Atrasar a entrega da declaração do Imposto de Renda é um erro comum, mas que gera custos imediatos com multa
Notícia
6 razões para acreditar que o Brasil vai superar a crise
Paira ainda a ameaça de o país perder o grau de investimento, selo de bom pagador duramente conquistado em 2008.
01/01/1970 00:00:00
Um ano atrás, nem o analista mais pessimista imaginava que o Brasil chegaria a meados de 2015 com expectativas tão deterioradas.
A economia pode ter recessão de 2% este ano e a inflação é estimada em 9,3%, mais do dobro da meta de 4,5%, segundo previsões do mercado.
Paira ainda a ameaça de o país perder o grau de investimento, selo de bom pagador duramente conquistado em 2008.
A situação ainda pode piorar se governo e Congresso não acertarem os ponteiros para aprovar o ajuste fiscal e evitar a criação de leis que ampliam o gasto público.
O risco de impeachment da presidente e as investigações da Lava Jato, cuja extensão e desfecho ainda são incertos, tornam qualquer prognóstico, no mínimo, arriscado.
Imperando o bom-senso, porém, haverá razões concretas para acreditar que o ajuste doloroso que o país atravessa agora dará resultados mais à frente.
A seguir, 6 fatores, nem todos macroeconômicos, que revelam possibilidades de superação da crise:
1) Balança comercial
Se há males que vêm para o bem, o câmbio é um bom exemplo. Com a recessão diminuindo a demanda interna, o dólar mais alto deve ajudar a reverter o déficit comercial.
O saldo acumulado neste ano está positivo em US 4,6 bilhões, ante déficit de US$ 952 mi no mesmo período de 2014.
O déficit em transações correntes, medida mais ampla que também inclui turismo e outras contas, deve cair de 4,5% do PIB em 2014 para 3,6% este ano e 2,9% em 2016, segundo o economista Cristiano Oliveira, do Banco Fibra.
2) Expectativas pós-2015
A volta do crescimento forte da década passada ainda não está no horizonte.
Mas as expectativas do mercado já apontam alguma melhora no médio prazo. Em 2016, as estimativas ainda são medíocres, mas apontam que a economia pode parar de piorar, com o PIB saindo da recessão este ano para um crescimento perto de zero, e IPCA desacelerando dos atuais 9,6% para 5,4%.
Para 2017 em diante, o mercado já vê o crescimento voltando, embora timidamente, e a inflação encostada no centro da meta.
A percepção de melhora já deve ocorrer a partir do 2º semestre do ano que vem, quando o PIB já deve mostrar resultados trimestrais positivos, embora o resultado do ano possa ser negativo, diz Oliveira.
3) Investimentos
Uma das medidas para revigorar a economia após o ajuste fiscal e a alta dos juros já foi encaminhada.
O plano anunciado em junho promete gerar R$ 198 bilhões em investimentos em infraestrutura até 2018.
Melhor do que o valor é a orientação do pacote, que trouxe regras consideradas pelo ex-ministro Delfim Netto como mais favoráveis aos investidores do que as observadas nos planos anteriores.
4) Mudança de rumo
A presidente Dilma abusou de um discurso agressivo contra a austeridade e o mercado para se eleger, o que ajudou a piorar a imagem do governo junto aos investidores. Após eleita, contudo, deu um verdadeiro cavalo de pau.
Chamou para comandar a Fazenda Joaquim Levy, economista da escola ortodoxa de Chicago que é pró-mercado e defensor ferrenho do rigor nas contas públicas. Ou seja, pensa totalmente diferente das diretrizes do 1º mandato de Dilma, que levaram ao aumento da inflação e desaceleração do crescimento.
Se Dilma perseverar no ajuste, enfrentando resignada os protestos e assumindo uma popularidade menor que a taxa de inflação, terá boas chances de recolocar a casa em ordem.
