O simples recebimento de rendimentos como dividendos, juros ou ganhos com aplicações financeiras no exterior já torna obrigatória a entrega da declaração neste ano
Notícia
Planejamento sucessório: o desafio das empresas familiares
Outro ponto importante é definir os papéis do “herdeiro sócio” e do “herdeiro gestor”.
01/01/1970 00:00:00
Estruturação Patrimonial e Planejamento Sucessório são assuntos cada vez mais procurados pelos empresários, uma vez em que no Brasil há um grande número de empresas familiares, onde preparar e planejar a continuidade do negócio é primordial. De acordo com Bruno Fagundes Vianna, sócio fundador do escritório Fagundes Pagliaro Advogados, professor, palestrante, especialista em direito tributário, societário, M&A e operações estruturadas e consultor CEOlab, é comum que essas empresas sejam compostas, de um lado, pelo negócio de família, responsável pela fonte de recursos financeiros e de riscos para o patrimônio e do outro, existem os ‘bens particulares’ que em geral, são bens de imóveis e também recursos financeiros.
De acordo com Bruno, um aspecto marcante destas empresas é a presença dos herdeiros nos negócios, como exemplo, no setor do varejo, há um grande número de companhias que estão atualmente em sua segunda ou terceira geração. Isso decorre da maioria ser imigrante que veio ao Brasil se instalar e acabou montando um armazém no interior e/ou na capital. Assim, iniciaram suas atividades e com o passar dos anos, trabalho e dedicação, o negócio prosperou e se mantém até os dias atuais com estruturas maiores e modernizadas.
Apesar do grande desenvolvimento das empresas e a prospecção do inicio, a sucessão dos negócios por gerações pode ser um fator de perigo decorrente da ausência de um projeto eficaz e adequado de Estruturação Patrimonial e Planejamento Sucessório desenvolvidos e conduzidos por profissionais especializados. Este tipo de projeto deve ser realizado ainda na presença dos fundadores (patriarca e matriarca) para evitar conflitos e disputas entre os herdeiros. Além de ser essencial para a definição clara do papel dos herdeiros no negócio familiar e na gestão dos bens particulares. Esse tema ganhou bastante relevância a partir do código civil de 2002, uma vez que, os cônjuges passaram a ser “herdeiros” em concorrência com ascendentes e descendentes do titular do patrimônio (artigo 1.829).
“Cada projeto tem de ser único e específico para cada família, isso porque existem inúmeras variáveis entre as empresas. Assim, é imprescindível uma reunião com todas as gerações para discutir todos os pilares do plano, a fim de levar em consideração as vontades e perspectivas presentes e futuras dos fundadores e as aptidões dos herdeiros para tocar o negócio da família. Evitando que a empresa se enquadre no ditado popular pai rico, filho nobre e neto pobre”, complementa Bruno.
Outro ponto importante é definir os papéis do “herdeiro sócio” e do “herdeiro gestor”. Isso porque, o herdeiro sócio não necessariamente precisa ser o gestor do negócio familiar se já houver um projeto adequado de Estruturação Patrimonial e Planejamento Sucessório com regras eficazes para a gestão presente e futura do patrimônio familiar sem prejudicar os direitos pessoais e patrimoniais dos herdeiros. Na estruturação do patrimônio familiar, os fundadores podem estabelecer em acordos familiares (de acionistas ou quotistas) determinadas regras de governança para assegurar que a empresa será gerida pelo herdeiro que tiver mais aptidão para administrá-la. É importante determinar critérios objetivos para que herdeiros possam participar da gestão do negócio, como por exemplo, formação em curso de nível superior, especializações, experiência prévia em empresas do mesmo setor e etc.
A adequada Estruturação Patrimonial serve também como ferramenta eficaz para minimizar riscos de constrição do patrimônio particular (bens imóveis e recursos financeiros). Uma vez que colocar o patrimônio particular e o negócio operacional sob a mesma estrutura jurídica pode gerar um efeito de contaminação de todo o patrimônio familiar.
