Os 41 SESCONs e SESCAPs espalhados pelo Brasil juntamente com os 27 CRCs estão prontos para receber os contribuintes nesta sexta-feira, dia 10 de abril, em todas as regiões do Brasil
Notícia
Sofrendo para pagar o 13º salário? Veja como planejar
Com estrutura enxuta e agenda lotada, muitos empreendedores não conseguem se preparar para o 13º. Os especialistas Carlos Antonaglia e Carlos Martins, da EY, contam como reduzir o impacto e organizar melhor as finanças.
01/01/1970 00:00:00
Nós notamos: o artigo sobre como calcular 13º salário foi dos mais acessados do Portal Endeavor neste e no mês passado. Não é surpresa que, conforme vá chegando o final de ano, o empreendedor fique angustiado diante da significativa despesa que o benefício representa para o caixa da empresa,
Para este ano não há muito mais o que ser feito, mas é bom já começar a pensar em 2017. O que fazer para evitar essas angústias? Como calcular? Como contornar as dificuldades que surgem na última hora, relativas ao pagamento? E, mais importante: como se planejar para que, nos próximos anos, essas dificuldades não se repitam?
Para responder a essas perguntas, recebemos os especialistas Carlos Antonaglia e Carlos Martins, sócios da área de People Advisory Services da EY, para uma conversa.
Como funciona o 13º?
Comecemos pelo básico: o 13º salário, ou “gratificação de Natal”, foi instituído no país pela Lei 4.090, de 13 de julho de 1962. O dispositivo garante que o trabalhador receba o correspondente a 1/12 (um doze avos) da remuneração por mês trabalhado.
Ou seja, é o pagamento de um salário extra ao trabalhador no final de cada ano (caso ele tenha trabalhado o ano todo na empresa).
Esse pagamento pode ser feito em duas parcelas, que não são repartidas igualmente. A primeira delas, chamada de adiantamento, corresponde à metade da remuneração do mês anterior ao mês de recebimento, e não sofre descontos.
Por exemplo: se um funcionário pediu o adiantamento em agosto, a primeira parcela de 13º paga foi equivalente à metade do salário de julho.
A segunda parcela equivale ao salário bruto do mês de dezembro, com os descontos do adiantamento da primeira parcela, o INSS e o Imposto de Renda (IR). Assim, se o seu funcionário foi contratado no meio do ano, o benefício é menor.
Como calcular?
É simples: primeiro, divida o salário bruto por 12. Então, multiplique o resultado pelo número de meses em que o colaborador trabalhou até outubro — o cálculo é sempre feito até este mês porque a primeira parcela é paga em novembro, e o empregado que começou a trabalhar em novembro não recebe o benefício.
A primeira parcela será equivalente à metade do valor encontrado, sem descontos. Para chegar à segunda parcela, divida novamente o salário bruto por 12 e multiplique o resultado pelo número meses trabalhados. Em seguida, basta subtrair do resultado o adiantamento e os e descontos do INSS e do IR.
Como diminuir o impacto no fim de ano?
Primeiro, é preciso dimensionar o tamanho desse impacto para o seu caixa. Carlos Antonaglia afirma que, em termos de custos, o 13º implica mais um salário líquido para o funcionário. “Quando o empreendedor se pergunta ‘qual será o meu desembolso?’, ele pode considerar um mês a mais na folha líquida de pagamento”.
Uma forma de atenuar o baque é realizar o provisionamento mensal dos recursos. “Você faz o cálculo de um doze avos do salário líquido, e vai depositando esse valor em uma conta aberta somente para isso”, recomenda Carlos Martins. Ele reitera que é fundamental que o empreendedor “não mexa” nessa conta, “para que não tenha surpresas no final de ano”.
Uma dica é a de aproveitar os “momentos de pico” para realizar esse provisionamento:
“É NORMAL QUE, SEJA PELA SAZONALIDADE, SEJA POR QUALQUER OUTRO MOTIVO, UMA EMPRESA TENHA UM, DOIS, TRÊS PERÍODOS DO ANO EM QUE VENDA MAIS. ENTÃO, NO MOMENTO EM QUE O LUCRO É MAIOR, O IDEAL É QUE O GESTOR JÁ SEPARE UMA PARTE PENSANDO NO 13º”, RECOMENDA MARTINS.
Já Carlos Antonaglia afirma que outra possibilidade é “propor que o pagamento da primeira parcela ocorra quando o funcionário sai de férias”, em qualquer momento do ano. O recurso é previsto por lei e pode atenuar o efeito em dezembro. “É uma prerrogativa. E, apesar de você usar o caixa de forma antecipada, você não terá um custo muito alto no fim do ano”.
Mas não provisionei. E agora?
Pois é, todo esse planejamento seria o ideal — e deve ficar como aprendizado para o futuro. Mas 2016 está terminando, e, se você não conseguiu provisionar e está enfrentando problemas com o pagamento do 13º, saiba que não está sozinho. Há muitos empreendedores na mesma situação.
Carlos Martins divide a questão em dois lados: o operacional e o legal. No operacional, entra a necessidade de um financiamento.
