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5 regras do empreendedorismo que os iniciantes ignoram
Amar o seu próprio negócio é essencial, mas não deixe que a paixão o cegue. Veja o que você deve (e não deve) fazer
01/01/1970 00:00:00
Quem nunca sonhou em abrir um negócio, ser seu próprio chefe e ganhar muito dinheiro? Essa é, sem dúvida, a vontade de muitos brasileiros. Mas é preciso cuidado para que o desejo em excesso não ofusque a importância de seguir algumas regras básicas do empreendedorismo, evitando que você enfie os pés pelas mãos.
“O empreendedor brasileiro é diferente dos empreendedores de países desenvolvidos. O brasileiro não quer empreender, ele tem a necessidade de fazer isso”, diz Fabiano Nagamatsu, consultor do Sebrae. “Às vezes, ele está tão focado em acertar que acaba pecando em coisas básicas, e se dá mal.”
Para ajudar você a não errar na hora de montar um negócio próprio, EXAME.com lista abaixo cinco regras do empreendedorismo que os iniciantes ignoram, mas não deveriam.
1 – Ame seu negócio, mas não cegamente
É essencial o envolvimento com o negócio que você está abrindo, mas a falta de planejamento pode te levar à falência em pouco tempo, como explica Caroline Caracas, coach de empreendedorismo e negócios e sócia-diretora da Marketing Minds e do Programa Empreenda-se. Saiba mais: Planilha de Fluxo de Caixa para te ajudar a planejar sua empresa. – Patrocinado
“Não dá para ficar cego por amor. É preciso ter um modelo de negócio. Não é uma cartilha que tem que ser seguida à risca, mas o empreendedor precisa traçar diretrizes, estudar riscos, não dá para fazer o negócio acontecer de olhos fechados”, diz.
Segundo Caroline, o segredo para o modelo funcionar é a flexibilidade. “Você monta um esquema, mas quando vai para o campo de batalha, ele muda. Tem problemas que vão surgir somente quando você começa a colocar o negócio em prática, e é nesse momento que você vai ajustar seu modelo. Por isso é importante ter uma base, não partir do zero.”
2 – Não deixe o conhecimento de lado
Se identificar com o produto ou serviço que você está oferecendo é essencial, mas além da paixão é preciso ter conhecimento. “Você pode amar vestuário infantil, por exemplo, mas não vai sair abrindo lojas de vestuário infantil se esse for um mercado que está retraindo”, diz Caroline.
A recomendação da coach é que você não foque seus esforços em ter uma ideia inovadora, mas sim que tenha a sensibilidade para identificar no seu dia a dia quais as necessidades das pessoas, quais os problemas que elas estão enfrentando, e o que você poderia fazer usando seus conhecimentos para ajudá-las.
“Tem que alinhar uma dor, um problema, com uma solução que tenha a ver com seus pontos fortes”, diz. “O empreendedorismo tem muito mais relação com o propósito, com a pessoa querer melhorar algo ou torná-lo mais eficaz, do que com a ideia de criar uma máquina de dinheiro”, afirma.
3 – Chefe, pero no mucho
Para Nagamatsu, do Sebrae, muitos dos novos empreendedores pecam no comportamento. “Não pode achar que é fácil empreender. É preciso ter em mente que ter um negócio próprio vai exigir que você trabalhe muito mais do que trabalharia se fosse funcionário de alguém.”
Quando você é funcionário de uma empresa e passa mal, por exemplo, alguém vai substituí-lo. Já se você é o dono de uma fábrica e fica doente, não vai ter alguém para assumir sua função, lembra o consultor do Sebrae.
Marco Aurélio Ribeiro, gerente nacional de empreendedorismo e internacionalização do Ibmec, ressalta que o dono de um negócio também não deve tratar sua ideia como um grande segredo.
“Não pode tratar todo projeto como se tivesse descoberto a fórmula da bomba atômica. Você deve ser otimista, sim, e acreditar no negócio, mas antes de sair defendendo o modelo é preciso descobrir primeiro se ele é realmente bom. É preciso ser crítico em relação a sua própria empresa, e pedir opiniões”, diz.
4 – Você vai precisar de mais dinheiro
Uma regra básica do empreendedorismo que muitas vezes acaba sendo esquecida pelos iniciantes é pensar no capital de giro. Não basta levantar o dinheiro para colocar o negócio de pé se você não dispor de recursos para mantê-lo depois.
“Vai levar um bom tempo até que o negócio ande com as próprias pernas. Até lá, você tem que se garantir financeiramente”, afirma Ribeiro, do Ibmec.
Para a coach Caroline, tudo tem que estar na ponta do lápis. “Quando a pessoa vai deixar de ser funcionária para abrir o próprio negócio, tem que fazer um fundo de transição antes. Recomendo que ela tenha um valor que garanta no mínimo um ano de contas fixas do negócio pagas.”
Nagamatsu, do Sebrae, lembra que a eventual indisponibilidade de crédito pode piorar a situação de quem não se planejou. “Para entrar no mercado, tenho que vender a prazo, mas pagar à vista, já que a oferta de crédito costuma ser restrita a quem está começando.”
5 – Saiba vender seu peixe
Esta é talvez a regra mais importante de todas: dê atenção ao marketing. Isso não inclui somente separar um dinheiro para propaganda do produto ou serviço oferecido, mas também ter tempo suficiente para pensar em estratégias de como atrair novos clientes.
“Sem clientes, não tem negócio. Essa é a chave de tudo”, diz Caroline. “Minha dica é a pessoa se dedicar a aprender marketing digital. Antigamente, você precisava pagar uma agência para divulgar seu negócio. Hoje, você pode fazer isso por conta própria na internet, especialmente em redes sociais.”
É claro que, para atingir um bom resultado, será preciso esforço e estudo, completa a coach. “Não é só ficar postando coisas a esmo. É preciso planejar os posts, comprar anúncios que vão atingir um público segmentado, o seu público-alvo. O empreendedor que domina marketing digital hoje em dia sai na frente.”
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