Os 41 SESCONs e SESCAPs espalhados pelo Brasil juntamente com os 27 CRCs estão prontos para receber os contribuintes nesta sexta-feira, dia 10 de abril, em todas as regiões do Brasil
Notícia
Dólar cai 17,7% ante o real em 2016, mas incertezas rondam 2017
Este é o maior recuo em 7 anos; expectativa de vitória democrata nos EUA trajetória de queda
01/01/1970 00:00:00
O impeachment da presidente Dilma Rousseff, que gerou otimismo de mudança na política econômica, e a expectativa de que a democrata Hillary Clinton ganharia a presidência dos Estados Unidos sustentaram a trajetória de queda do dólar ante o real ao longo de 2016, e levaram a moeda norte-americana a registrar a maior recuo anual ante o real em sete anos.
Mas a cena política brasileira ainda conturbada, com importantes figuras do governo — inclusive o presidente Michel Temer — citadas em delações premiadas da operação Lava Jato, e a surpreendente vitória de Donald Trump na corrida presidencial norte-americana acenderam o sinal de alerta nos mercados para 2017, com expectativa de turbulências à frente.
O dólar fechou o último pregão do ano em queda de 0,94 por cento, a 3,2497 reais na venda, acumulando no ano desvalorização de 17,69 por cento, na primeira queda anual desde 2010 (-4,4 por cento) e a maior desde 2009 (-25,3 por cento). Entre 2011 e 2015, durante o governo da ex-presidente Dilma, a moeda norte-americana saltou 137 por cento ante o real.
Só em dezembro, a moeda norte-americana perdeu 4,06 por cento ante o real, a maior queda desde o recuo de 11,05 por cento de junho, resumiu o economista-sênior do Banco Haitong, Flávio Serrano.
— É difícil saber o que vai predominar. Há vários elementos que podem fugir das expectativas.
Recente pesquisa da Reuters já havia tomado esse pulso, ao mostrar estimativas para o dólar em 2017 com grande intervalo, de 2,98 a 3,88 reais.
O futuro governo Trump é um fator de pressão de alta para o dólar ao redor do globo, inclusive no Brasil, devido a promessas de maiores gastos e redução de impostos que podem obrigar o Federal Reserve, o banco central norte-americano, a elevar mais do que o esperado os juros nos Estados Unidos.
O Fed subiu recentemente os juros, como amplamente esperado diante da recuperação da maior economia do mundo, e previu que em 2017 deverão ocorrer outras três altas. Juros maiores nos EUA têm potencial para atrair recursos aplicados em outros mercados, como o brasileiro.
E com o Banco Central brasileiro em processo de redução dos juros básicos, hoje a 13,75 por cento, o mercado de câmbio no país pode sofrer com a saída de investidores.
— Pelo livro texto, menos juros significa dólar mais alto. Mas o efeito não está claro", afirmou o economista da consultoria Tendências Silvio Campos Neto. "Assim, o mais condizente seria um dólar mais apreciado do que está, fechando 2017 em 3,60 reais.
Mas há quem acredite em um cenário mais suave, comentou o sócio-gestor da Gestora GGR Investimentos, Telêmaco Genovesi Jr, para quem o dólar deve rondar o atual patamar ou mesmo recuar ante o real em 2017.
— Trump não deve colocar em prática tudo o que prometeu na campanha, o que deve ser benéfico para o Brasil.
Ele referia-se às promessas radicais do republicano, como revisão de acordos comerciais e protecionismo. Sem tirá-las no papel, o atual status comercial de países como o Brasil seria mantido pelos Estados Unidos.
E, mesmo com as projeções de que a Selic no Brasil caia a cerca de 10 por cento em 2017, a taxa continuará sendo uma das mais altas do mundo, com potencial para atrair investidores. Ainda mais se a economia mostrar recuperação no próximo ano, comentou o estrategista-chefe do BNP Paribas para Câmbio e Renda Fixa na América Latina, Gabriel Gersztein.
— Os preços dos ativos estão depreciados e, com a melhora do país, em meio ao ajuste (fiscal), deve haver maior procura por parte dos investidores estrangeiros. O dólar, se o cenário favorável se confirmar, pode cair até os 3 reais.
