O PGD DCTF 3.8b permite a declaração das quotas do IRPJ e da CSLL de SCP referentes ao 4º trimestre de 2024
Notícia
Atenção: seu cliente agora está de olho na taxa de juros
Pesquisa da Boa Vista SCPC revela que 85% dos consumidores com renda familiar mensal entre R$ 2.030 e R$ 8.700 controlam os gastos
01/01/1970 00:00:00
A paulistana Elaine Cristine Alves, 33, dona de um pequeno buffet, é aquela típica consumidora que não resistiu à abundante oferta de crédito e facilidades para encher a carteira de cartões. Em quatro meses, ela renovou a casa com móveis, geladeira, fogão e TV.
Na hora de pagar as prestações, o orçamento foi insuficiente. Um ano e meio após a decisão de equipar a casa, ela está prestes a sair da lista de inadimplentes.
“Só falta pagar uma prestação de R$ 77. Acabou a loucura. Joguei fora os cartões”, afirma Elaine. “Agora faço conta e quero saber o quanto vou pagar de juros em um financiamento”, disse, na terça-feira (28), enquanto fazia consulta ao SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito,) administrado pela Boa Vista Serviços.
O comportamento de Elaine acaba de ser identificado em uma pesquisa feita pela Boa Vista SCPC pela internet, em parceria com o programa Finanças Práticas. Ao consultar mil consumidores usuários do site Consumidor Positivo (www.consumidorpositivo.com.br), a Boa Vista constatou que 85% deles, pertencentes à classe C, com renda familiar mensal entre R$ 2.030 a R$ 8.700, pelo critério da FGV, controlam os gastos do mês.
Outros dados identificados: de cada cem entrevistados, 94 pesquisam preços antes de uma compra, 83 observam mais a qualidade do produto do que o preço, e 66 consideram mais importante a taxa de juros do que se o valor da prestação cabe no orçamento.
A taxa média de juros para aquisição de bens saltou de 78,1% ao ano em dezembro de 2013 para 82,3% ao ano em dezembro passado.
“O resultado do levantamento surpreendeu, por revelar um consumidor mais amadurecido em relação aos gastos e com o uso do crédito”, afirma Flávio Calife, economista da Boa Vista SCPC.
Será que esta cautela do consumidor com os gastos e com compras a prazo é de fato um aprendizado que veio para ficar, ou reflete apenas a situação do momento?
Para o economista Calife, o brasileiro está mais cauteloso devido ao risco da inadimplência. Some-se a isso o fato de as próprias instituições financeiras estarem mais seletivas na hora de liberar o financiamento.
Em 2011 e 2012, a inadimplência do consumidor atingia 7,74% e 7,96%, respectivamente, segundo o Banco Central. Em 2013 e 2014, as taxas caíram para 6,7% e 6,5%. São números, segundo Calife, que refletem essa cautela do consumidor em relação às compras a prazo.
(DES)CONTROLE DE GASTOS
“O crescimento da renda e do emprego, os juros menores e os prazos mais longos de financiamento contribuíram para o descontrole dos gastos de grande parte dos consumidores”, afirma Marcel Solimeo, economista chefe da Associação Comercial de São Paulo. “Houve, sim, um processo de aprendizado. O consumidor está hoje mais consciente”, diz.
Se há mais cautela e consciência por parte do consumidor, há também mais preocupação e menos confiança na economia. “Se o consumidor está mais cauteloso, não é porque ele se educou ou aprendeu a fazer conta. É porque está com medo de perder o emprego e não pode assumir mais compromissos”, afirma Nelson Barrizzelli, consultor de varejo.
De fato, a confiança dos consumidores na economia é uma das mais baixas dos últimos anos. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE-FGV) caiu 6,7% em janeiro na comparação com dezembro de 2014, passando de 96,2 para 89,8 pontos. É o menor índice da série histórica desde setembro de 2005.
Silvio Sales, pesquisador do IBRE-FGV, afirma que este comportamento mais retraído do consumidor vem gerando reflexos no comércio. De janeiro a novembro de 2014, as vendas do varejo, incluindo material de construção e veículos, caíram 1,6%, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE. Este mesmo indicador cresceu 8% em 2012 e 3,6% em 2013, o que confirma a perda de dinamismo do consumo em 2014.
“A realidade forçou essa consciência em um ambiente econômico muito apertado”, diz Silvio Sales, pesquisador do IBRE-FGV. “Segurança nos indicadores de emprego e renda é fundamental nas decisões de consumo, principalmente em compras que dependem do crédito, como bens duráveis. E tudo isso acirra a competição no varejo, que precisa continuar a vender.
