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Notícia
Silêncio, por favor: ausência de barulho pode turbinar o cérebro e a criatividade
Vivemos cercados de som e barulho, mas o que acontece quando nos deparamos com o verdadeiro silêncio?
01/01/1970 00:00:00
Vivemos cercados de som e barulho, mas o que acontece quando nos deparamos com o verdadeiro silêncio?
O barulho do trânsito, sirenes estridentes, vozes altas, alertas de mídia social —tudo pode ser avassalador na vida de alguém, mas ainda assim a ausência de som tem sido associada à solidão, ao tédio ou à tristeza.
"Vivemos na era do barulho. O silêncio está quase extinto", afirma o filósofo e aventureiro Erling Kagge.
E ele diz isso com propriedade: Erling explorou o poder do silêncio e tornou-se a primeira pessoa a alcançar os "três polos" do norte, sul e o cume do Everest.
Mas por que precisamos de silêncio, como o perdemos e onde poderíamos encontrá-lo novamente?
SILÊNCIO PERMITE QUE NOS SINTAMOS 'PRESENTES'
"A Antártida é o lugar mais quieto em que eu já estive", diz Erling. "Ali, estava cada vez mais atento ao mundo do qual faço parte."
Ele explica como o silêncio que encontrou em sua expedição permitiu que se sentisse mais "presente": "Eu não estava nem entediado nem interrompido. Eu estava sozinho com meus próprios pensamentos e ideias... Eu estava presente em minha própria vida".
Obviamente não podemos ir todos para um deserto gelado a qualquer momento, mas talvez seja possível encontrar um espaço silencioso —um quarto, algum canto silencioso de um jardim ou um cubículo de banheiro— pode nos ajudar a tirar um momento da correria de nossas rotinas diárias e a nos reconectar com nós mesmos.
Erling acredita que todos nós podemos encontrar nosso "silêncio interno" e sugere "ficar de pé no chuveiro... sentado em frente a um fogo crepitante, nadando em um lago na floresta, ou dando um passeio por um campo".
"Todas essas podem ser experiências de quietude perfeita."
O SILÊNCIO NOS DÁ ESPAÇO PARA PENSAR
O silêncio é "uma chave para desbloquear novas formas de pensar", diz Erling, e a ciência apoia a teoria do filósofo.
Mesmo sem o estímulo do som, nossos cérebros permanecem ativos e dinâmicos.
Um estudo de 2001 realizado por neurocientistas da Universidade de Washington descobriu que havia uma função cerebral "modo padrão": eles concluíram que um cérebro "em repouso" ainda estava em ação, constantemente absorvendo e avaliando informações.
Pesquisas subsequentes mostraram que esse "modo padrão" também nos ajuda a refletir.
O artigo "Frontiers in Human Neuroscience", de 2013, afirma que, mesmo quando o cérebro repousa, ainda é capaz de processar informações no que eles chamam de "espaço de trabalho consciente".
Silêncio e descanso podem ser a chave para o nosso melhor pensamento criativo e nossas maiores ideias.
O SILÊNCIO É UMA FERRAMENTA DE CONVERSAÇÃO
"O silêncio é uma das grandes artes da conversa", disse o famoso orador romano Cícero.
Na conversa ou no debate, é fácil esquecer o poder do silêncio —mas ficar quieto pode ser uma ferramenta muito eficaz, e é uma opção que todos temos à disposição.
Ao fazer uma pausa, você pode falar com mais calma e sabedoria: o silêncio pode ser o espaço entre uma explosão inútil de sentimento e uma resposta ponderada.
Isso também mostra confiança em um argumento. "Nada fortalece mais a autoridade do que o silêncio", afirmou Leonardo da Vinci.
Mas, além de nos ajudar a derrotar um adversário, ele pode nos ajudar a fortalecer nossos relacionamentos.
Ao ficar em silêncio, você está naturalmente ouvindo mais e dando aos outros a oportunidade de compartilhar.
O SILÊNCIO PODE AJUDAR O CÉREBRO A CRESCER
Em 2013, a bióloga Imke Kirste estava testando os efeitos do som nos cérebros dos ratos.
Os resultados foram surpreendentes: os sons não tiveram impacto duradouro, mas duas horas de silêncio por dia estimularam o desenvolvimento celular no hipocampo —a parte do cérebro que ajuda a formar as memórias.
Não era o som em si, mas a própria ausência que criava novas células no cérebro dos ratos. Embora o crescimento de novas células cerebrais não tivesse necessariamente benefícios para a saúde, essas células pareciam se tornar neurônios funcionais.
Se uma ligação entre o silêncio e a geração de neurônios puder ser estabelecida em humanos também, há uma chance de que o silêncio possa ser usado para ajudar pacientes com condições como demência e depressão.
O SILÊNCIO É O ANTÍDOTO A REDES SOCIAIS
"As notificações da tela de um celular podem ser viciantes", adverte o filósofo e aventureiro Erling Kagge.
"Quanto mais somos inundados, mais desejamos nos distrair. Verificamos e revisamos nossos telefones como um bandido armado, na tentativa de obter satisfação."
Mas, em vez de encontrar satisfação, ele afirma que essa forma de ruído gera ansiedade e sentimentos negativos. "Podemos ficar viciados nas mídias sociais, mas isso não significa que estamos felizes."
"O silêncio", diz Erling, "é o oposto de tudo isso. É sobre entrar no que você está fazendo, e não viver com outras pessoas e outras coisas".
Pode ser um pensamento assustador, mas tente um jejum tecnológico de algumas horas.
Conquiste estas rupturas devagar até que você possa passar um dia inteiro sem seu telefone ou tablet e veja como você se sente depois dessa experiência.
O SILÊNCIO AJUDA A ALIVIAR O ESTRESSE
A enfermeira britânica Florence Nightingale escreveu que "o ruído desnecessário é a mais cruel ausência de cuidados que pode ser infligida a pessoas doentes".
Ela argumentava que todo som desnecessário poderia causar temor, angústia e perda de sono para pacientes em recuperação.
A pesquisa moderna apoia os pontos de vista dela elaborados no século 19: foram descobertas correlações entre pressão alta e ruído crônico —como o de estradas e aeroportos.
O ruído também pode resultar em níveis elevados de estresse —acredita-se que as ondas sonoras ativam a amígdala, que está associada à formação da memória e à emoção, causando uma liberação de hormônios do estresse. Esse processo pode ocorrer mesmo enquanto dormimos.
O silêncio, no entanto, tem o efeito oposto: ajuda a liberar a tensão no cérebro e no corpo.
Um estudo publicado na revista Heart descobriu que dois minutos de silêncio podem ser ainda mais calmos do que ouvir música "relaxante".
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