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Notícia
BC indica que juros podem subir até 11%
Apesar da queda do dólar e dos reajustes menores de preços nos últimos três meses, os índices continuam em níveis elevados e podem afetar decisões de consumo e investimento.
01/01/1970 00:00:00
Para recuperar a credibilidade, o Banco Central endurece o discurso contra a inflação. Analistas veem rompimento com o Planalto, ao qual a instituição ficou subordinada com a missão de entregar à presidente Dilma a menor taxa Selic da história
O Banco Central (BC) deu ontem um sinal claro de que, em novembro, quando ocorrerá a última reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom), enterrará uma das maiores bandeiras do governo Dilma Rousseff: taxa básica de juros (Selic) abaixo de 10% ao ano. No entender dos especialistas, o BC disse mais do que isso, na ata em que justificou os motivos que o levaram a elevar a Selic de 9% para 9,5%, na semana passada. Sinalizou que está disposto a continuar aumentando os juros ao longo de 2014, independentemente de a campanha eleitoral já estar nas ruas. As projeções dos analistas apontam para 11%, número que causa arrepios ao Palácio do Planalto.
Ao engrossar o tom para tentar esvaziar as críticas de que foi cooptado pelos interesses políticos, o BC usou a palavra inflação 40 vezes no documento para reforçar a sua preocupação com a alta do custo de vida. Na ata de agosto, foram 34 as menções. Os alertas foram enfáticos. Apesar da queda do dólar e dos reajustes menores de preços nos últimos três meses, os índices continuam em níveis elevados e podem afetar decisões de consumo e investimento. “Taxas de inflação elevadas subtraem o poder de compra de salários e de transferências (de rendas, como o Bolsa Família), com repercussões negativas sobre a confiança e o consumo das famílias”, assinalou. “Essas distorções se manifestam, por exemplo, no encurtamento dos horizontes de planejamento das famílias, empresas e governos, bem como na deterioração da confiança de empresários”, acrescentou.
Virada
Para os diretores do BC, a “elevada variação dos índices de preços ao consumidor nos últimos 12 meses — insistentemente acima de 6% — contribui para que a inflação ainda mostre resistência”. Diante disso, houve uma virada nas apostas do mercado. Até a semana passada, a maioria dos economistas ouvidos pelo Correio acreditava que a Selic subirá apenas mais 0,25 ponto em novembro, para 9,75%, permanecendo nesse patamar durante todo o ano de 2014. “Agora, ficou claro que o BC trabalha com a possibilidade de um ajuste maior, de 0,5 ponto no mês que vem, e que pode fazer até mais, caso a inflação não perca a força”, disse o economista Antonio Madeira, da LCA Consultores.
Dentro da equipe econômica, o clima é de apreensão. Ao mesmo tempo em que reconhece a importância de o BC manter as rédeas da inflação, avalia que juro acima de 10% ao ano poderá abrir um forte precedente para a oposição bater no governo. Esse ataque ficou evidente desde que Marina Silva, ex-ministra de Lula, se uniu ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos, no PSB, numa chapa que pode tirar muitos votos de Dilma. Para Marina, durante a atual administração, houve um retrocesso na gestão da economia, com a fragilização do tripé que sustentou a estabilidade do país — metas de inflação, ajuste fiscal e câmbio flutuante. Dilma respondeu que manteve esses três pontos intocados.
Leniência
O mercado interpretou a ata do Compom como um sinal de que o BC vai endurecer o combate à inflação. Em um primeiro momento, o Itaú Unibanco informou que manteria a previsão de apenas mais uma alta de 0,25 ponto na Selic em novembro. Três horas depois, reviu a estimativa. “Esperamos, agora, uma nova alta 0,50 ponto em novembro e uma última elevação, de 0,25 ponto, em janeiro de 2014, levando a Selic para 10,25%”, disse o economista-chefe da instituição, Ilan Goldfajn. Mais pessimista, André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, revisou a projeção para a Selic de 10% para 11%. Ele acredita em mais três elevações de 0,50 ponto cada.
O vaivém das perspectivas do mercado decorre da postura errática do BC. Durante um bom tempo, a instituição se mostrou leniente com a inflação, a ponto de atender o pleito da presidente Dilma para que a Selic caísse a 7,25% ao ano, o menor nível da história. Durante cinco meses, a taxa ficou nesse nível, mesmo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) se distanciando do centro da meta, de 4,5%, que deveria ser o alvo da autoridade monetária.
“O Copom parece ter dado um passo claro rumo as suas responsabilidades com o sistema de metas. É como se dissesse: governo, nós não queríamos subir os juros, mas, levando em conta seus sinais truncados no campo fiscal e sua incapacidade de coordenar as expectativas, teremos que ser mais realistas que o rei e subir os juros a despeito de toda liquidez mundial”, enfatizou Perfeito. “O BC rompeu com o Planalto”, cravou.
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