita gente ainda não está preparada para essa conversa
Empresas revisam controle de jornada, produtividade e políticas internas diante da consolidação do trabalho híbrido e da maior disputa por talentos no mercado
Veja como empresas e RH podem prevenir conflito de interesses com políticas claras, liderança ética, canais seguros e cultura organizacional mais transparente
Embora pareçam sinônimos, os termos possuem obrigações fiscais distintas que todo empreendedor deve conhecer
Se não retirado até o prazo estimado, o dinheiro só pode ser resgatado no ano seguinte
O caminho passa por eficiência operacional, cadeias de suprimento mais enxutas, uso de dados e IA para otimizar promoções e inovação
Mercados reagem a falas de Trump e aliviam tensões do conflito
São dois volumes com dicas de prevenção às fraudes
A transformação digital não é apenas uma questão tecnológica, mas uma mudança profunda na forma como as empresas operam
Pensar como estrategista é o que permite sair da execução e participar das decisões que realmente moldam resultados
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
