Benefício é exclusivo para empregados no regime da CLT
Notícia
Usos da hierarquia no trabalho em equipe
As pessoas se relacionam nas organizações através de usos diferenciados da hierarquia.
01/01/1970 00:00:00
As organizações são constituídas de pessoas que se relacionam com pessoas, através de diferentes usos da hierarquia, para a consecução de determinados propósitos ou objetivos. Estes são os elementos universais das organizações: pessoas, hierarquia e objetivos ou propósitos.
Não há organizações sem pessoas. Se tirarmos as pessoas das organizações, subsiste apenas uma estrutura sem vida, uma máquina ou equipamento, instalações físicas mortas, uma mera ficção, o nada vivencial.
Não há vida humana sem sangue; não há organizações sem pessoas. As pessoas são o sangue das organizações, o seu elemento vital.
As pessoas se relacionam nas organizações através de usos diferenciados da hierarquia. É falacioso o lugar comum, o blábláblá de que nas organizações modernas não existe mais hierarquia. Mudam os seus usos, as origens da autoridade, de onde se enraízam e provêem, mas ela subsiste como um elemento essencial da vida organizacional.
E também não há organizações sem propósitos, os verdadeiros motivos de suas existências. Todo ser humano é um ser motivado. Toda organização tem os seus motivos na busca da realização de seus objetivos ou propósitos.
É dentro deste quadro de realidade de qualquer organização que pessoas se relacionam entre si, isoladas ou através do trabalho de equipes e de inter- equipes para a consecução de determinados objetivos.
Quando os gerentes começam a refletir sobre a dinâmica do trabalho em equipe, não é raro que presumam que ela só se dê em processos de interação face a face, em situações de comunicação todos com todos, às vezes também denominados de “um - com - todos”.
Pessoas que trabalham juntas encontram-se para discutir e solucionar problemas. Uma conclusão equivocada seria que a atuação isolada ou do tipo “eu – sozinho” assumiria sempre um caráter individual e não de trabalho em equipe.
Por exemplo, em determinadas circunstâncias a atuação do tipo “eu – sozinho” pode ser predominante, utilizando-se interações do tipo “todos – com – todos” com menor freqüência ou meramente para manter contato. Por outro lado, em outras circunstancias a realização das tarefas poderá requerer uma interação do tipo “um – com – um”, ou mesmo “um – com – alguns”.
Há ainda a possibilidade de a interação do trabalho em equipe se dar sob a forma de “todos – com – um”, situação em que o foco das atenções dos membros da equipe se concentra em uma só pessoa com vistas a ajudá-la a fortalecer seu desempenho como pessoa e como membro de uma equipe de trabalho.
O trabalho em equipe faz uso de todas essas interações, dependendo da situação e do problema a ser resolvido, do líder e dos liderados. Nenhuma delas é em si mais eficaz ou mais adequada do que outra. Em todas elas o gerente mantém a liderança, a autoridade e a responsabilidade pela qualidade do desempenho da equipe.
É evidente que outras pessoas também poderão ser eventualmente requisitadas para a participação na solução de problemas, sem que isto signifique a desconstrução da equipe enquanto tal ou a sua contaminação por presenças espúrias ou não naturais.
Trabalho em equipe “eu-sozinho”
Trabalho em equipe não significa que todos os integrantes estejam trabalhando fisicamente juntos todo o tempo. Longe disso!
Certas questões do cotidiano do trabalho em equipe requerem apenas a participação de um dos seus membros.
A eficácia do trabalho individual contribui para o resultado do trabalho de todos, pois evita a dispersão e a duplicação de esforços. Ou seja, as soluções de alguns problemas do trabalho em equipe são superiormente equacionadas por “um – sozinho”, por ser este o que tem conhecimento, responsabilidade, informações necessárias e a plena capacidade para resolver o problema sozinho. O envolvimento de outros nessas circunstâncias representaria uma participação indevida.
E´claro que essa interação “eu – sozinho” exige a legitimação de todos, o que se dá pela compreensão e aceitabilidade de que, por exemplo, o gerente não precisa envolver os outros, de que as decisões que toma isoladamente não são arbitrárias ou unilaterais, mas decorrem normalmente de suas atribuições e responsabilidades inerentes ao exercício da função gerencial.
A legitimação pela conscientização da equipe não abre espaço para resistências ou ressentimentos, mal-estar ou contrariedades. O importante é que o uso da hierarquia na abordagem do “eu – sozinho” no trabalho em equipe, em particular ou na presença de outros, não se vulgarize como uma estratégia dominante de ação, como medida meramente emergencial ou de caráter corretivo decorrente da emergência de crises, mas que se constitua efetivamente como parte essencial do cotidiano.