“SE VOCÊ PRECISA PAGAR O 13º E NÃO TEM DINHEIRO EM CAIXA, EXISTEM DUAS SAÍDAS SIMPLES DE RESOLVER ISSO: OU VOCÊ PARTE PARA UM AUTOFINANCIAMENTO E COLOCA DINHEIRO DO SEU PRÓPRIO BOLSO NA EMPRESA, OU VOCÊ PEGA EMPRÉSTIMOS DE TERCEIROS. PENSANDO NO LADO OPERACIONAL, SÃO AS DUAS FORMAS MAIS COMUNS UTILIZADAS PELAS EMPRESAS”.
Agora, se não houver nenhuma dessas possibilidades, entra-se no aspecto legal. “Existem algumas multas administrativas previstas, que podem transformar o acerto dos compromissos em uma perigosa bola de neve”.
O estrago maior é o da desmotivação
Isso dentro de uma esfera prática, tangível. Porque, para além do aspecto legal, Antonaglia lembra que o não pagamento pode causar grandes estragos na gestão de pessoas.
“O IMPACTO PARA O COLABORADOR QUE ESPERA ESSE PAGAMENTO NO FINAL DE ANO É SIGNIFICATIVO. CERTAMENTE VAI TRAZER UMA DESMOTIVAÇÃO QUE, PARA QUALQUER EMPRESA, É PÉSSIMO”, CONTA O GESTOR. CARLOS MARTINS CONCORDA: “OS EFEITOS DISSO NO ENGAJAMENTO E NA MOTIVAÇÃO DAS PESSOAS SÃO MAIS IMPORTANTES QUE AS MULTAS ADMINISTRATIVAS”.
Aproximar estratégia e custo trabalhista
Para concluir, os dois especialistas enfatizam a importância de planejar e provisionar. Não apenas para esse benefício, mas para todo o planejamento financeiro.
Antonaglia dá o exemplo: “Peguemos um empreendedor que venda chocolates — ele sabe que abril e dezembro serão os meses mais movimentados, de pico. Então, ele tem que se preparar para os custos trabalhistas, como hora extra, jornada de trabalho e todos os encargos. Então, quanto mais próximo ele trouxer a estratégia do negócio aos custos trabalhistas — ou seja, quanto mais ele entender qual é o negócio e quais são os impactos trabalhistas da operação –, melhor será o planejamento financeiro.
Carlos Martins complementa: “É comum, também, você amarrar as férias, porque há o Natal, o Ano-novo e as férias escolares. Então, o desembolso costuma ser até maior do que só com o 13º, porque ocorre o pagamento dessas férias”. Ou seja, aquele provisionamento se torna ainda mais importante à medida que o impacto pode ser maior.
Então, o grande aprendizado para o futuro é esse: planejamento com a previsão de reservas. E, para apagar o incêndio desse ano, autofinanciamento ou empréstimos de terceiros, para que sua empresa não enfrente sanções legais ou a desmotivação do time.
Notícias Técnicas
Com o início da temporada de declarações do IRPF 2026 uma questão volta a dividir os contribuintes: qual modelo adotar, o simplificado ou o completo
Norma padroniza o acesso por meio da conta gov.br e estabelece regras para autorização de representantes, uso dos serviços digitais e medidas de segurança
Nova versão do sistema corrige erros no download de arquivos
Atualização amplia as formas disponíveis para envio da declaração
Empresas passarão a recolher as contribuições pelo eSocial/DCTFWeb
Despacho Confaz 16/2026 oficializa normas sobre remissão e anistia do ICMS, isenção, crédito presumido, regime especial e substituição tributária
O Confaz publicou, nesta 5ª feira (09.abr.2026), o Despacho Nº 18, que traz 11 novos ajustes Sinief
Versão preliminar do regulamento do IBS detalha como deve ser estimado o valor de mercado para a base de cálculo do novo imposto
Entenda os erros comuns e as etapas obrigatórias para a correta aplicação da norma contábil no setor de loteamento
Notícias Empresariais
Crescimento profissional exige intenção. Não basta fazer mais. É preciso fazer melhor, com foco e direcionamento
Entre promessas vagas, currículos ignorados e networking de aparência, a velha lógica do quem indica continua viva mas cada vez mais seletiva, conveniente e desconfortavelmente hipócrita
Resgatar capacidade de agir exige reconhecer o fim de antigas certezas e criar pontos de apoio que sustentem a confiança
Você pode transformar sua intuição em influência de uma forma que gere confiança, conquiste credibilidade e leve as pessoas à ação
Descubra os principais deslizes na gestão do dinheiro que levam empresas a encerrar atividades ainda no início
Como a tecnologia e a análise de dados transformam a concessão de crédito
Pesquisa da CNI mostra que carteira assinada ainda é vista como sinônimo de estabilidade, sobretudo entre jovens
Moeda estadunidense fechou no menor valor em dois anos
Construir ativos cuja valorização não depende apenas de escala ou eficiência, mas da capacidade de gerar conexão significativa ao longo do tempo
Profissionais que evoluem de forma consistente não são os que acertam sempre, mas os que aprendem a decidir com mais consciência
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
