A temporada de entrega do Imposto de Renda 2026 se aproxima e reunir os documentos com antecedência pode simplificar o processo
Notícia
Copom não tem medo de volatilidade
Não é a primeira vez que a autoridade age de forma a provocar intensos movimentos na curva de juros.
01/01/1970 00:00:00
A ata do Copom deu mais uma indicação de que este Banco Central tem mesmo um "modus operandi" singular, que torna muito mais difícil prever o rumo da política monetária. Além de desautorizar expressamente as apostas que passaram a vigorar após a última reunião, de que o juro básico cairia para perto de 8,50% este ano, o BC fez questão de não se comprometer com a manutenção do atual ritmo de alívio. Ou seja, eliminou a convicção de parte do mercado de que haveria, necessariamente, mais um corte da Selic de 0,75 ponto percentual.
Esse recado foi deixado no parágrafo 30, em que o cenário recomenda a "redistribuição temporal do ajuste total das condições monetárias como a estratégia mais apropriada". Se, de fato, houver a mencionada redistribuição e não for definido um segundo corte de 0,75 ponto, o BC estará rompendo um dos padrões esperados das autoridades monetárias: a fuga da volatilidade do juro básico.
Especialistas defendem que as decisões de política monetária mantenham padrões claros e contínuos de forma a evitar forte oscilação dos ativos. Com base nesse princípio, economistas afirmaram, após a decisão do BC de cortar a Selic em 0,75 ponto, que a mudança de passo representaria o compromisso de pelo menos mais um corte dessa magnitude, a fim de evitar a tal volatilidade. Agora, essa convicção parece abalada.
Se, de fato, o BC alterar o ritmo e voltar a cortar o juro em 0,50 ponto, estará apenas confirmando o que o mercado já supõe: que a volatilidade, que tanto assusta o mercado, não assusta tanto esse BC.
Não é a primeira vez que a autoridade age de forma a provocar intensos movimentos na curva de juros. O mais emblemático foi o início do ciclo de alívio monetário, em agosto, quando o BC inverteu a trajetória da política monetária, deixando de subir a taxa para começar a derrubá-la, sem aviso prévio. Mas a simples omissão de indicações mais claras de suas motivações no "statement" que acompanhou a decisão de cortar os juros em 0,75 ponto também é combustível para a tal volatilidade.
Afinal, a decisão ocorreu uma reunião após a ata indicar o entendimento do BC de que o juro neutro no país estava menor, o que abriria espaço para testar novo nível de juro nominal. Assim, ficou aberto o espaço para que as projeções ficassem mais otimistas em relação ao rumo da Selic.
O que pode estar movendo o BC a corrigir os excessos que o mercado parece ter cometido pode ser o comportamento da parte mais longa da curva de juros - parâmetro para o custo do crédito -, que mostravam alta das taxas na mesma medida em que cresciam as projeções de Selic abaixo de 8,75%.
Mas há também o entrave da poupança que, em ano eleitoral, parece ser mais difícil de ser demovido. A estimativa é que uma Selic abaixo de 9% tornaria a caderneta mais atrativa do que as demais modalidades de investimento e, assim, desequilibraria o sistema.
Para o diretor do departamento de Economia do Bradesco, Octavio de Barros, o tom da ata mostra que a reunião do Copom terminou, de fato, apenas na quarta-feira, véspera da divulgação do documento. Isso porque, a indicação do BC de que a Selic não deve cair abaixo dos 9% parece ter sido uma reação à deterioração das expectativas de inflação observada ao longo da última semana, depois, portanto, da decisão do Copom.
Essa piora foi sentida na inclinação da curva de juros - alta dos contratos mais longos e queda dos DIs de curto prazo, mostrando que o mercado temia que o corte da Selic agora traria a inflação de volta a forçaria o BC a voltar a subir o juro. Também se deteriorou a chamada inflação implícita da NTN-B (parcela do rendimento que representa a previsão para o IPCA). Na quarta-feira passada, essa taxa bateu inéditos 6,24%, próximo, portanto, do teto da meta de inflação. Para se ter uma ideia, em 7 de março, quando ocorreu a reunião do Copom, essa taxa era de 5,68%.
