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Notícia
É melhor um bom exemplo do que um discurso vazio
A força de um bom exemplo supera em todos os aspectos as palavras e conselhos
01/01/1970 00:00:00
Todos já ouviram a famosa frase: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Entretanto, há uma inversão de valores nesse ditado que está ultrapassado, pois a importância do bom exemplo é uma das regras básicas para a formação do ser humano e para a criação do código de honra de cada um. Em nosso cotidiano, pequenos gestos, comportamentos e maneiras de lidar com problemas e situações corriqueiras transmitem a nossa imagem para as pessoas ao nosso redor e, assim, somos avaliados e vistos como exemplos.
Essa referência geralmente começa a fazer sentido ainda na infância, pois é natural do ser humano se espelhar em alguém, especialmente nos pais. É dessa forma que se moldam os costumes, crenças, atitudes e escolhas e, portanto, uma bronca causa menos impacto em uma criança que deixou de cumprir uma tarefa que o silêncio e a demonstração com gestos e atitudes por parte do pai.
A partir da observação dos exemplos, uma criança passa a ter um norte e construir seu próprio conjunto de regras. Ou o seu código de honra. Seguindo nessa perspectiva devemos nos atentar para nossa conduta também como adultos, pois naturalmente servimos de referência para alguém, seja para nossos filhos, familiares, amigos e também aos companheiros de trabalho e estudo, pois em nosso cotidiano, pequenos gestos, costumes e maneiras de lidar com problemas e situações corriqueiras transmitem a nossa imagem para as pessoas ao nosso redor.
Sendo assim, a força de um bom exemplo supera em todos os aspectos as palavras e conselhos. E segue para a vida adulta. No mundo corporativo, uma conduta ética pessoal é levada para a vida profissional. Não existe uma ética pessoal e outra profissional, uma vez que os valores morais e condutas de comportamento não estão em uma tabela com o que pode ser feito ou não.
Não podemos permitir que o turbilhão de exigências da sociedade atual, o ritmo cada vez mais acelerado e as cobranças de sucesso pessoal e reconhecimento nos distancie de nossos exemplos e valores. Ou até mesmo de nossos sonhos. Numa comparação com uma obra a ser construída, abandonar o código de honra é o mesmo que deixar um vazio onde antes deveria haver uma viga de sustentação. Uma viga mestra capaz de assegurar o equilíbrio pessoal, baseada em valores verdadeiros e que dão sentido à existência de cada um. Se ao invés de preservarmos esses valores, preenchermos essa viga com conceitos frágeis e efêmeros, estaremos abrindo mão de nossa própria essência. Estaremos abrindo mão de nossa honra.
É claro que todos têm o direito de sentir orgulho do trabalho que realiza e ser reconhecido. Ou mudar de rumo para atingir os objetivos. O importante é defender a sua “Questão de Honra” e vivenciar os valores por meio de seu código pessoal, adquirido principalmente com os exemplos que encontrou durante a caminhada.
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