Dados complementarão levantamento do MTE sobre desigualdades salariais entre mulheres e homens; publicação do relatório é obrigatória e pode gerar multa em caso de descumprimento
Notícia
Empreendedoras: como conciliar o trabalho com filhos pequenos
"Entre idas e vindas para buscar as crianças na escola, levá-las ao médico e organizar a rotina da casa, passei a fazer muitas pesquisas, e percebi que abrir uma empresa era o melhor caminho"
01/01/1970 00:00:00
Todos nós sabemos o quanto a conciliação entre vida familiar e profissional tem afastado profissionais dedicadas do sonhado crescimento na carreira. É por isso que muitas mulheres estão partindo para empreendimentos pessoais, formatados para sua realidade de horários e interesses. No entanto, o esforço é grande e os riscos também.
As dificuldades são registradas, inclusive, em pesquisa do IBGE que mostra que as mulheres brasileiras dedicam aos cuidados de pessoas e/ou afazeres domésticos cerca de 73% a mais de horas do que os homens.
A questão da carga horária é um fator fundamental para a inserção profissional entre homens e mulheres. As profissionais acabam, em muitos casos, por trabalhar em ocupações com carga horária reduzida, de até 30 horas. A mesma pesquisa cita que, enquanto 14,1% dos homens trabalham sob esse regime, entre as mulheres o índice fica em mais de 28%.
Mas então como abrir uma empresa neste cenário e não correr o risco de cair em outra estatística ainda mais cruel: o fracasso das pequenas empresas – mais de 95% dos pedidos de falência no país, de acordo com a empresa de análise de crédito Boa Vista. O segredo? Pesquisa e planejamento estratégico.
Quando se abre um negócio, assumimos diversos riscos. Então, é bom ser realista, estudar o mercado, as possibilidades de crescimento e manter o foco em resultados. Se o trabalho é feito com qualidade e honestidade, o resultado chega. Pode demorar, mas chega!
Mas como fazer? Particularmente, eu gosto de me informar sobre o mercado em que quero atuar por meio de materiais de câmaras de comércio e órgãos oficiais, como APEX ou Federação das Indústrias. Leio muitas notícias e levo em consideração o que está sendo realizado em outros países para tentar encontrar uma tendência de atuação. Também falo com pessoas e priorizo as conversas por telefone para ter uma opinião prática sobre o que pretendo fazer. Depois checo tudo com uma pesquisa quantitativa entre as pessoas do meu networking pessoal e profissional.
Passada essa fase, coloco as informações no papel e faço uma análise Swot: pontos fracos, pontos fortes, o que aprimorar e o que deixar definitivamente de lado. Assim, é possível ter uma visão clara sobre a viabilidade da ideia, se tem chances de vingar ou não e o que é preciso fazer para chegar ao sucesso esperado (definir essa meta também é muito importante!). Saber claramente e com realismo onde se pretende chegar é um dos segredos de um planejamento bem sucedido. A partir daí, é tirar as conclusões do papel e colocá-las em prática.
No meu caso, além da abertura da empresa eu tinha ainda outro empreendimento, mais permanente e prazeroso: um menino de 3 anos e uma linda princesa de 7 meses. Foi quase impossível conciliar o trabalho numa agência com tempo para cuidar dos meus dois filhos. Após meses na loucura de conciliar a profissão com a maternidade, a decisão foi inevitável: saí do emprego.
Já na entrevista de despedida, minha chefe disse: “Certamente você está saindo para abrir a sua própria empresa”. Eu nem tinha pensado ainda no que faria, queria apenas ter mais tempo para os meus filhos. Mas parei para pensar e enxerguei uma oportunidade de trazer ao mercado brasileiro uma metodologia diferente de trabalho, além de resolver o meu impasse familiar. Decidi, então, dedicar os dois meses seguintes à construção de um planejamento estratégico de uma futura empresa.
Entre idas e vindas para buscar as crianças na escola, levá-las ao médico e organizar a rotina da casa, passei a fazer muitas pesquisas, e percebi que abrir uma empresa era realmente o melhor caminho. Quando chegou o primeiro cliente, eu ainda trabalhava em home office. Era uma executiva de multinacional que havia saído do seu trabalho para investir numa carreira que possibilitasse um equilíbrio maior entre vida pessoal e profissional. Ou seja, uma mulher que me contratou justamente por eu estar na mesma situação dela.
Isso me motivou a passar noites acordada buscando soluções para os clientes, horas e horas de trabalho, mesmo depois que todos já foram dormir para dar conta das entregas, e muito estudo que me preparava para as reuniões com executivos do mercado B2B, o meu foco de atuação.
Passaram-se 10 anos e, hoje, somos em 9 profissionais e atendemos clientes de diversos segmentos. Muitos eu demorei três, quatro anos para conquistar, mas estão em nosso portfólio há vários anos. Isso dá satisfação e mostra que a iniciativa deu certo.
No ano passado, assumi mais um desafio: levar a Smartcom para a Europa. Ou melhor, devolvê-la para lá, onde minha experiência começou. Desde então, estamos envolvidas em projetos de comunicação globais, que exigem organização, conhecimento de outras culturas, adequação de fuso horário e muitas viagens. A ideia é continuar a empreender!
Para isso, voltaram as pesquisas e o bom e velho planejamento estratégico. Inicialmente, o meu planejamento já trazia o perfil de cliente na área B2B. Além de minha afinidade com a área, uma vantagem desse setor é que ele promove menos eventos noturnos do que áreas como a gastronômica ou a moda, por exemplo. Detalhes fundamentais para uma mãe.
E você, gostaria de se aventurar pelo mundo do empreendedorismo feminino?
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