Dados complementarão levantamento do MTE sobre desigualdades salariais entre mulheres e homens; publicação do relatório é obrigatória e pode gerar multa em caso de descumprimento
Notícia
Menos taxas, mais serviços: entenda as vantagens do PIX para MEIs e pequenas empresas
Novo meio de pagamento do Banco Central será opção extra para estabelecimentos e deve gerar maior competitividade entre as soluções já ofertadas às empresas
01/01/1970 00:00:00
O PIX, novo meio de pagamentos instantâneos do Banco Central, começará a funcionar no dia 16 de novembro. Para pessoas físicas, seu principal apelo é a possibilidade de fazer transferências 24 horas por dia e em poucos segundos. Mas empreendedores têm ainda mais motivos para comemorar a chegada do recurso.
O primeiro é a possibilidade de receber pagamentos por produtos e serviços de forma instantânea – e possivelmente mais barata ou gratuita. Outros são os efeitos do lançamento para o setor financeiro no longo prazo. É possível esperar, por exemplo, que as taxas de maquininhas de cartão de crédito se tornem mais competitivas.
Entenda, a seguir, o que é o PIX e como ele afeta micro e pequenas empresas.
O que é PIX?
O PIX é uma nova modalidade de transferência de dinheiro. Ele funcionará por meio do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), gerido pelo Banco Central. Instituições financeiras terão de se cadastrar e adaptar suas plataformas para oferecer o serviço a seus clientes.
Superficialmente, a solução se parece com uma versão otimizada dos tradicionais TED e DOC. Será possível transferir dinheiro em qualquer horário e dia da semana. Segundo o BC, a expectativa é de que as transações sejam liquidadas em menos de 10 segundos.
Não será preciso compartilhar dados como número da conta ou agência bancária. Cada usuário poderá vincular uma chave (como CPF, CNPJ, e-mail ou telefone celular) à sua conta. Basta fornecê-la para que outra pessoa consiga fazer uma transferência. Para transferências entre pessoas físicas, o serviço será gratuito.
O meio também poderá ser usado por empreendedores e empresas para receber pagamentos. Um Microempreendedor Individual (MEI), por exemplo, poderá fornecer sua chave ou apresentar um QR Code para o cliente. Para estabelecimentos, o QR Code tende a ser o meio mais viável. Eles também poderão realizar saques para consumidores.
Para quem já está familiarizado com as carteiras digitais, o pagamento por QR Code não é uma grande novidade. Mas, na prática, o PIX consolida as soluções já disponíveis: estabelecimentos poderão, com um código único, receber pagamentos de clientes com conta em qualquer banco ou carteira digital credenciada.
Quais são os diferenciais do PIX?
Além da facilidade, a grande vantagem trazida pelo PIX para as empresas é a possibilidade de receber pagamentos com menos intermediários. Quando um cliente usa um cartão de débito ou crédito, por exemplo, a cadeia de pagamento envolve desde o emissor até quem processa a transação. Isso eleva as taxas e o tempo de liquidação.
A proposta do PIX é atuar como um intermediário único entre a conta de origem e a conta de destino do dinheiro. Ele também terá um custo operacional reduzido: as instituições financeiras vão pagar R$ 0,01 para cada 10 transações. O TED, por exemplo, custa sete centavos a cada transação.
Em tese, elas podem repassar os custos para os estabelecimentos. Mas, em um mercado cada vez mais competitivo, fazer isso será arriscado. “Se as adquirentes quiserem cobrar, terão um problema ainda maior, porque as carteiras digitais não vão fazer isso”, afirma João Bragança, diretor sênior da Roland Berger para a indústria financeira.
Um estudo realizado pela consultoria estima que as credenciadoras de cartão podem ver sua receita cair entre R$ 3,6 bilhões e R$ 13 bilhões por ano, dependendo do nível de adesão dos consumidores ao PIX.
Como o PIX vai mudar os meios de pagamento?
Por prever a transferência imediata de valores, o PIX compete inicialmente com o papel moeda, boleto e cartões de débito. Uma versão agendada do PIX tem potencial de impactar os cartões de crédito mais diretamente. Mas, segundo Bragança, essa versão ainda deve demorar para decolar.
Um dos motivos é a maior complexidade envolvida no formato – será preciso encontrar uma maneira, por exemplo, de garantir que o consumidor terá saldo na data agendada. Também seria preciso elaborar formas de oferecer compras parceladas, uma opção muito usada pelos brasileiros.
