A tecnologia ajuda na hora de fazer a declaração, mas ela depende de uma etapa anterior para realmente fazer diferença
Notícia
Salário terá o menor aumento desde 2005
A crise chegou ao bolso do brasileiro.
01/01/1970 00:00:00
Projeções do Bradesco mostram que ganho real neste ano ficará, em média, em 2,5%, refletindo o baixo crescimento da economia nos últimos dois anos. Consumo das famílias sentirá o baque, já que a oferta de crédito também deverá ser contida
A crise chegou ao bolso do brasileiro. Depois de dois anos seguidos de baixo crescimento e de inflação elevada, os trabalhadores começam a pagar a fatura da desordem econômica. A oferta de empregos esfriou e o peso da frustração com o Produto Interno Bruto (PIB) recai, agora, sobre a renda das famílias, até então o sustentáculo do país. Cálculos do Bradesco mostram que o reajuste real médio dos salários em 2013 será de 2,5% — o menor ganho em nove anos. A instituição projeta ainda uma desaceleração do consumo para 2,7%. No ano passado, essa taxa havia sido de 3,1%.
Além de uma inflação persistente, o endividamento elevado das famílias e bancos mais seletivos na oferta de crédito são vistos como um quadro adverso que pode agravar as condições no país, que já enfrenta sérias dificuldades para encontrar uma taxa de expansão satisfatória. Não à toa, segundo os analistas, os ganhos dos trabalhadores e os empregos estão sendo afetados. As empresas adiaram demissões o quanto foi possível, mas, com as margens de lucro estranguladas pela carestia e por uma economia aquém do ideal, o mercado de trabalho e a renda começam a esfriar. O sonho do pleno emprego, de acordo com os economistas, está ameaçado.
Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) reforçam a tese do Bradesco para a renda. Diminuiu o número de categorias que obtiveram ganhos salariais acima da inflação. Em 2012, 96,3% delas conquistaram reajustes capazes de vencer a carestia. Este ano, o número caiu para 84,5%. O tamanho do ganho real também encolheu, passou de 2,3%, no ano passado, para 1,2%. Especialistas alertam que o processo de correção dos salários, em muitos casos acima da produtividade, deve se tornar cada vez mais raro.
Produtividade
“Os que têm salário próximo do mínimo receberam ganhos maiores que sua produtividade, não nos parece mais possível aumentos tão exagerados”, ponderou Nilson Teixeira, economista-chefe do Banco Crédit Suisse. Alexandre Schwartsman, economista e ex-diretor do Banco Central, ponderou que as empresas, em função do elevado custo de demissão e contratação, adiaram planos de cortar postos. “Houve um entesouramento de mão de obra. Os empresários optaram por esperar o máximo possível na expectativa de que o crescimento do país melhorasse. Como essa recuperação é lenta, eles pararam de absorver perdas e o mercado de trabalho esfriou”, argumentou.
Octavio de Barros, diretor de Pesquisas Macroeconômicas do Bradesco, faz avaliação semelhante. “Desde 2004, a demanda por mão de obra vinha crescendo acima da oferta. Agora, isso se inverteu, a disponibilidade de emprego desacelera a uma velocidade maior”, observou. Com a menor oferta de postos de trabalho, a possibilidade de ganhos acima da inflação se reduziu. Na construção civil, até 2010, era comum um trabalhador migrar de uma empresa para outra, cooptado por rendimentos maiores. Diante da desaceleração da economia, o número de obras caiu e a necessidade de operários, também, o que possibilitou às empresas manterem um empregado por mais tempo e com o mesmo salário.
A situação não se restringiu apenas à construção civil. A indústria amarga as piores condições. O setor parou de gerar postos de trabalho e o total de ocupados em fábricas está nos piores níveis desde 2009. O gasto com a folha de pagamentos, em alguns setores, também está menor, a exemplo dos ramos de transporte, papel e gráfica, produtos de metal, madeira e calçados e couro.