Barros observa que, com a decisão de acelerar o ritmo de corte da Selic, o BC induziu o mercado a acreditar que o Copom poderia ir mais longe nos juros. "Poderiam ter colocado no comunicado na saída da reunião o que disseram no parágrafo 35 (que o juro deve se acomodar em nível ligeiramente acima do menor nível histórico). Como não colocaram, isso, na minha modesta opinião, explicita que o texto da ata foi uma reação à reação do mercado e que eles provavelmente não tinham isso tão claro no dia do Copom."
Ele ressalta que embora tenha sido mais duro ao definir o limite de 9% como piso para a Selic, na outra direção, o BC implicitamente replica a famosa frase do Fed "por um período suficientemente prolongado", ao mencionar "se estabilizando" em 9%. "Portanto, 9% e estabilidade nesse patamar em 2013 parece ser a vontade do Bacen "neste momento". Mas muita água pode e deve rolar até lá."
Em reação à mensagem do BC, o mercado iniciou um movimento de correção da curva. Os contratos mais curtos subiram, buscando um nível mais compatível com essa ideia. Ontem, o DI janeiro/2013, que indica a aposta para o rumo dos juros para o fim do ano, subiu de 8,66% para 8,93%; DI janeiro/2014 de 9,39% para 9,56%.
Notícias Técnicas
Escolha deve levar em conta perfil de renda e volume de despesas dedutíveis de cada contribuinte
DCBE 2026 deve ser entregue por residentes com ativos no exterior acima de US$ 1 milhão. Descumprimento pode gerar multas de até R$ 250 mil
A Receita Federal publicou, nesta 4ª feira , a Instrução Normativa RFB nº 2.309, que reforça o controle fiscal sobre o CNO
Comunicamos que a partir de 02/03/2026 será promovida a alteração no tratamento administrativo aplicado NCM
Descubra como escritórios de contabilidade podem crescer em 2026 com SEO. Guia prático para atrair clientes através de buscas online e conteúdo relevante
Benefício pago a trabalhadores dispensados sem justa causa tem valor mínimo de R$ 1.621 em 2026 e número de parcelas varia conforme o tempo de trabalho e a média salarial
Ministério do Trabalho cruza dados do eSocial e da Caixa para identificar inadimplentes de 2025
Incertezas na reforma tributárias acendem alerta em estabelecimentos, que receiam risco de concorrência desigual caso fiquem de fora dos mesmos benefícios tributários
A publicação da ABNT NBR 17301 representa um marco normativo relevante no processo de institucionalização da cultura de compliance no Brasil
Notícias Empresariais
Parar de insistir não significa desistir da ambição. Significa redirecioná-la
Pesquisa revela convergência de valores entre profissionais e reforça o papel estratégico dos benefícios corporativos na atração e retenção de talentos
Existe uma diferença sutil e decisiva entre confiança e vaidade na trajetória de um gestor
Erros identificados em períodos anteriores podem exigir reabertura de eventos no eSocial e recolhimento complementar de tributos com acréscimos legais
O cenário atual não é de simplificação, mas de um cerco financeiro sem precedentes
A busca por resultado real e o avanço da IA estão transformando a forma de operar das empresas
A retenção de colaboradores se tornou uma das pautas mais urgentes do ambiente empresarial brasileiro
Entenda como a nova regulamentação pretende proteger brasileiros contra o estelionato eletrônico e garantir maior transparência bancária
Muito se fala que o MEI precisa tomar cuidado com o limite de faturamento anual, que é de R$ 81 mil
Atualização esclarece que certificados rotulados como NFe e CTe não possuem restrição técnica de uso, garantindo que empresas e empreendedores tenham clareza sobre o que contratam, segundo a ANCert
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
