Material reúne 745 perguntas e respostas para auxiliar no preenchimento da declaração do IRPF referente ao ano-calendário 2025, com inclusões e atualizações baseadas em mudanças na legislação tributária
Notícia
Planejar a sucessão é uma estratégia preventiva contra aumento de impostos
Antes de mais nada é preciso realizar um diagnóstico do patrimônio envolvido, verificando, por exemplo, a atual situação documental dos bens e direitos
01/01/1970 00:00:00
Se não bastassem já tantas más noticias - como aumento da gasolina, alta do dólar, crescimento da inflação - estamos convivendo novamente com a ameaça de mais aumentos de impostos. E, desta vez, os ministros da área econômica fizeram questão de antecipar que estão pensando seriamente em aumentar impostos para o “andar de cima”, seja o sobre herança seja o sobre “grandes fortunas”, mesmo que não tenham explicado o que querem dizer com “isto”.
Só este noticiário já tem produzido um corre corre nos family offices, com antecipação de doações, transferência de recursos para o exterior, transferência de cotas com usufruto, entre outras medidas. Há, no entanto, medidas alternativas para lidar com tal risco e ao mesmo tempo buscar estratégias mais adequadas e seguras para uma melhor gestão do patrimônio familiar em vida e na eventual sucessão.De maneira resumida, o que costuma-se recomendar é o que chamamos de “planejamento patrimonial e sucessório” que visa a estudar as circunstâncias peculiares de cada família, visando a compreender quais as melhores alternativas para cada situação. Isto porque sabemos que não há uma solução padrão, já que cada família tem uma realidade diferente, seja nos aspectos do relacionamento interpessoal, seja no modelo de gestão que adota nos negócios, bem como quanto ao seu processo decisório.
Antes de mais nada é preciso realizar um diagnóstico do patrimônio envolvido, verificando, por exemplo, a atual situação documental dos bens e direitos, definindo o que, de fato, poderá ser objeto de um planejamento patrimonial. Há vários casos de pessoas que dizem possuir determinado patrimônio, mas, em virtude de falta de organização ou práticas irregulares quando da aquisição, não possuem a titularidade oficial dos bens que desejam proteger.
No que tange às participações societárias, tudo vai depender se a(s) empresa é (são) controlada(s) por apenas um ou mais famílias, pois aí pode residir uma peculiaridade do trabalho. Se no âmbito de apenas uma família, muitas vezes encontra-se dificuldades para um alinhamento sobre o futuro, imaginem quando envolve mais de um grupo familiar. Será fundamental alinhar expectativas.
Outra questão importante serão as entrevistas individuais confidenciais, visando a apurar a vocação dos herdeiros que possuem melhores condições para suceder aos pais, avós ou tios na gestão dos negócios. Aqui o trabalho não é apenas jurídico e poderá envolver outros profissionais como os psicólogos que serão fundamentais para ajudar no processo de alinhamento interno.
Uma vez listado o patrimônio, há que se procurar estudar e sugerir, seja do ponto de vista do Direito Societário, Contratual, Familiar ou Tributário, quais seriam as estruturas jurídicas mais recomendadas à realidade daquele grupo familiar. Não se pode deixar de calcular os custos pós restruturação.
E os advogados envolvidos precisam ter bastante cuidado ao propor todas as questões, pois este tipo de trabalho mistura interesses societários, familiares e patrimoniais que podem ensejar potenciais conflitos de toda ordem. Ciúmes, inveja, poder, status não estão apenas presentes nas negociações, mas remontam ao passado dos relacionamentos e podem influenciar este tipo de negociação.
Apresentada a sugestão da nova estrutura patrimonial a ser implementada, a mesma precisará ser discutida entre os principais envolvidos, visando a se buscar um acordo de vontades, o qual é recomendável que seja formalizado e muito bem guardado na sede da respectiva empresa. Recomenda-se buscar profissionais que tenham perfil mediador para conduzir estas tratativas.
Isto tudo ainda parece complicado para muitos empresários tanto que a maioria das empresas brasileiras ainda é controlada diretamente por pessoas físicas, de maneira que o patrimônio das mesmas está excessivamente exposto aos riscos dos negócios operacionais e, muitas vezes até, os bens pessoais e empresariais encontram-se misturados dentro das empresas.
