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Notícia
Previsão para crescimento do PIB em 2019 cai pela 18ª vez seguida
Economistas passaram a ver mais afrouxamento monetário neste ano e no próximo, em meio a estimativas cada vez mais fracas para o crescimento do Brasil, de acordo com a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira.
01/01/1970 00:00:00
Economistas passaram a ver mais afrouxamento monetário neste ano e no próximo, em meio a estimativas cada vez mais fracas para o crescimento do Brasil, de acordo com a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira.
O levantamento semanal apontou que o mercado passa a ver taxa básica de juros Selic a 5,50% em 2019. Atualmente a Selic está no piso histórico de 6,5 por cento.
A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 recuou de 0,87% para 0,85%. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 1,13%. Para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de alta do PIB em 2,20%.
Apesar de o mercado ter previsto um PIB abaixo de 2% ainda em abril, o Banco Central só diminuiu sua previsão oficial desse patamar na última quinta-feira (27). Agora, o BC prevê um crescimento de 0,8%, mais alinhado com o que tem sido visto no Focus.
No relatório desta segunda, a projeção para a alta da produção industrial de 2019 foi de 0,72% para 0,71%. Há um mês, estava em 1,49%. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,00%, igual a quatro semanas antes.
Quanto à inflação, o ajuste também foi para baixo, com a alta do IPCA calculada a 3,80% em 2019 e 3,91% em 2020, respectivamente de 3,82% e 3,95% no levantamento anterior.
O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
Os economistas também alteraram a previsão para o IPCA em junho de 2019, de deflação de 0,02% para deflação de 0,03%, conforme o Focus, divulgado pelo Banco Central. Um mês antes, o porcentual projetado indicava inflação de 0,24%.
Para julho, a projeção no Focus seguiu em alta de 0,20% e, para agosto, passou de elevação de 0,12% para alta de 0,11%. Há um mês, os porcentuais de alta eram de 0,20% e 0,12%, respectivamente.
Câmbio
O relatório de mercado Focus mostrou manutenção no cenário para a moeda norte-americana em 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano seguiu em R$ 3,80, igual ao visto um mês atrás.
Para o próximo ano, a projeção para o câmbio também permaneceu em R$ 3,80, igual ao verificado quatro pesquisas atrás.
Déficit primário/PIB
O Focus trouxe nesta segunda manutenção nas projeções para o resultado primário do governo em 2019 e 2020. A relação entre o déficit primário e o PIB este ano seguiu em 1,40%. No caso de 2020, permaneceu em 1,00%. Há um mês, os porcentuais estavam em 1,37% e 0,90%, respectivamente.
Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2019 passou de 6,40% para 6,30%, conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro. Para 2020, foi de 6,05% para 6,00%. Há quatro semanas, estas relações estavam em 6,20% e 5,98%, nesta ordem.
O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.
Superávit comercial
Os economistas do mercado financeiro alteraram a projeção para a balança comercial em 2019 na pesquisa Focus realizada pelo Banco Central, de superávit comercial de US$ 50,60 bilhões para superávit de US$ 50,80 bilhões. Um mês atrás, a previsão era de US$ 50,50 bilhões. Para 2020, a estimativa de superávit seguiu em US$ 46,40 bilhões, ante US$ 45,10 bilhões de um mês antes.
Na estimativa mais recente do BC, o saldo positivo de 2019 ficará em US$ 46,0 bilhões. Esta projeção foi atualizada no Relatório Trimestral de Inflação de junho.
Conta corrente
No caso da conta corrente, a previsão contida no Focus para 2019 passou de déficit de US$ 23,00 bilhões para US$ 22,80 bilhões, ante US$ 25,05 bilhões de um mês antes. Para 2020, a projeção de rombo foi de US$ 32,80 bilhões para US$ 33,00 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era de US$ 35,30 bilhões.
O BC projeta déficit em conta de US$ 19,3 bilhões em 2019.
Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será mais do que suficiente para cobrir o resultado deficitário nos próximos anos. A mediana das previsões para o IDP em 2019 seguiu em US$ 85,00 bilhões, ante US$ 82,65 bilhões de um mês atrás. Para 2020, a expectativa foi de US$ 84,28 bilhões para US$ 84,36 bilhões, ante US$ 84,36 bilhões de um mês antes.
O BC projeta IDP de US$ 90,0 bilhões em 2019.
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