Exame técnico sobre as regras da Receita Federal para entrega extemporânea, metodologia de cálculo sobre o imposto devido e impactos financeiros
Notícia
Pequenas, médias e grande empreendedoras fazem a diferença
Cada dia mais, as mulheres estão deixando de exercer somente as tarefas domésticas para mergulhar no ramo empresarial.
01/01/1970 00:00:00
Cada dia mais, as mulheres estão deixando de exercer somente as tarefas domésticas para mergulhar no ramo empresarial. Micro, pequenas, médias ou grandes empreendedoras, elas fazem o diferença no ramo e garantem sucesso na vida profissional. Dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) apontam que as mulheres empreendedoras são maioria no Brasil, com 52,2%. Na Bahia, o número também é considerado alto, pois 540.828 mulheres são empreendedoras nas categorias MEI, microempreendedor e EPP.
Com excelência no atendimento, elas tem dominado o mercado empresarial brasileiro e atualmente o país tem 7.025.368 mulheres donas do próprio negócio no Brasil. A proporção de empreendedoras por oportunidade no Brasil é de 66,2% das mulheres. Já em relação a região Nordeste, o percentual de empreendedora iniciais em 2013 foi de 49,1%, destas, 33,4% apresentava faixa etária de 25 a 34 anos. Diferente, dos dados nacionais, na região, a proporção de mulheres empreendedoras por necessidade atinge 42,9%.
De acordo com estudo realizado no início do ano pelo Sebrae, em parceria com o Dieese, a participação feminina no mercado de trabalho cresceu 93% em dez anos. Além disso, o Anuário das Mulheres Empreendedoras e Trabalhadoras em Micro e Pequenas Empresas, aponta que a diferença de salários entre os homens empregados nas empresas de maior porte e as mulheres é de 44,5%. Já nos pequenos negócios, essa diferença cai para 23,5%. Com isso, é cada vez mais comum as mulheres serem chefes de família ou obterem a independência financeira cada vez mais cedo.
Para Fernanda Gretz, gerente de atendimento individual do Sebrae Bahia, chefiar a família e complementar a renda são os principais motivos que levam as mulheres ao empreendedorismo. “A mulher sempre foi educada para ser funcionária de empresa, mas hoje elas tem um olhar empreendedor e uma sensibilidade única que a fazem identificar as oportunidades de negócios”, disse a gerente, ressaltando o acentuado crescimento do empreendedorismo feminino. “É um crescimento relevante para o país e para a Bahia. Percebemos uma ampliação, principalmente no micro empreendedorismo individual”, afirmou.
Um exemplo disso, são sócias -fundadoras do Instituo Beleza Natural, Zica Assis e Leila Velez, que hoje são ícones de empreendedorismo feminino e dão palestras no Brasil e no mundo contando a história no ramo. “Todo empreendedor tem um sonho muito grande. Mas é preciso tangibilizar o que pode ser real. Um caminho é entregar metas parciais para alcançar o sonho principal. Nós dobramos de tamanho em um ano e teremos 120 institutos até 2018, só que esse projeto foi fruto de dois anos de muito estudo e planejamento para alcançar esse objetivo. É importante você conhecer bem o seu negócio e saber manter o que é essencial ao longo desse processo, que para nós, por exemplo, é o atendimento, qualidade, a nossa cultura organizacional. É aquilo que não abrimos mão, para que isso não se torne um problema para a marca”, explica Leila Velez.
Dos três mil funcionários da empresa, 95% são mulheres e 90% estão no primeiro emprego, pois o Instituto não exige experiência anterior e oferece treinamento a todos os funcionários. As empresárias ainda ressaltam que há uma exclusividade por mulheres para os cargos da linha de frente dos institutos. Além disso, 99,3% dos clientes de toda a rede de salões são formados por mulheres.
Com um porte menor que o Beleza Natural, mas não menos importante, Zélia Barros de Assis, também mantêm um ‘negócio’ no bairro do Engenho Velho de Brotas. Professora aposentada, ela conta que investiu no comércio de roupas para complementar a renda da família, formada pelo marido e três filhos. “Com a aposentadoria ficaria com tempo livre e me preocupando apenas com os trabalhos domésticos. Conversei com meu marido, sobre a idéia de investir em roupas femininas e ele concordou. Inicialmente, aluguei um ponto para montar uma pequena loja, mas com os resultados recebidos, consegui comprar o espaço”, contou.
Segundo Gretz, o ramo de estética e comércio de confecções ainda são os preferidos pelas mulheres. “Diante do cuidado natural, geralmente, as mulheres buscam sempre investir em segmentos da estética, alimentação ou no ramo de confecções”, explica, destacando o diferencial das mulheres em relação aos empreendedores masculinos. “O negócio sempre começa com uma ideia e as mulheres sempre sabem colocá-la em prática. Além disso, conseguem perceber nuances e apresentam cuidado especial com o ambiente da empresa, limpeza e qualidade no atendimento”, afirma.
Diminui a diferença salarial com os homens
Ainda no setor empresarial, outra conquista das mulheres vem ganhando destaque. De acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, a diferença salarial entre homens e mulheres nas micro e pequenas empresas brasileiras caiu nos últimos 10 anos e é menor que a verificada nas médias e grandes corporações. O mesmo levantamento mostra que, em média, é de 30% a diferença de salário entre mulheres que trabalham para grandes empresas e aquelas empregadas em negócios de menor porte. Enquanto isso, entre os homens, essa disparidade é de 40%.
Ainda segundo o levantamento, a participação na massa salarial também seguiu a mesma tendência de crescimento da participação feminina. A soma das remunerações das mulheres nas micro e pequenas empresas aumentou 160% e, dos homens, 106% (descontada a inflação do período). A mão de obra feminina nas micro e pequenas empresas corresponde a 38,6% do total de empregados e o setor que mais contrata mulheres é o de Comércio, seguido pelo de Serviços.
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