É falsa a informação divulgada por portais de que mesada dada pelos pais aos filhos seria acréscimo patrimonal
Notícia
Crédito deve ser moderado em 2014
Se o crescimento do crédito for moderado em 2013, como se espera – os resultados ainda serão divulgados no fim do mês –, neste ano a tendência deve ser a mesma.
01/01/1970 00:00:00
Se o crescimento do crédito for moderado em 2013, como se espera – os resultados ainda serão divulgados no fim do mês –, neste ano a tendência deve ser a mesma. Com um ritmo menor de crescimento, o crédito também deve influenciar as vendas do comércio. Segundo a pesquisa de projeções e expectativas da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as operações totais de crédito devem crescer 14,5% neste ano. Para a pessoa física, a evolução no crédito projetada pela pesquisa é de 10,5%.
Os especialistas ainda aguardam os dados oficiais do ano passado, mas a LCA Consultoria estima que o crescimento das operações totais de crédito em 2013 tenha sido de 15%.
Para 2014, a consultoria espera uma elevação menor, de 14%, considerando um desaquecimento de concessões de financiamentos por parte dos bancos públicos, como a Caixa e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). "Existe uma orientação do governo para reduzir o ritmo de concessões de crédito em 2014. Na nossa avaliação, o crédito para o consumo deve continuar crescendo em ritmo moderado", diz Wermeson França, economista da LCA Consultoria.
Ele lembra que, em 2013, houve um crescimento puxado pelo crédito direcionado, do BNDES, e do segmento imobiliário. "São linhas de menor risco. Os financiamentos imobiliários devem fechar o ano passado com alta de 33%", afirma.
Pessoa física
Segundo os dados mais recentes do BC, nos 12 meses encerrados em novembro o crédito para a pessoa física cresceu 8,2%, ante 10,5% em 2012. O próprio governo já sinalizou que o ritmo menor de aumento deve atingir um patamar sustentável. Esta trajetória do indicador pode sinalizar um 2014 mais morno para as vendas do comércio varejista. O crédito destinado ao consumo para pessoa física é um dos componentes que influenciam as vendas a prazo do comércio.
Para Emilio Alfieri, economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), as vendas à vista devem ajudar o comércio, mas com o crédito mais restrito as vendas parceladas tendem a desacelerar. "Os grandes bancos estão deixando o crédito ao lojista, destinado ao financiamento das vendas de eletrodomésticos ao consumidor, e agora se concentram nos imóveis. É uma linha mais segura. Por outro lado, as financeiras estão voltando a fazer parcerias com os lojistas", explica.
Na avaliação de Alfieri, todo o movimento já produziu impacto no varejo. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já mostraram um recuo das vendas de 8% em 2012 para 4% no final de 2013. "Já foi metade do que cresceu em 2012", completa.
Inflação
Ele lembra que a taxa básica de juros em 10% ao ano também aumentou o custo do crédito ao consumidor para 26% ao ano, embora o juro para a pessoa física tivesse se mantido em dois dígitos, em torno de 24% ao ano, quando a Selic estava em 7,5% ao ano. "O consumidor não sente tanto a elevação do juro e sim o encurtamento do prazo de pagamento", afirma.
Outros fatores de desaceleração do consumo, diz Alfieri, foram a inflação pressionada e o desaquecimento da massa salarial, além do menor ritmo de criação de novos empregos. "São fatores que fazem com que haja não só menos crédito, mas menos consumidores. Com o programa 'Minha Casa Minha Vida', o consumidor deslocou o foco das compras no varejo e buscou conter gastos para entrar em prestações mais longas, com duração de 20 anos a 30 anos", afirma Alfieri.