Quanto à implementação dos projetos de Estruturação Patrimonial e do Planejamento Sucessório, o consultor Bruno, defende que é importante quanto à relevância do patrimônio para aquele determinado grupo familiar e não o tamanho da empresa que determina se tem que ter os projetos ou não. Ou seja, se o empresário possui um único imóvel, mas aquele imóvel é fundamental para a família já se justifica a Estruturação Patrimonial e o Planejamento Sucessório. Mas, atualmente, verifica uma grande procura pelo tema não somente por grandes empresários, mas principalmente por parte dos pequenos e médios empresários.
Por último, os benefícios fiscais para o grupo familiar são outro ponto ressaltado por Fagundes, (locação de bens imóveis através de pessoa jurídica ao invés de locação na pessoa física; locação de bens imóveis próprios para a empresa familiar optante pelo regime tributário do lucro real e aproveitamento de despesa de IRPJ, CSLL e crédito de Pis/Cofins na empresa operacional; redução da base de cálculo do ITCMD – Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação, nos planejamentos sucessórios de bens imóveis através de holdings; etc).
Sobre o CEOlab – Laboratório para executivos aprimorarem práticas de negócios
Disseminar boas práticas de negócios e disciplinar sua execução por meio de mentoria, aconselhamento, interação direta e inspiradora junto aos executivos de empresas de qualquer tamanho é o propósito do CEOlab, projeto fundado em 2013 pelo executivo Ronaldo Ramos, presidente da Rio Tinto Alcan no Brasil (RTA), vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil Canadá , conselheiro da Mineração Rio Norte S/A e representante da RTA no Consórcio Alumar. No laboratório, consultores e conselheiros de renomada carreira desenvolvem solução sob medida para questões específicas de uma corporação. A grande inspiração para o CEOlab partiu do dilema enfrentado pelos executivos em posição de liderança que tomam decisões difíceis, solitárias e tem estas atitudes observadas e replicadas pela equipe, qualquer que seja o estilo de administração.
Notícias Técnicas
Aqueles que realizaram investimentos na bolsa de valores e se encaixam nos critérios de obrigatoriedade, precisam declarar as movimentações
Mesmo transações simples com criptomoedas como transferências entre carteiras já são consideradas movimentações e, em muitos casos, devem ser informadas
A Receita Federal informa a atualização das Tabelas 4.3.11, 4.3.13 e 4.3.15
A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS publicaram, nesta 4ª feira, o Informe Técnico 2025.002 v.1.50
A CIDE encontra fundamento no art. 149 da Constituição Federal, que autoriza a União a instituir contribuições com finalidade extrafiscal
Profissional contábil se reinventa com simplificação tributária e automação
Propostas sobre jornada de trabalho e descanso semanal podem ampliar hipóteses de pagamento em dobro quando não houver folga compensatória
A Receita Federal do Brasil publicou em seus canais oficiais, no dia 15 de abril, comunicado detalhando os resultados da chamada Operação Caixa Rápido
Decisões judiciais ampliam a validade de assinaturas eletrônicas, mas especialista alerta para riscos e reforça o papel da ICP-Brasil
Notícias Empresariais
A zona de conforto mais perigosa não é a mais fácil. É a mais sofisticada. Porque ela te mantém produtivo, reconhecido e ocupado… enquanto sua evolução desacelera sem que você perceba
Educação corporativa deixa de ser benefício complementar e passa a funcionar como motor de produtividade, retenção, saúde organizacional e crescimento sustentável
Retorno sobre investimento de até 500%, mas apenas 1 em cada 20 projetos de empresas em IA entrega resultado
No ano passado, o Brasil registrou 38.740 testamentos, o maior número da série histórica, mas esbarra em mudanças na legislação
Pesquisa divulgada recentemente aponta que, em março, o endividamento das famílias brasileiras atingiu 80,4%
Maioria ainda guarda o dinheiro na poupança e criptomoedas ganham espaço, desbancando ações, títulos públicos e imóveis
Sebrae firma parceria com a UnB para o aprimoramento de ferramenta que ajudará empreendedores na adoção de práticas ESG e no ganho de competitividade
Novo plano de socorro mira exportadores afetados por guerra e tarifas
OKR na parede com caixa no limite não é má sorte. É sintoma de um método que registra atividade em vez de forçar escolha
Com o avanço do mercado pet no Brasil, empresas passam a incluir plano de saúde para cães e gatos como estratégia de bem-estar, engajamento e retenção de talentos
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
