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Notícia
Cheques caem cada vez mais em desuso no comércio
Os principais motivos: preferência pelo cartão de crédito na hora do parcelamento (35,8%), a falta de praticidade (24,8%) e a preferência pela quitação à vista (19,5%).
01/01/1970 00:00:00
Segundo especialistas, o cheque pré-datado parece mesmo estar com os seus dias contados. Pesquisas recentes mostram que essa alternativa de pagamento vem sendo cada vez menos adotada, muito em virtude da insegurança gerada pela atual crise econômica. Comerciantes em geral procuram evitá-la ao máximo hoje em dia e os próprios consumidores tendem cada vez mais a se sustentar na maior facilidade e segurança do cartão de crédito.
De acordo com uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), quase metade dos consumidores que possuem cheque (47,5%) nunca o utiliza na condição pré-datada. Os principais motivos: preferência pelo cartão de crédito na hora do parcelamento (35,8%), a falta de praticidade (24,8%) e a preferência pela quitação à vista (19,5%).
Já aqueles que continuam utilizando cheques como meio de investimento alegam que a principal vantagem dessa modalidade é o prazo quase sempre maior de pagamento oferecido nesses casos (38,6%). A segunda circunstância mais apontada é a possibilidade de consumir mesmo quando não se conta com dinheiro em espécie para tal (16,6%) e, em terceiro, a possibilidade de parcelamento variado nas compras (12%).
Com isso, a pesquisa aponta que a intenção de parcelamento continua imperando entre os brasileiros, porém, que a modalidade utilizada para tal está migrando cada vez mais do cheque para o cartão de crédito e meios eletrônicos como a Transferência Eletrônica Disponível (TED).
“O momento econômico nos exige bastante precaução e cautela. Mesmo tendo predominado por tanto tempo no comércio e se mostrar uma modalidade de transação bastante prática, tanto para o comerciante como para o consumidor, o cheque é um recurso muito vulnerável, muito suscetível a riscos de fraude e/ou estelionato. Então, por mais sistemático que seja muitas vezes, o cartão de crédito acaba compensando muito mais hoje em dia”, justifica a professora Carolina Grassi, na condição de consumidora.
A economista-chefe do SPC Brasil, Kawauti, explica que, de fato, o uso do cheque é bem menos prático tanto para o comerciante como para o consumidor e que o cartão de crédito acaba mesmo proporcionando mais segurança em casos de roubo.
“Em fatalidades assim, o consumidor pode simplesmente cancelar o cartão, medida muito mais simples e menos burocrática do que a sustação de um cheque, e o comerciante tem a opção de transferir o risco de inadimplência para a empresa emissora do cartão”, relembra Kawauti.
Ainda necessário. Por enquanto – Até aqui, o leitor entendeu bem que o cheque, por diversas razões, está mesmo saindo gradualmente de cena. Mesmo assim, é importante ressaltar que sua participação ainda é válida – aliás, bastante válida – para alguns segmentos e setores.
Vitor França, assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), explica que o uso do cheque, não apenas pré-datado, continua prevalecendo em setores formais que lidam com bens de valores mais elevados, como nas compras de imóveis e veículos, em que as transações bancárias e meios de pagamentos eletrônicos ainda não encontraram uma solução para substituí-lo.
O que ainda se compra com cheque – A análise feita pelo SPC Brasil indicou que os itens de vestuário e os eletrodomésticos são os principais produtos comprados com cheques, indicados respectivamente por 22,9% e 19,1% dos consumidores entrevistados. Em seguida, constam os produtos alimentícios (17,9%) e os eletroeletrônicos (15,2%).
No quesito ‘controle de gastos’, 37% dos consumidores alegaram dispor de anotações em agendas e cadernos, enquanto que um terço dos entrevistados dizem fazer esse tipo de controle por meio do próprio canhoto do talão e somente 18,1% deles indicaram o uso de planilhas no computador.
Diante desses indicadores, o presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio de São Paulo (Sindilojas-SP), Ruy Nazarian, avalia que, no quesito ‘controle’, o cartão e crédito também fica em vantagem.
“O controle de despesas também fica mais fácil com o cartão de crédito, uma vez que o valor de cada transação é registrado no ato. Em relação às atividades com cartão de débito, quase o mesmo: o valor é descontado na hora e é possível consultar todos os gastos na fatura. Com o cheque, existe a incerteza de quando ele será depositado”, compara o presidente do Sindilojas-SP.
Dias contados – De acordo com especialistas, a perspectiva é mesmo a de que o cheque, enquanto modalidade de transação comercial, seja cada vez menos utilizado pelas pessoas. A tendência é inquestionável: além das inúmeras facilidades trazida pelos cartões de débito e crédito, o cheque também perde pontos devido ao custo do processo de sua compensação para o sistema financeiro e pelo risco de inadimplência que os lojistas precisam assumir.
Segundo Vitor França, da FecomercioSP, o Banco Central já sinalizou o interesse de expandir os meios eletrônicos de pagamento justamente porque a participação do cheque como forma de pagamento é residual e não passa de 3% do consumo. No tocante à tendência, de acordo com o assessor econômico, ele deve ser extinto naturalmente no decorrer dos próximos anos ou até por uma orientação do BC que determine que ele não seja mais utilizado.
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