Dados complementarão levantamento do MTE sobre desigualdades salariais entre mulheres e homens; publicação do relatório é obrigatória e pode gerar multa em caso de descumprimento
Notícia
Como serão os shoppings no pós-coronavírus?
Glauco Humai, presidente da Abrasce, conta como é o protocolo de reabertura dos empreendimentos, que devem receber consumidores para compras previamente definidas e mais rápidas
01/01/1970 00:00:00
Segundo dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), o Brasil conta atualmente com 105,6 mil lojas distribuídas em 577 shoppings, que empregam 1,1 milhão de trabalhadores.
O faturamento do setor, em 2019, foi de R$ 192,8 bilhões e os centros de compras receberam uma média de 502 milhões de visitantes por mês no ano passado.
Diante desses números, a entidade projetou um 2020 ainda melhor, com a inauguração de 19 novos shoppings até o final do ano. No entanto, com a pandemia do novo coronavírus, apenas três empreendimentos puderam ser inaugurados, nos meses de janeiro e fevereiro.
“A inauguração dos demais foi adiada para o ano que vem ou mesmo indefinidamente, até que tenhamos uma visão mais clara da recuperação sanitária do país”, afirma Glauco Humai, presidente da Abrasce.
Em algumas cidades e regiões, onde o quadro de evolução da covid-19 é baixo e o sistema de saúde consegue suportar tranquilamente a demanda de novos casos, os shoppings já começaram a ser reabertos.
Até o momento, 88 empreendimentos voltaram a funcionar no país, mas com operações reduzidas e seguindo um protocolo de medidas que visam reforçar a higienização dos espaços, além de um procedimento minucioso para garantir a saúde de clientes e colaboradores.
De acordo com Humai, a reabertura deve ser gradual e os shoppings já têm plena capacidade de operar de forma segura. “O nosso lema agora é higienização total e aglomeração zero”, diz.
Quanto ao cenário pós-pandemia, o dirigente acredita que, inicialmente, com as áreas de entretenimento fechadas, os consumidores frequentarão os shoppings principalmente para fazer compras programadas.
“No começo haverá menos circulação e menor tempo de permanência. Entretanto, gradualmente o setor voltará ao que era antes. A estrutura não será modificada e os empreendimentos continuarão sendo não apenas opções de compras, mas também de lazer, entretenimento e convivência”, destaca Humai.
A seguir, o presidente da Abrasce fala mais sobre o cenário para os shopping centers durante e após a pandemia:
Quais os impactos da pandemia no setor de shopping centers?
O impacto está sendo muito grande. Todos os 577 shoppings no Brasil foram fechados. Estimamos uma perda de faturamento, até o momento, de cerca de R$ 25 bilhões. Aproximadamente 20% dos lojistas já fecharam ou declararam que vão fechar definitivamente seus estabelecimentos nos próximos 30 dias.
Qual a situação das lojas âncoras? Difere muito das de pequeno e médio porte?
A crise está afetando igualmente todos os lojistas, pequenos, médios ou grandes. As lojas âncoras, além de shoppings, possuem unidades em ruas, onde também estão fechadas. Apesar de algumas delas operarem no comércio on-line, isso é algo paliativo.
Os lojistas conseguiram descontos nos aluguéis e outras taxas?
Grande parte do setor isentou os lojistas dos aluguéis de março e abril, com vencimentos em abril e maio, respectivamente. Outra parte postergou o pagamento para o final do ano ou mesmo para 2021. Descontos de 20% a 50% também foram oferecidos, com pagamento futuro. O fundo de promoção foi praticamente zerado em todo o setor e o desconto da taxa de condomínio, na média, foi de 40%.
Nos últimos anos, os shoppings se destacaram bastante como opções de entretenimento e convivência. Com cinemas e espaços kids fechados, por exemplo, o senhor acredita que os empreendimentos voltarão à sua vocação inicial, ou seja, como verdadeiros centros de compras?
Acredito que a crise não mudará nossa estrutura de negócios. A população sempre vai precisar de lazer, entretenimento e alimentação. No começo teremos um novo normal, dentro de protocolos sanitários. Gradualmente voltaremos à nossa operação completa, com cinemas, teatros e brinquedotecas reabertos. Em um curto espaço de tempo não imagino as pessoas passeando e circulando como antes. O que temos notado nos 88 shoppings que já foram reabertos é que o público está indo para fazer compras mais assertivas e menos por impulso. O tempo médio de permanência, que era de 76 minutos antes da pandemia, hoje está em 25 minutos.