Para Wermeson França, a estimativa para o crescimento das vendas no comércio é de 4,5% em 2013 e de 4% em 2014. Além do crédito crescendo em ritmo moderado, os fatores que contribuem para isso, no momento, são a inflação alta e concentrada em alimentos, o comprometimento das famílias com dívidas e o custo de financiamento mais elevado, em um cenário de seletividade maior por parte dos bancos. "O índice de comprometimento de renda está em 22% e manteve esse patamar ao longo de 2013, sem quedas. Esse porcentual sobre a renda compreende todas as prestações e financiamentos que o consumidor tem no sistema financeiro. É a parcela da renda das famílias destinada ao pagamento de juros da dívida. É considerada a mais alta em relação aos padrões internacionais do indicador, que está em torno de 15% nos Estados Unidos", diz o economista.
Ajuste
Nicola Tingas, economista-chefe da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento), lembra que em 2013 houve um ajuste nas carteiras de crédito dos bancos, que privilegiou os consumidores com real capacidade de pagamento. "Essa qualidade nas carteiras de crédito já reflete na queda da inadimplência. O consumidor passou por um momento de aprendizado. Em 2014 vamos ter um consumidor mais ajustado e fazendo escolhas realistas em um ambiente de estímulos, como em todo ano eleitoral", avalia. O economista lembra que, com a inadimplência em níveis baixos, os bancos podem voltar a buscar mais risco para suas carteiras, na tentativa de conquistar mais nichos de mercado. "Existe a procura por um novo mercado de oferta. O crédito ainda roda muito no curto prazo e o desafio é colocá-lo no longo prazo. Vamos precisar ver como será o direcionamento da política econômica do governo, após a eleição, para saber se haverá espaço para o alongamento de prazos no crédito", conclui Tingas.
Fonte: http://www.dcomercio.com.br/2014/01/07/credito-deve-ser-moderado-em-2014
Notícias Técnicas
Entenda os prazos, documentos necessários e dicas para não cair na malha fina
As empresas precisam ficar atentas a uma importante obrigação que vence nesta próxima sexta-feira, dia 27 de fevereiro
Visão técnica sobre o teto de abatimento fiscal, despesas elegíveis e o impacto do modelo completo de declaração para o ano-calendário de 2025
Os passos essenciais para declarar o Imposto de Renda de forma segura em 2026
A Solução de Consulta Cosit nº 20, publicada em 24 de fevereiro de 2026, definiu que as inscrições no Registro Especial de Controle de Papel Imune, REGPI.
As mudanças no ITCMD , aprovadas no âmbito do PLP 108/2024, convertido na Lei Complementar nº 227/2026, representam uma das alterações mais relevantes da Reforma Tributária
Fisco respondeu ofício da FENACON enviada no início deste mês e reconheceu instabilidade no e-CAC
Jornada de 6 horas, horas extras, PLR e equiparação salarial: um guia para contadores e DP
Documento da CNI reúne ações sobre dividendos, benefícios fiscais, PIS/Cofins e compensação tributária, com reflexos para o planejamento fiscal das empresas
Notícias Empresariais
Carreira não avança apenas quando há problema. Avança quando você decide tensionar a própria zona de segurança antes que o mercado faça isso por você
Exaustão, falta de foco e má gestão de energia colocam em risco a performance e a qualidade das decisões no ambiente corporativo
Descubra as principais tendências globais de benefícios corporativos em 2026 e como o RH pode usar dados, bem-estar e flexibilidade para atrair talentos
A linha que separa o trabalho e a vida pessoal está se tornando cada vez mais tênue
Com a ampliação da lógica de créditos tributários, a Reforma Tributária do Consumo altera de forma silenciosa a dinâmica de poder nas relações comerciais
Entenda como a sinergia entre governança e compliance impulsiona a reputação, atrai investimentos e garante a perenidade do negócio
O processo é totalmente digital e é necessário atualizar o app Caixa Tem
O desafio é investir em novas tecnologias e lidar com os impactos sociais; discursos genéricos não bastarão
Mais de 60% das empresas globais devem priorizar modelos híbridos ou privados para cargas de trabalho críticas até o final de 2026
Quando bem estruturada, terceirização melhora a operação, evita passivos trabalhistas, amplia vantagens fiscais e melhora a competitividade do negócio
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