Turbulências
Se no exterior o governo Trump é a principal questão para o comportamento do dólar, internamente o andamento da economia doméstica é um outro fator que terá ascendência sobre a moeda norte-americana, da mesma forma que o cenário político.
O ano de 2016 pode ser considerado um dos mais turbulentos na cena política e econômica nos últimos anos, com o país passando por um impeachment, forte recessão e sérias denúncias de corrupção — sobretudo no âmbito da operação Lava Jato — envolvendo importantes figuras políticas.
Com a economia sem dar sinais consistentes de recuperação em breve, os agentes econômicos se voltam agora para as reformas prometidas pelo governo de Michel Temer, sobretudo a da Previdência, e que dependem do Congresso Nacional, afirmou o economista-chefe da corretora Infinity Asset, Jason Vieira.
— No fundo, a preocupação do mercado é com o andamento das reformas. Se elas forem aprovadas, não importa quem esteja lá (no governo).
Neste ano, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro deverá recuar cerca de 3,5 por cento, segundo a pesquisa Focus do BC, realizada semanalmente com uma centena de economistas. E a expectativa para 2017 é de elevação de apenas 0,50 por cento.
Intervenção
Em meio ao cenário bastante conturbado, o Banco Central atuou pesadamente no mercado de câmbio ao longo de 2016, sobretudo por meio dos leilões de swaps. Com a virada do ano e as incertezas que ainda rondam, a expectativa é de que o BC não deixe a cena, mesmo que seja para rolar os swaps tradicionais — equivalentes à venda futura de dólares, comentou o operador da corretora H.Commcor, Cleber Alessie Machado.
— Acho provável uma rolagem (de swaps), pelo menos parcialmente. Não é do interesse do BC que esse vencimento morra para não gerar pressão de alta (do dólar) diante do que vem pela frente em 2017.
A última intervenção da autoridade foi em 13 de dezembro, por meio de leilão de linha — venda de dólares com compromisso de recompra. O estoque total de swaps está o equivalente a 26,6 bilhões de dólares, segundo dados do BC.
Notícias Técnicas
Com o início da temporada de declarações do IRPF 2026 uma questão volta a dividir os contribuintes: qual modelo adotar, o simplificado ou o completo
Norma padroniza o acesso por meio da conta gov.br e estabelece regras para autorização de representantes, uso dos serviços digitais e medidas de segurança
Nova versão do sistema corrige erros no download de arquivos
Atualização amplia as formas disponíveis para envio da declaração
Empresas passarão a recolher as contribuições pelo eSocial/DCTFWeb
Despacho Confaz 16/2026 oficializa normas sobre remissão e anistia do ICMS, isenção, crédito presumido, regime especial e substituição tributária
O Confaz publicou, nesta 5ª feira (09.abr.2026), o Despacho Nº 18, que traz 11 novos ajustes Sinief
Versão preliminar do regulamento do IBS detalha como deve ser estimado o valor de mercado para a base de cálculo do novo imposto
Entenda os erros comuns e as etapas obrigatórias para a correta aplicação da norma contábil no setor de loteamento
Notícias Empresariais
Crescimento profissional exige intenção. Não basta fazer mais. É preciso fazer melhor, com foco e direcionamento
Entre promessas vagas, currículos ignorados e networking de aparência, a velha lógica do quem indica continua viva mas cada vez mais seletiva, conveniente e desconfortavelmente hipócrita
Resgatar capacidade de agir exige reconhecer o fim de antigas certezas e criar pontos de apoio que sustentem a confiança
Você pode transformar sua intuição em influência de uma forma que gere confiança, conquiste credibilidade e leve as pessoas à ação
Descubra os principais deslizes na gestão do dinheiro que levam empresas a encerrar atividades ainda no início
Como a tecnologia e a análise de dados transformam a concessão de crédito
Pesquisa da CNI mostra que carteira assinada ainda é vista como sinônimo de estabilidade, sobretudo entre jovens
Moeda estadunidense fechou no menor valor em dois anos
Construir ativos cuja valorização não depende apenas de escala ou eficiência, mas da capacidade de gerar conexão significativa ao longo do tempo
Profissionais que evoluem de forma consistente não são os que acertam sempre, mas os que aprendem a decidir com mais consciência
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