Círculo vicioso
“O crescimento mais fraco da economia influencia negativamente o mercado de trabalho. Não há como ser diferente”, disse José Pastore, professor da Universidade de São Paulo (USP). “Quando se tem queda nas vendas, os segmentos de comércio e serviços sofrem e a indústria, por consequência, produz menos. Tudo isso reflete, em algum momento, em desaceleração do aumento da renda”, explicou. Para Newton Rosa, economista-chefe da Sul América Investimentos, o Brasil entrou em um círculo vicioso. Na visão dele, os sinais são claros de que o mercado de trabalho está perdendo força. “Hoje, o país cresce abaixo do PIB potencial e, para reaquecer o emprego, é preciso de uma atividade mais dinâmica”, argumentou.
Com a renda dos trabalhadores crescendo a um ritmo menor, o varejo começa a se preparar para tempos de vendas em baixa. As projeções do Bradesco são de forte desaceleração no comércio. Enquanto, em 2012, o setor avançou 8,4%, a previsão para este ano é de 3,2%. Para 2014, o cenário piora mais, e o número cai para 3%. A instituição também estima crescimento menor para o crédito em 2013 — expansão de 14%. No ano anterior, havia sido de 16,4%.
Para integrantes do governo, essa diminuição da oferta de empréstimos e financiamentos é influenciada, principalmente, pelos bancos privados, que perderam espaço para as instituições públicas. Depois da cruzada do Palácio do Planalto contra os juros altos, os particulares se viram obrigados a pisar no freio por não terem condições de concorrer no mesmo nível. O endividamento das famílias, também em patamar elevado, deixou mais lento a tomada de crédito. “Tudo está ligado. Esse quadro afeta a economia e o crescimento”, observou Pastore.
» Aposta nas concessões
A fim de minimizar a situação, tentar recuperar o dinamismo da economia, incrementar a renda do brasileiro e garantir a manutenção de postos de emprego, o governo colocou todas as fichas no programa de concessões de infraestruruta. O objetivo é ampliar os desembolsos para obras. Depois de uma queda de 4% no total de recursos alocados pelos setores público e privado no ano passado, a expectativa dos economistas do Bradesco é de uma recuperação em 2013 — um avanço de 5,5%—, o que deve deixar a taxa de investimento em 19,2% do PIB. Se o programa de privatizações obtiver sucesso, esse indicador, até 2018, deve chegar a 22,2%. Caso ele falhe, a expectativa é de que ele fique em 20,7%.
Notícias Técnicas
Gestores profissionais e não remunerados têm regras específicas e diferentes para realizar declaração
Saiba como declarar compra, venda e financiamento de forma correta
É importante lembrar que não haverá DIRF em 2026. E o fim desta obrigação acessória trouxe pontos que já mereciam atenção desde o começo de 2025, com entregas mensais via eSocial e EFD-Reinf
Segurados podem obter o documento pelo aplicativo ou site Meu INSS e também instituição bancária onde o benefício é pago
Nova data amplia prazo para negociação entre empregadores e trabalhadores e reforça compromisso com o diálogo social
O sistema eSocial publicou, em 25 de fevereiro de 2026, a Nota Orientativa S-1.3 – 08/2026, que apresenta ajustes na versão do Manual de Orientação do eSocial
A Receita Federal decidiu que não há crédito complementar a ser apurado na exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins quando utilizado o ICMS incidente
O Ministério da Fazenda abriu prazo até o dia 28 de fevereiro para receber contribuições no segundo ciclo do PARC
Novas normas ajustam regras de ICMS-ST para alimentos, cosméticos e higiene, revogam protocolos anteriores e exigem revisão fiscal por empresas e contadores
Notícias Empresariais
Às vezes, levantar a cabeça dói mas enterrá-la pode custar muito mais caro
O que sustenta ou esvazia o engajamento nas organizações
Antes da IA, empresas precisam estruturar processos, liderança e indicadores para transformar o RH em motor de crescimento sustentável
São 47 milhões de pessoas envolvidas em algum tipo de negócio, formal ou informal
Ferramentas de acesso remoto legítimas são usadas em ataques de engenharia social
Entenda o que a legislação determina sobre o ressarcimento de despesas.
Atualização da norma amplia responsabilidades dos empregadores, prevê multas e transforma saúde mental em item central da segurança do trabalho
Indicador da CNC avança a 104,3 pontos, puxado por compras de bens duráveis e maior acesso ao crédito
No ano, a moeda norte americana acumula queda de 6,64% em relação ao real
Explore como a Selic pode ser um obstáculo para o crescimento de pequenas e médias empresas no Brasil e suas soluções
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