O novo normal, em um curto prazo, será viável economicamente?
Ele não dará os mesmos resultados de uma operação pré-pandemia, mas certamente será viável. Além de viável, será necessário para que a gente possa entender a dinâmica desse novo normal e como será o convívio em um mundo ameaçado por um vírus perigoso. A retomada, mesmo com atividades reduzidas, será fundamental para podermos encontrar novas curvas de funcionamento.
A Abrasce elaborou um protocolo de operações (veja ao final do texto) com mais de 20 medidas para a reabertura dos shoppings. Está havendo dificuldades para implementá-lo?
Não estamos tendo dificuldades. Os shoppings que já reabriram estão seguindo esse protocolo à risca e indo até além. Apesar de ser um protocolo interno de autorregulação, ele trabalha em conformidade com os decretos municipais. Nosso diálogo com o poder público é excelente. Todas as nossas medidas passaram por supervisão de infectologistas e profissionais da saúde e permitem uma redução muito grande do risco de contaminação.
Quando o senhor acha que os shoppings estarão completamente reabertos no país?
A reabertura tem que ser feita de forma muito consciente pelo poder público. Não estamos pressionando de forma alguma, mas sim passando dados, evidências e boas práticas utilizados no mundo e também aqui no Brasil para que os governantes tenham mais elementos para a tomada de decisões. Defendemos a reabertura em cidades ou regiões onde o quadro de evolução do vírus é baixo e o sistema de saúde consegue suportar a demanda de novos casos. O importante é reabrir com segurança e seguindo as recomendações científicas.

Notícias Técnicas
O Governo Federal implementou, recentemente, mudanças importantes nas regras do PAT que, dentre outras coisas, define as regras do vale-alimentação e do vale-refeição
O Confaz aprovou, durante a 418ª Reunião Extraordinária do Colegiado, em 27 de janeiro, o Convênio ICMS nº 4, de 2026
Muitos empreendedores que têm uma empresa MEI, mas que no momento está inativa ou sem faturamento, cometem alguns erros primários que futuramente podem custar muito caro
Os processos de exclusão ou de indeferimento de opção pelo Simples Nacional passam a observar o prazo de 20 dias úteis para apresentação de defesa
A Lei Complementar nº 227/2026, 2ª lei que regulamenta a reforma tributária do consumo, estabeleceu a suspensão da contagem dos prazos processuais no âmbito da Receita Federal
Atualizações na CLT e na jurisprudência alteram regras sobre férias, teletrabalho, domingos, licença-maternidade e acordos coletivos; especialistas alertam para riscos de descumprimento
A Lei Complementar nº 187/2021 e a Portaria GM/MS nº 7.325/2025 transformam o CEBAS em um regime de excelência contábil
Projeto aprovado na CAE amplia direito ao salário-maternidade no INSS e elimina exigência de contribuição mínima para seguradas individuais, especiais e facultativas
O STF declarou inconstitucionais dispositivos da Lei 7.850/2002, do Estado de Mato Grosso, que instituíam a cobrança do ITCMD em situações com conexão com o exterior
Notícias Empresariais
Pessoas inteligentes não insistem em escolhas ruins por falta de capacidade. Insistem porque confundem coerência com imobilidade
Tecnologias trazidas pela Gohobby aceleram a produtividade e reforçam a segurança em diferentes áreas de negócios
Em um cenário de disrupções constantes, cabe ao RH inspirar lideranças e criar condições para que pessoas e organizações construam o futuro
A chave está em equilibrar crédito coletivo e contribuição individual e comunicar a escala e a complexidade do que se lidera
Para boa parte do mercado financeiro, início do ciclo de cortes dos juros ocorrerá em março e poderá alternar dinâmica dos investimentos de renda fixa
Como a tecnologia especializada revoluciona a gestão patrimonial para pequenas e médias empresas.
O cronograma do Abono Salarial PIS/PASEP 2026 (ano-base 2024) já começou a movimentar os aplicativos dos trabalhadores
Patamar histórico foi verificado simultaneamente para estoque financeiro, volume médio diário e investidores
Contribuição principal foi de portais e serviços de internet
Quando todas as opções parecem erradas, a decisão perfeita não existe
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