O desenvolvimento de soluções como essa, vale dizer, depende da boa vontade de cada instituição financeira. “O cartão é hoje uma grande fonte de rentabilidade, então não há interesse. Mas temos um clima competitivo muito intenso”, pondera o consultor.
Segundo ele, ainda é cedo para prever em que nível o PIX afetará os volumes de transação em outros meios de pagamento. Mas diz que uma previsão já é possível: “O mercado de pagamentos vai ser mais barato.”
Estabelecimentos também poderão encontrar suas próprias formas de estimular a adesão entre consumidores. Assim como há quem ofereça descontos em pagamentos em dinheiro ou boleto, poderá haver os que fazem isso para o PIX. No e-commerce, o uso do sistema em vez do boleto também tem potencial de diminuir os prazos de entrega.
Quais são as oportunidades trazidas pelo PIX?
Além de isentar ou diminuir os cursos por transação, o consultor acredita que tendência é que empresas ofereçam serviços mais completos para atrair estabelecimentos – como uma plataforma com gestão de recebíveis e inteligência de dados. Também é nesse nicho que o consultor vê mais oportunidades para novos negócios.
A velocidade de crescimento desse meio de pagamento dependerá de alguns fatores, sendo a adesão dos consumidores o primeiro deles. O tempo de resposta dos grandes bancos e as questões fiscais, como as discussões sobre um novo imposto sobre transações, são alguns possíveis fatores de atraso.
Mas o exemplo da Índia serve como um parâmetro interessante: o país lançou o UPI (United Payments Interface), um sistema com proposta semelhante ao PIX. Sua participação no mix de pagamentos passou de 1% em 2017 para 24% em 2019, levando também a um aumento no número de players no mercado.
Notícias Técnicas
O Governo Federal implementou, recentemente, mudanças importantes nas regras do PAT que, dentre outras coisas, define as regras do vale-alimentação e do vale-refeição
O Confaz aprovou, durante a 418ª Reunião Extraordinária do Colegiado, em 27 de janeiro, o Convênio ICMS nº 4, de 2026
Muitos empreendedores que têm uma empresa MEI, mas que no momento está inativa ou sem faturamento, cometem alguns erros primários que futuramente podem custar muito caro
Os processos de exclusão ou de indeferimento de opção pelo Simples Nacional passam a observar o prazo de 20 dias úteis para apresentação de defesa
A Lei Complementar nº 227/2026, 2ª lei que regulamenta a reforma tributária do consumo, estabeleceu a suspensão da contagem dos prazos processuais no âmbito da Receita Federal
Atualizações na CLT e na jurisprudência alteram regras sobre férias, teletrabalho, domingos, licença-maternidade e acordos coletivos; especialistas alertam para riscos de descumprimento
A Lei Complementar nº 187/2021 e a Portaria GM/MS nº 7.325/2025 transformam o CEBAS em um regime de excelência contábil
Projeto aprovado na CAE amplia direito ao salário-maternidade no INSS e elimina exigência de contribuição mínima para seguradas individuais, especiais e facultativas
O STF declarou inconstitucionais dispositivos da Lei 7.850/2002, do Estado de Mato Grosso, que instituíam a cobrança do ITCMD em situações com conexão com o exterior
Notícias Empresariais
Pessoas inteligentes não insistem em escolhas ruins por falta de capacidade. Insistem porque confundem coerência com imobilidade
Tecnologias trazidas pela Gohobby aceleram a produtividade e reforçam a segurança em diferentes áreas de negócios
Em um cenário de disrupções constantes, cabe ao RH inspirar lideranças e criar condições para que pessoas e organizações construam o futuro
A chave está em equilibrar crédito coletivo e contribuição individual e comunicar a escala e a complexidade do que se lidera
Para boa parte do mercado financeiro, início do ciclo de cortes dos juros ocorrerá em março e poderá alternar dinâmica dos investimentos de renda fixa
Como a tecnologia especializada revoluciona a gestão patrimonial para pequenas e médias empresas.
O cronograma do Abono Salarial PIS/PASEP 2026 (ano-base 2024) já começou a movimentar os aplicativos dos trabalhadores
Patamar histórico foi verificado simultaneamente para estoque financeiro, volume médio diário e investidores
Contribuição principal foi de portais e serviços de internet
Quando todas as opções parecem erradas, a decisão perfeita não existe
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