Com a ameaça recente de que o Governo Federal possa vir a instituir medidas mais rigorosas de tributação das pessoas físicas que possuem um maior patrimônio imobiliário e/ou rendas, pode ser bastante oportuno ao empresário começar a refletir se não está na hora de começar planejar melhor o futuro das suas empresas e o seu próprio, seja do ponto de vista profissional, como pessoal.
Em síntese, a palavra chave é antecedência. Quanto mais cedo o empresário buscar informações, procurar organizar seus bens e refletir o que deseja para então envolver seus familiares e potenciais herdeiros e desenvolver um projeto de planejamento de longo prazo, maiores são as suas chances de estar preparado quando e se vier a ser editada uma nova legislação sobre herança ou renda.
Ao dar o primeiro passo nesta direção, irá perceber uma das consequências positivas imediatas do planejamento: desde o processo de coleta da documentação envolvida estará gerando uma melhor organização das atividades empresariais e, portanto, um maior controle sobre tudo o que possui. E isto refletirá diretamente na Governança Corporativa das suas empresas, independente do seu porte.
Portanto, aproveitando que ainda não há projeto de lei ou medida provisória em trâmite no Congresso Nacional que trate do aumento de imposto sobre heranças ou “grandes fortunas”, é tempo de começar a pensar como enfrentar este hipotético cenário.
E com esta nova atitude, poderá estar se antecipando e se prevenindo de vir a ser atingido na pessoa física, por novas medidas governamentais.
Parafraseando o velho ditado: melhor planejar do que vir a pagar mais imposto.
Notícias Técnicas
Receita Federal identificou falhas na declaração pré-preenchida do IR 2026 e orienta contribuintes a usar informes de rendimentos para evitar problemas
Com novas exigências fiscais e avanço da tecnologia, contadores ganham protagonismo na gestão, na conformidade e no crescimento das empresas em 2026
Lei 15.270/2025 cria retenção e passa a considerar renda global, ampliando risco de tributação no IR da pessoa física
Entenda como funciona a homologação trabalhista, quais documentos são exigidos, o que mudou com a Reforma Trabalhista e quais cuidados evitar
Beneficiários poderão acessar o dinheiro por diferentes canais, como Caixa Tem e Meu INSS, sem obrigatoriedade de uso do aplicativo
A Resolução CFC nº 1.795/2026 altera regras anteriores. Entenda
Tecnologia centraliza regras fiscais e evita cálculos manuais na hora de emitir o Documento Nacional de Arrecadação
A redução de IRPJ e CSLL volta ao centro do debate no STJ e pode impactar diretamente empresas do setor odontológico
A recente Solução de Consulta COSIT n° 28/2026 marca um novo e relevante capítulo na tributação dos planos de previdência privada, especialmente no que se refere ao VGBL no contexto sucessório
Notícias Empresariais
Crescer não é apenas sair do lugar. É chegar em um lugar diferente
Alta de saídas voluntárias e desligamentos por justa causa expõe descasamento entre cultura prometida e experiência vivida, e recoloca liderança, pertencimento e desenvolvimento no centro da agenda estratégica do RH
Com atitudes simples e consistentes, é possível assumir o controle, reduzir dívidas e construir um futuro mais seguro
Pesquisa mostra que 69% buscam emprego estável e de longo prazo
Nos últimos anos, poucas expressões ganharam tanta visibilidade no mundo corporativo quanto a transformação digital e seu impacto na produtividade
Projetos em questão envolvem todas as áreas do negócio
Ao analisar documentos regulatórios, é possível identificar oportunidades e conectar informações para obter resultados financeiros
Mesmo com juros básicos a 14,75%, saques em fundos de investimento e na poupança cresceram em março. Inflação, petróleo caro e endividamento reduziram a capacidade do brasileiro de poupar
Combinar a solidez da tradição com a criatividade e o pensamento disruptivo da inovação pode abrir caminho para o sucesso no longo prazo
Entre o luto silencioso da perda, a humilhação disfarçada de recolocação e a descoberta de um mercado mais exigente e menos generoso, recomeçar profissionalmente exige mais do que currículo: exige estômago
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
