Documento deve ser publicado até 31 de março por empresas com 100 ou mais empregados
Notícia
Quer postergar o pagamento de IR? Veja como escolher o seu PGBL
Na hora de escolher o melhor plano, é preciso se cercar de cuidados para garantir que o investimento seja vantajoso no futuro
01/01/1970 00:00:00
As deduções do Imposto de Renda permitidas na aquisição de um plano de previdência privada como o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) atraem investidores principalmente no fim do ano, quando os gerentes de bancos passam a oferecer o produto com mais empenho.
É importante lembrar que a dedução, ou seja, a redução da base de cálculo sobre o qual é aplicada a alíquota de imposto, do valor aplicado em PGBL só é permitida na declaração completa do Imposto de Renda. Quem utiliza o modelo simplificado não tem vantagem tributária com esse plano.
Essa é a primeira regra. Na hora de escolher o melhor plano, é preciso se cercar de cuidados para garantir que o investimento nesse tipo de plano de previdência - que poderá ser utilizado como renda temporária ou vitalícia - seja vantajoso no futuro.
Especialistas dizem que é preciso escolher corretamente a forma de tributação no momento de resgate e analisar os custos do plano, ou seja, as taxas de administração e de carregamento cobradas pelas instituições financeiras. Nessa hora, vale a pena fazer as contas.
Pela legislação, as contribuições ao plano podem ser deduzidas até o limite de 12% da renda bruta anual.
E para usufruir do benefício fiscal, o contribuinte deve utilizar o modelo completo da declaração do IR. De acordo com Myrian Lund, planejadora financeira CFP (Certified Financial Planner) e membro da Planejar, o PGBL só é indicado para quem recebe salário com retenção do imposto na fonte a ser compensado na declaração de ajuste anual e, simultaneamente, utiliza o modelo completo.
Na prática, essa estratégia de planejamento fiscal permite a postergação - ou o adiamento - do pagamento do imposto para o momento do resgate dos recursos acumulados no plano.
Assim, o beneficiário paga menos imposto ou aumenta a restituição quando faz a declaração de ajuste anual.
De acordo com a especialista, adiar o recolhimento do imposto traz vantagens porque a tabela do IR aumenta ano a ano, mas sempre com índice inferior ao de uma aplicação financeira.
“Dessa forma, se você investe os recursos do benefício fiscal, você terá um ganho no saque do PGBL”, explica.
Além dessa possibilidade - que é o principal mote dos bancos no final do ano - o produto oferece outras vantagens. Se o contribuinte falecer, por exemplo, os recursos são disponibilizados em menos de um mês aos beneficiários indicados ou herdeiros legais.
Outra vantagem é a possibilidade dada ao participante para fazer a portabilidade para outro plano dentro ou fora da instituição financeira sem pagar o imposto de renda.
Sobre o benefício fiscal, o contribuinte também pode escolher a tributação na hora do resgate, ou seja, se o pagamento do imposto será de forma progressiva ou regressiva.
Pela tabela progressiva, nos casos de saque ou recebimento de renda, os recursos devem ser registrados como renda paga por Pessoa Jurídica e serão taxados pela tabela de Imposto de Renda em vigor.
No caso da regressiva, é usada uma tabela de forma definitiva, sem compensação no momento do resgate ou recebimento de renda.
Se o tempo de acumulação dos recursos durar dois anos, por exemplo, é preciso recolher 35% de imposto.
Se passar de 10 anos, a tributação cai para 10%. Ou seja, quanto maior o tempo da aplicação, menor o valor do imposto a ser recolhido.
O PGBL pode ser uma opção de investimento interessante para quem deseja acumular recursos para o futuro e ainda usufruir das deduções do IR, desde que o plano seja encarado como um investimento de longo prazo, esquecido no tempo.
“Se o participante acha que vai precisar mexer no curto prazo, é melhor optar pelo imposto de renda progressivo, pois o regressivo não é vantajoso nos casos de resgate no período de seis anos”, recomenda.
TAXAS
Antes de aplicar recursos nesse plano de previdência, o investidor precisa prestar atenção nas taxas de carregamento e de administração cobradas pelas instituições financeiras, pois valores muito elevados afetam a rentabilidade do investimento.
Segundo a especialista da Planejar, a cobrança de taxas de administração acima de 1,5% em planos de previdência de renda fixa, por exemplo, não é atrativa.
A taxa de administração é ainda mais danosa do que a de carregamento, pois afeta anualmente a rentabilidade da aplicação.
Um dos erros mais comuns cometidos pelos investidores é acreditar fielmente nas simulações apresentadas pelo banco na hora de vender o produto, sem checar os valores utilizados no cálculo.
“O ideal é prestar atenção na taxa de juros usada na simulação, que é o resultado da taxa Selic menos a taxa de administração cobrada”, diz Myrian.
Esse cálculo deve ser feito todos os anos, com novas simulações. “Avaliar se o plano está rendendo mais do que a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) é um ponto importante, mas poucos dão valor”, afirma.
Notícias Técnicas
A partir da competência de apuração de fevereiro/2026, os valores de prestações do consignado retidos dos trabalhadores, mas não recolhidos no prazo legal, deverão ser pagos via guia do FGTS Digital
Milhões de brasileiros que receberam o PIS/Pasep em 2025 precisam declarar o abono no IR 2026. Veja como informar rendimentos isentos
Plataforma informa que registro é opcional no demonstrativo de rescisão; se empresa optar pelo envio, incidência de IRRF deve ser a 09
Solução de Consulta detalha que o grau de risco deve considerar as atividades efetivamente exercidas no estabelecimento, e não apenas o CNAE principal
Receita Federal regulamenta mudanças previstas em lei complementar que elevam a tributação de bancos, fintechs e outras instituições
A implementação da Reforma Tributária do consumo, iniciada com a Emenda Constitucional nº 132/2023, começa a trazer mudanças práticas para as empresas brasileiras
O STF julgou, recentemente, uma discussão que estava em aberto desde 2021, sobre a tributação de PIS/Cofins envolvendo materiais recicláveis, incluindo sucata
A Receita Federal publicou nesta 6ª feira o Ato Declaratório Executivo Cofis Nº 7/26, que aprova a versão 2.1
A Receita Federal publicou o Ato Declaratório Interpretativo RFB nº 4, que esclarece o enquadramento do tributo japonês
Notícias Empresariais
A aparente estabilidade da vida adulta pode esconder cansaço, distanciamento emocional e a saudade de uma felicidade mais simples e verdadeira
O RH deixa de ser suporte, assume o centro da estratégia e passa a se consolidar como motor direto de crescimento, cultura e inovação
A alfabetização em IA como chave para a transformação organizacional e tomada de decisão
Redução para 14,75% está longe de trazer algum alívio para as empresas
Não são raros os casos em que o empresário descobre que responde com seus próprios bens quando já sofre medidas sobre seu patrimônio
Receita, BC e outros órgãos ajudam a preservar dados e CPF
O Banco Central do Brasil comunicou em nota, divulgada por volta das 18h desta sexta-feira, a ocorrência de incidente de segurança com dados pessoais
Cenário reforça a necessidade de atenção ao ambiente de crédito no Brasil
Empresas mais bem-sucedidas redesenham cadeias de suprimentos para ganhar resiliência, diversificação e velocidade
O erro mais comum é acreditar que crescer depende de aumentar o volume de trabalho. Na prática, o diferencial está em escolher melhor onde investir energia
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
