Exame técnico sobre as regras da Receita Federal para entrega extemporânea, metodologia de cálculo sobre o imposto devido e impactos financeiros
Notícia
Dólar fecha quase estável após BC reduzir intervenção no câmbio
A moeda norte-americana subiu 0,03%, negociada a R$ 3, 0588 na venda.
01/01/1970 00:00:00
O dólar fechou em leve alta após oscilar entre altas e baixas em relação ao real nesta quinta-feira (18), com as expectativas de que o Federal Reserve seja gradual ao elevar os juros nos Estados Unidos e compensando o impacto da sinalização de que o Banco Central deve reduzir ainda mais o ritmo de intervenção no câmbio.
A moeda norte-americana subiu 0,03%, negociada a R$ 3, 0588 na venda. Veja cotação. Na semana, o dólar acumula queda de 1,9% e no mês, de 4,03%. No ano, há valorização de 15,05%.
"O BC repetiu a dose e aproveitou o momento de bom humor nos mercados externos para reduzir a rolagem (de swaps), o que não é tão surpreendente. A fraqueza da moeda norte-americana no exterior prevalece", afirmou à Reuters o operador da corretora SLW João Paulo de Gracia Correa.
Na véspera, o Fed indicou que a economia dos Estados Unidos provavelmente está forte o suficiente para alta de juros neste ano, mas reduziu sua projeção de crescimento econômico. A manobra foi interpretada por investidores como uma sinalização de que "ele quer subir juros, mas ainda não está confortável para isso", disse Correa.
A reação do mercado foi reduzir as cotações do dólar globalmente, uma vez que postura mais gradual do Fed manteria a atratividade de ativos de outros países. Operadores esperam, de forma geral, que o aperto monetário tenha início em setembro nos EUA. No Brasil, ajudou ainda a expectativa de ingresso de recursos diante da perspectiva de mais altas da Selic.
Menos intervenção do BC
Após o fechamento do mercado na quarta-feira (17), o BC anunciou para esta sessão leilão de até 5,2 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólar, para rolagem do lote que vence em julho. Até a véspera, a autoridade monetária vinha ofertando até 6,3 mil contratos e, antes disso, até 7 mil.
O BC vendeu a oferta total no leilão de rolagem nesta manhã. Com isso, repôs o equivalente a US$ 4,187 bilhões ao todo, ou por volta de 48% do lote total, que corresponde a US$ 8,742 bilhões.
Se mantivesse as ofertas de até 6,3 mil contratos por dia até o penúltimo pregão do mês, como de praxe, o BC rolaria cerca de 74% do lote de julho. Com a oferta menor, essa proporção cairia para por volta de 69%.
"Não muda a tendência do câmbio, que deve ficar um pouco acima de R$ 3 em função da fraqueza do dólar no mundo. No máximo, suaviza um pouco as quedas, porque adiciona um pouco de risco a quem quer especular na baixa", disse à Reuters o gestor de um importante banco internacional, que pediu anonimato.
Na semana passada, quando aconteceu a primeira redução, analistas interpretaram que o BC indicou que está disposto a tolerar um dólar mais valorizado para incentivar a atividade econômica, via exportações, em um momento em que eleva os juros para domar a inflação.
Desde agosto de 2013, o órgão trabalha com o compromisso de recompra da moeda, para conter o avanço do dólar frente ao real. Os leilões diários de "swaps cambiais" funcionam como venda de divisas no mercado futuro, além de venda de dólares com compromisso de recompra. O objetivo é fornecer "hedge" (proteção contra a flutuação cambial) e evitar maiores pressões sobre o câmbio.
O BNP Paribas elogiou em nota a clientes a decisão de reduzir novamente a rolagem, ressaltando que o momento atual é a "melhor oportunidade" para reduzir o estoque de swaps e compensar uma política monetária apertada sem gerar volatilidade, segundo a Reuters. Além disso, o banco destacou que a postura cautelosa do Fed contribui para atrair recursos para o Brasil, o que permite que o BC seja mais agressivo.
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