Dados complementarão levantamento do MTE sobre desigualdades salariais entre mulheres e homens; publicação do relatório é obrigatória e pode gerar multa em caso de descumprimento
Notícia
Internet e Empreendedorismo no Terceiro Milênio
Oito em cada 10 brasileiros “economicamente ativos” também são “digitalmente ativos”.
01/01/1970 00:00:00
Temos 79,9 milhões de internautas no Brasil, conforme dados do Ibope NetRatings. Na prática, 41% da população já participam do mundo digital. Pouco, poderiam afirmar alguns. Mas considerando que a População Economicamente Ativa (PEA) do nosso país é composta por 100 milhões de pessoas, a coisa muda de figura. Oito em cada 10 brasileiros “economicamente ativos” também são “digitalmente ativos”.
Outro fato muito importante a ser analisado é a evolução do crescimento de domicílios com acesso à Internet. De 2008 a 2011, a classe A saiu de 91% para 96%, conforme pesquisa do Comitê Gestor da Internet (CGI.BR). A classe B, de 58% para 76%, no mesmo período. Já a classe C mais que dobrou a quantidade de residências com acesso à rede mundial. Saiu de 16% em 2008 para 35% em 2011. Esta alta taxa de crescimento da inclusão digital da nova classe média brasileira traz consequências importantes para a economia digital e, sobretudo, para economia real.
Além disso, passamos 69 horas por mês conectados (Nielsen/Netratings), ou seja, 2h20 por dia, em média. Ainda longe das 5h28 por dia que dispendemos assistindo TV. Mas há uma grande diferença comportamental entre assistir TV e interagir na Internet.
Estes números são sintomáticos. Retratam um momento de ruptura, de destruição criativa. O economista austríaco Joseph Schumpeter, em 1942, popularizou o conceito de inovação como força empreendedora para destruição de velhos modelos e criação de novos negóci.
A rápida introdução da nova classe média no mundo digital, considerada mola propulsora da economia brasileira, aliada à interatividade nativa desta realidade virtual, está ameaçando muitos negócios tradicionais. Certamente, também cria gigantescas oportunidades para o empreendedorismo inovador.
Os números do faturamento do comércio eletrônico comprovam esta tendência. Em 10 anos, as vendas anuais saíram de R$ 540 milhões (2001) para R$ 18,7 bilhões em 2011 (e-Bit). Estudos recentes do Forrester Research apontam que o varejo on-line atingirá a marca de US$ 25 bilhões até 2017. Mais que o dobro do atual.
E mais: 32 milhões de brasileiros compraram pela Internet em 2011 (e-Bit), sendo que 9 milhões o fizeram pela primeira vez. Cerca de 30% dos internautas realizaram transações de e-commerce no ano passado. Quase 60% pesquisaram por produtos, serviços e preços.
Um estudo sobre o “neoconsumidor” brasileiro (GS&MD – Gouvêa de Souza) descobriu que 84% dos internautas pesquisam na Web antes de comprar na loja e que 81% dos chamados e-shoppers comparam preços antes de comprar.
O mais impressionante é que esta pesquisa apontou que 57% acreditam que “lojas sem website não existirão”.
Contudo, engana-se quem acredita que a decisão de compra é baseada somente no preço. A comodidade, variedade, segurança, diversidade de formas de pagamento e conteúdo são fatores que, além do preço, influenciam no processo de compra on-line.
Justamente este é o ponto de ruptura. Até então, os gigantes do varejo on-line no Brasil apresentaram estratégias similares. Em geral, competem por preço, têm lojas digitais muito parecidas, produtos e preços similares. Oferecem o “basicão”: livros, eletrônicos, eletrodomésticos, produtos de saúde e beleza, moda e acessórios. Os canais eletrônicos acabam sendo uma cópia de suas lojas físicas. Atendimento e entregas ficam a desejar. Muitas vezes são flagradas desrespeitando as leis que regulamentam o consumo.
Estes ainda pensam em um mundo de mão única. Da passividade da propaganda na TV. Da “melhor oferta”. Seus anúncios são os mesmos da década de 1970, sejam eles divulgados na TV, rádio, jornal ou internet. O uso de redes sociais é unilateral.
Por outro lado, uma gigantesca janela de oportunidades está aberta para novos empreendedores que podem utilizar o potencial de relacionamento massificado, porém personalizado com os consumidores através das redes sociais.
Já há belíssimos casos de empresas que deslocaram o foco do produto para o cliente, oferecendo conteúdo de qualidade para determinados nichos. A partir deste conteúdo, tais empresas relacionam-se com seu público desenvolvendo fãs e, em no momento oportuno, passam a ofertar produtos do interesse desses consumidores. Assim, eles deixam a competição por preço para aqueles que não têm mais nada a oferecer.
Por isso tudo a história da economia digital no Brasil está apenas começando. Ainda não há vencedores definidos. E, sobretudo, as oportunidades de sucesso estão ao alcance de todos, sejam pequenos, médios e grandes, de empreendedores das grandes capitais ou de pequenos municípios do interior. O que importa mesmo é o uso do potencial criativo e inovador do Terceiro Milênio.
Notícias Técnicas
O Governo Federal implementou, recentemente, mudanças importantes nas regras do PAT que, dentre outras coisas, define as regras do vale-alimentação e do vale-refeição
O Confaz aprovou, durante a 418ª Reunião Extraordinária do Colegiado, em 27 de janeiro, o Convênio ICMS nº 4, de 2026
Muitos empreendedores que têm uma empresa MEI, mas que no momento está inativa ou sem faturamento, cometem alguns erros primários que futuramente podem custar muito caro
Os processos de exclusão ou de indeferimento de opção pelo Simples Nacional passam a observar o prazo de 20 dias úteis para apresentação de defesa
A Lei Complementar nº 227/2026, 2ª lei que regulamenta a reforma tributária do consumo, estabeleceu a suspensão da contagem dos prazos processuais no âmbito da Receita Federal
Atualizações na CLT e na jurisprudência alteram regras sobre férias, teletrabalho, domingos, licença-maternidade e acordos coletivos; especialistas alertam para riscos de descumprimento
A Lei Complementar nº 187/2021 e a Portaria GM/MS nº 7.325/2025 transformam o CEBAS em um regime de excelência contábil
Projeto aprovado na CAE amplia direito ao salário-maternidade no INSS e elimina exigência de contribuição mínima para seguradas individuais, especiais e facultativas
O STF declarou inconstitucionais dispositivos da Lei 7.850/2002, do Estado de Mato Grosso, que instituíam a cobrança do ITCMD em situações com conexão com o exterior
Notícias Empresariais
Pessoas inteligentes não insistem em escolhas ruins por falta de capacidade. Insistem porque confundem coerência com imobilidade
Tecnologias trazidas pela Gohobby aceleram a produtividade e reforçam a segurança em diferentes áreas de negócios
Em um cenário de disrupções constantes, cabe ao RH inspirar lideranças e criar condições para que pessoas e organizações construam o futuro
A chave está em equilibrar crédito coletivo e contribuição individual e comunicar a escala e a complexidade do que se lidera
Para boa parte do mercado financeiro, início do ciclo de cortes dos juros ocorrerá em março e poderá alternar dinâmica dos investimentos de renda fixa
Como a tecnologia especializada revoluciona a gestão patrimonial para pequenas e médias empresas.
O cronograma do Abono Salarial PIS/PASEP 2026 (ano-base 2024) já começou a movimentar os aplicativos dos trabalhadores
Patamar histórico foi verificado simultaneamente para estoque financeiro, volume médio diário e investidores
Contribuição principal foi de portais e serviços de internet
Quando todas as opções parecem erradas, a decisão perfeita não existe
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