5) Efeito Lava Jato
A ideia de que os casos PC Farias, que levou ao impeachment de Collor, e Mensalão mudariam o País no campo ético, desencorajando futuros casos de corrupção, não passou de sonho. O Petrolão ocorreu justamente enquanto o Mensalão estava sendo julgado.
Porém, a dimensão da investigação comandada pelo Juiz Moro supera todos os casos anteriores conhecidos e gera esperança.
O Brasil passa por “uma sanitização” da política que tem aspectos positivos, diz o ex-secretário-executivo da Fazenda e sócio da Gávea Investimentos, Amaury Bier, que, apesar das preocupações com as incertezas de curto prazo, tem uma visão otimista para a economia após 2018.
6) Olimpíadas
Esqueça o feito multiplicador para o PIB que megaeventos como as Olimpíadas e a Copa teriam para a economia.
Pelo menos para o Brasil, isso não passou de fantasia. Ainda assim, as notícias de que obras para os jogos do Rio estão dentro do cronograma geram a possibilidade de, ao contrário da Copa, o País evitar o vexame de ser cobrado para encerrar os preparativos na reta final.
O Brasil não deve aproveitar os jogos para dar um salto no quadro de medalhas como fizeram China e Reino Unido, mas o Rio deve herdar uma melhor infraestrutura urbana e equipamentos esportivos de 1º mundo.
Se Brasília não estragar tudo, a nova paisagem carioca será um bom símbolo do início da virada na economia.
Notícias Técnicas
Autônomos e profissionais liberais devem observar critérios de obrigatoriedade, uso do Carnê-Leão e deduções permitidas para evitar erros no IRPF
Mesmo sem emprego, contribuinte pode ser obrigado a entregar o Imposto de Renda 2026 se se enquadrar nas regras da Receita Federal
Norma exige frustração da cobrança, ausência de negociação e autorização interna para acionar a Justiça
Com prazos definidos até 2032 e novas regras como o split payment, empresas precisam revisar contratos, escrituração e estratégias para não perder créditos
Os ajustes Sinief foram atualizados com novas regras que impactam diretamente a emissão de documentos fiscais eletrônicos
O impacto real das horas extras no seu negócio e como a contabilidade atua para evitar prejuízos ocultos
Mudança no envio de dados à Receita Federal impõe novos limites e exige revisão rigorosa nos cadastros de beneficiários
Mais de 35 milhões de beneficiários terão valores pagos em duas parcelas, seguindo o calendário oficial
O artigo apresenta as mudanças no anexo V da NR-16 sobre periculosidade para motociclistas e analisa impactos trabalhistas e custos para empresas
Notícias Empresariais
OKR na parede com caixa no limite não é má sorte. É sintoma de um método que registra atividade em vez de forçar escolha
Com o avanço do mercado pet no Brasil, empresas passam a incluir plano de saúde para cães e gatos como estratégia de bem-estar, engajamento e retenção de talentos
Levantamento da Workhub mostra como buscas silenciosas expõem questões sobre carreira, benefícios e rotina que nem sempre chegam à liderança
Como o monitoramento contínuo redefine o controle e a rastreabilidade de bens de alto valor
Investimento fora do país ganha atratividade como instrumento de diversificação e proteção do portfólio
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra que, para 50% dos brasileiros, a economia piorou nos últimos 12 meses
Entenda, de forma prática, como funcionam os planos de previdência privada, qual escolher entre PGBL e VGBL e quais critérios realmente importam na decisão
O governo propôs uma meta de superávit primário de 0,50% do Produto Interno Bruto para 2027, equivalente a R$ 73,2 bilhões, informaram nesta quarta-feira
O marketing interno exige coragem para olhar para dentro, vulnerabilidade para compartilhar a verdade e sensibilidade para criar significado
O maior gargalo das empresas não está na estratégia, mas na forma como líderes transformam cultura, confiança e gestão de pessoas em execução e resultado sustentável
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
