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Notícia
Vendas do comércio sobem 0,7% em novembro, acima do esperado
No acumulado de janeiro a novembro de 2013, as vendas do varejo registraram alta de 4,3% 16 de janeiro de 2014 | 9h 57
01/01/1970 00:00:00
As vendas do comércio varejista subiram 0,7% em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal, informou nesta quinta-feira, 16, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o setor mostra aceleração frente a outubro, quando registrou alta de 0,3%.
O resultado veio acima do esperado pelos analistas de mercado ouvidos pelo AE Projeções, que, na mediana, esperavam alta de 0,45%. O intervalo de previsões foi de -0,90% a +0,80%.
Na comparação com novembro de 2012, as vendas do varejo tiveram alta de 7,0% em novembro de 2013. Nesse confronto, as projeções variavam de 3,8% a 7,0%. No acumulado de janeiro a novembro de 2013, as vendas do varejo restrito registraram alta de 4,3% e, em 12 meses, a expansão foi de 4,4%.
O volume de vendas da atividade de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo cresceu 5,7% em novembro do ano passado, em relação ao mesmo mês de 2012. Com isso, o segmento exerceu o principal impacto sobre o total vendido pelo varejo, responsável por 40% da taxa de 7,0% de crescimento nas vendas do comércio varejista, na mesma base de comparação.
Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas subiram 1,3% em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal. O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam um resultado de -1,5% a 1,5%, com mediana de 0,35%.
Na comparação com novembro de 2012, as vendas do varejo ampliado tiveram alta 5,7% em novembro de 2013, no teto das projeções (+1,0% a 5,7%). No acumulado do ano, as vendas do comércio varejista ampliado tiveram uma alta de 3,6%, e, em 12 meses, houve aumento de 3,8%.
Média móvel. A alta de 0,7% nas vendas do comércio varejista em novembro fez a média móvel trimestral do setor ficar em 0,5% no mês, segundo a Pesquisa do IBGE. Em outubro, a média móvel das vendas no varejo tinha sido de 0,6%.
O IBGE revisou ainda a taxa do volume de vendas no comércio varejista em outubro ante setembro de 2013, de 0,2% para 0,3%. A taxa de julho ante junho também foi revisada, de 2,1% para 2,0%. Já o volume de vendas do varejo ampliado em outubro ante setembro de 2013 foi revisado de 1,8% para 2,0%.
Receita nominal. A receita nominal do comércio varejista aumentou 1,1% na passagem de outubro para novembro de 2013, segundo o IBGE. Como resultado, a média móvel trimestral da receita ficou em 0,9% no trimestre encerrado em novembro. Na comparação com novembro de 2012, a alta foi de 13,8%. No ano, a receita acumulou alta de 12,0%, e, em 12 meses, aumento de 11,9%.
No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, a receita nominal teve aumento de 1,7% em novembro ante outubro. A média móvel trimestral ficou em 1,3% em novembro. Na comparação com novembro de 2012, houve expansão de 11,3%. No ano, a receita acumulou alta de 8,8%, e, em 12 meses, crescimento de 8,7%.
Taxas positivas. Na passagem de outubro para novembro, o comércio varejista registrou taxas positivas em todos os seus segmentos, exceto na atividade de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio. O recuo no volume vendido pela atividade foi de 2,1%.
Já os resultados positivos foram verificados em Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,6%); Tecidos, vestuário e calçados (1,5%); Móveis e eletrodomésticos (1,5%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,1%); Combustíveis e lubrificantes (1,1%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,7%); e Livros, jornais, revistas e papelarias (0,6%).
No conceito ampliado, que inclui as atividades de veículos e material para construção, o destaque foi a alta de 2,5% nas vendas de Veículos e motos, partes e peças. O segmento de Material de construção teve crescimento de 0,5%.
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