Outras pesquisas conduzidas no final do ano passado já revelavam um consumidor bem mais contido nos gastos. Estudo do Data Popular e da CNC (Confederação Nacional do Comércio) mostrou que 49% dos entrevistados da classe C (neste caso, pessoas com renda per capita mensal de R$ 320 reais a R$ 1.120 mês) estavam com poder de compra menor do que seis meses antes.
“Já havia no último trimestre do ano uma percepção da classe C de que deveria frear seus gastos. As festas de final de ano, contudo, constituem estímulos ao consumo, como sabemos. O final de janeiro começou a cobrar sua conta. Com os pacotes anunciados pelo governo federal, a restrição de crédito será excessivamente forte. Assim, a queda do consumo é algo previsível neste primeiro semestre”, afirma o sociólogo Rudá Ricci.
E não poderia ser diferente. As projeções para a economia brasileira são bastante pessimistas para este ano. A promessa do governo de equilibrar as contas deve resultar em menos investimentos e, portanto, menos emprego. A inflação e os juros devem desestimular a produção e, como consequência, o emprego e o consumo. E ainda é preciso conviver com a crise hídrica e a falta de energia, não no Nordeste, mas em grandes capitais do Sudeste.
É por isso que, na pesquisa da Boa Vista, 54% dos consumidores se consideram equilibrados em relação aos hábitos de consumo e 12%, em hábitos econômicos. Se o mesmo levantamento tivesse sido realizado há dois ou três anos, o percentual que se refere ao grupo de consumistas seria muito maior, segundo Calife
A cautela dos consumidores em relação aos gastos não ocorre apenas nas classes de menor poder aquisitivo. “Isso está acontecendo com todos os brasileiros e reflete o momento econômico do país. Existe uma insegurança, uma instabilidade em relação ao emprego e isso faz com que os consumidores fiquem mais cautelosos para contrair novas dívidas”, afirma Alexandre Van Beeck, diretor de consultoria GS&MD, especializada em varejo.
O comércio, portanto, vai ter de se adaptar a um novo patamar de consumo, pelo menos até que o consumidor volte a ter a segurança de que vai permanecer empregado.
Notícias Técnicas
Chatbot auxilia os contribuintes a resolver dúvidas gerais sobre a Reforma Tributária (RTC) e reforça o compromisso da Receita Federal com inovação e responsabilidade
O Encat publicou, a Nota Técnica 2026.001, que regulamenta a vinculação do pagamento aos Documentos Fiscais eletrônicos (DFe)
O Fisco publicou, nesta 4ª feira (04.fev.2026), um pacote de Schemas que engloba vários segmentos dos Documentos Fiscais Eletrônicos
A Receita Federal publicou, nesta 4ª feira , a Portaria RFB nº 645, que altera regras do Programa Receita Social Autorregularização
O CARF deu provimento, por maioria de votos, ao recurso de uma operadora portuária que questionava a glosa de créditos de Cofins relacionados a pagamentos realizados à SUPRG
O CARF negou, por voto de qualidade, provimento ao recurso de contribuinte que contestava a incidência da CIDE sobre remessas ao exterior
O CARF negou, por voto de qualidade, recurso de contribuinte que questionava autuações fiscais relativas à amortização de ágio e dedução de despesas financeiras vinculadas a mútuos intercompany
Reunião institucional discute capacitação técnica para contadores, combate à desinformação tributária e integração tecnológica entre sistemas
Receita Federal atualiza página de transação tributária com comparativo de editais, passo a passo e simuladores para facilitar adesão
Notícias Empresariais
Líderes que reconhecem e reorganizam o desgaste constroem algo mais raro: times que continuam inteiros mesmo em contextos difíceis
Gestão dos riscos psicossociais deixa de ser discurso e passa a definir produtividade, governança e sustentabilidade nas empresas
Boas práticas transformam colaboradores em embaixadores de marca, fortalecem bem-estar e elevam a cultura organizacional
Falta de planejamento financeiro e controle do caixa ainda é um dos principais gargalos para a sustentabilidade dos pequenos e médios negócios no Brasil
Eles também precisarão pagar indenização por danos morais. Especialista explica sobre a prática
Do impacto dos medicamentos de controle de peso à explosão das comunidades de fãs, estratégias de mercado que priorizam o bem-estar, microssegmentação e experiências presenciais
Este ano começou com um movimento claro no mercado de Recursos Humanos: os benefícios corporativos deixaram de ser vistos como custo
Segundo estudo, ambiente macroeconômico adverso não impacta apenas as empresas que entram em RJ, mas também aquelas que já estão em reestruturação
Após trocas de sinal ao longo do dia, o dólar fechou a sessão desta quinta-feira, 5, cotado a R$ 5,2535 (+0,08)
Empurrar decisões mantém a carreira funcionando. Mas escolher é o que permite que ela avance com mais sentido — antes que o tempo escolha no seu lugar
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade

