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Notícia
Alerta, varejo limita os parcelamentos
Concessionárias exigem até 60% de entrada no carro zero
01/01/1970 00:00:00
Preocupados em garantir o recebimento das faturas, comerciantes estão mais rigorosos na hora de aprovar financiamentos. Concessionárias exigem até 60% de entrada no carro zero
O tempo de vendas fáceis no comércio já acabou. Com o endurecimento dos bancos na concessão do crédito e a inadimplência das famílias subindo a taxas altíssimas, a palavra de ordem no varejo é não vender àqueles que não têm condições de honrar os seus compromissos. Nas concessionárias de automóveis, os financiamentos em 82 meses sem entrada deram lugar à exigência de sinal que pode chegar a até 60% do valor do veículo, para o caso do parcelamento em 24 meses sem juros. E, nas lojas de móveis, funcionário que fecha venda no cartão — que, apesar de ser mais cara para o lojista, tem risco zero de inadimplência — ganha bônus do patrão.
É o que fez a Dr. Colchão, rede de oito lojas no Distrito Federal, que, só em 2011, recebeu R$ 100 mil em cheques sem fundos. "A gente tem uma área de cobrança que até consegue reverter parte desse valor, mas esse processo é caro e demorado", disse o proprietário, Dorival Lino de Jesus. Ele explica que a maior parte dos cheques recebidos são intercedidos por uma factoring, que garante a transação, mas cobra encargos que podem chegar a 25% da compra. "Por isso, a gente até prefere vender no cartão. Mesmo com a taxa alta, que pode chegar a 9% caso eu queira receber o valor antes de 30 dias, é mais vantajoso que correr o risco de levar um calote", garantiu.
A concessão de crédito também está mais restritiva no setor automotivo. Nas seis concessionárias visitadas pelo Correio, os financiamentos de até 60 meses só são liberados com o pagamento de uma entrada que corresponda entre 20% e 40% do valor do veículo. "A aprovação está mais rigorosa, e mesmo o cliente que tem uma boa ficha, sem histórico de inadimplência, pode ter o cadastro reprovado se o banco constatar que ele já tem outro financiamento contratado", disse o gerente de vendas da Nissan SIA, Danilo Fonseca.
Inadimplência
Em alguns casos, esse prazo de cinco anos nem existe mais. "A liberação de fichas de 60 meses é praticamente zero", contou o gerente comercial da Estação Fiat, Antônio Dias. Segundo ele, a aprovação das fichas cadastrais caiu pela metade em dois anos. Na Brasal Automóveis, o impacto é ainda maior: "De cada dez vendas que tentamos aprovar, só três passam", disse o diretor comercial Hélio Rodrigues Aveiro, que também é vice-presidente do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do DF (Sincodiv-DF).
O maior rigor nas concessões decorre da alta da inadimplência nas carteiras de crédito automotivo. Segundo dados do Banco Central, os atrasos superiores a 90 dias praticamente triplicaram entre janeiro de 2011 e maio de 2012, passando de 2,64% das operações para 6,10%. Como consequência dessa inadimplência alta, lojistas estão incentivando mais as vendas à vista, oferecendo bons descontos e acessórios grátis.
Atenta a esse movimento, a operadora de telemarketing Alexandra Alves, 35 anos, já se prepara para trocar de carro. "Vou dar o meu de entrada e pagar o restante com um dinheiro que estou guardando há três anos", disse a moradora de Sobradinho. O filho dela, Brenno Alves, 19 anos, comemora: "Nosso carro já era velhinho, de 2002. Já era hora de comprar um novo".
Brasileiros endividados
O número de famílias que disseram estar endividadas chegou a 62,5% da população brasileira em 2011. O percentual representa uma alta de 6,39% sobre os resultados de 2010, segundo estudo divulgado ontem pela FecomercioSP. Apesar da elevação no endividamento, caiu o volume de pessoas que declararam estar inadimplentes. Em 2011, 22,9% dos consumidores afirmaram ter dívidas em atraso, um recuo de 2 pontos percentuais sobre os números de 2010. Em contrapartida, as dívidas declaradas ficaram 11,57% mais caras, atingindo o valor de R$ 161,9 bilhões, ou
R$ 13,5 bilhões por mês. Para a FecomercioSP, o custo mais caro dos débitos em 2011 reflete o aumento naquele ano de 2,4 p.p na taxa básica de juros, o que "que custou às famílias um desembolso adicional de R$ 42,3 bilhões no ano", disse, em nota, a entidade. Os dados constam no estudo Radiografia do endividamento das famílias brasileiras.
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