Interdependência no trabalho em equipe
Portanto, o trabalho em equipe pode abranger todos os integrantes ao mesmo tempo ou cada um isolada ou circunstancialmente em distintas combinações de interação.
A interdependência simultânea ocorre quando todos os membros da equipe tratam do mesmo problema. Já a interdependência seqüencial ocorre quando os participantes estão juntos num contexto face a face, mas às vezes separados fisicamente. Cada um se incumbe de determinada tarefa, que viabiliza a realização da tarefa do outro, e assim, sucessivamente, em seqüência, todos contribuem para o resultado final. Cada participação individual é indispensável à participação do outro.
As interdependências de apoio e de substituição constituem uma terceira dimensão distinta do trabalho em equipe. Elas se efetivam sempre que um integrante da equipe substitui outro ou o apóia na realização de determinada tarefa.
Nas interdependências de apoio e de substituição do tipo “um – com – todos”, a iniciativa cabe a quaisquer dos demais integrantes, mas a responsabilidade pelos resultados permanece com aquele em nome do qual alguém tenha agido. Tal circunstância exige alto grau de confiança e de comprometimento, normalmente acima de outras situações usuais do trabalho em equipe.
A simultaneidade e a seqüencialidade são dimensões absolutamente cotidianas e típicas do verdadeiro trabalho em equipe. Se não existirem, certamente haverá em algum momento o colapso do trabalho conjunto. Por certo, também, uma equipe poderá dispensar ou prescindir da interdependência de apoio ou de substituição, se bem que desejáveis, mas nem sempre necessárias.
Esses mesmos usos de interdependência, ou seja, as abordagens simultânea, seqüencial, de apoio e de substituição, tanto se aplicam aos usos da hierarquia em situações “um – a – um”, e “um – alguns” quanto aos “todos com – todos”.
Trabalho em equipe “um –com – um”
Tais circunstâncias liberam os demais membros da equipe, que não podem contribuir, para se dedicarem à realização de outras tarefas pertinentes à equipe.
A interveniência indevida é um dos maiores desperdiçadores de tempo e de perda de objetividade do trabalho em equipe.
Aquele que participa da realização de uma tarefa em que nada tem a contribuir normalmente seqüestra o tempo dos demais para se inteirar de detalhes nem sempre relevantes, e ainda tende, ademais, a emitir opiniões desfocada da objetividade da busca da solução do problema.
Qualquer integrante de uma equipe pode interagir um de cada vez com o outro, de acordo com a área específica de contribuição, de responsabilidade ou de necessidade de ajuda. Envolver um terceiro participante pode ser disfuncional, em circunstâncias em que a participação de um maior número de pessoas em nada possa contribuir para o enriquecimento na realização do trabalho. “Um – com – um”, ou seja, a participação de apenas duas pessoas circunstancialmente é a melhor abordagem de realização da tarefa, e a mais adequada expressão da representação da totalidade da equipe, tanto na interdependência simultânea, quanto na seqüencial, de apoio ou substitutiva.
Trabalho em equipe “um – com – alguns”
Em outras situações, o trabalho em equipe envolve mais de dois membros, mas não a participação de todos da equipe em conjunto. Estas são as situações de abordagem “um – com – alguns”. Situam-se numa variante entre as circunstâncias de usos da hierarquia de “um –com – um” e as de “todos - com – todos”, distinguindo-se mais pelo número de participantes da equipe do que pela natureza da interdependência.
Não tratamos aqui separadamente da abordagem “um – com alguns”, mas é preciso que se compreenda que esta forma de uso da hierarquia no trabalho em equipe é da maior relevância, e deve assim ser sempre utilizada quando conveniente à efetividade do desempenho.
Interdependência “todos – com – todos”
Algumas tarefas só podem ser resolvidas com a participação de todos.
A capacidade de operacionalização conjunta é que vai resultar no sucesso ou fracasso da ação da equipe. São circunstâncias em que é necessária a participação de todos na solução de determinado problema, “todos – com – todos” afeta cada membro da equipe. Por exemplo:
a) Nenhum dos participantes da equipe, trabalhando individualmente, dispõe de informações, conhecimento, experiência, capacidade ou julgamento para resolver isoladamente a questão, porem todas, trabalhando em conjunto são capazes de alcançá-la.
b) É necessário haver compreensão compartilhada do processo de trabalho global.
c) A coordenação baseada na compreensão compartilhada é indispensável à realização do processo de trabalho. Cada membro da equipe detém uma parcela de contribuição. A sinergia da participação conjunta possibilita uma resultante superior e distinta da simples soma das contribuições das partes componentes.
Em verdade, não é simples se saber identificar claramente quando utilizar funcionalmente os distintos usos da hierarquia no trabalho em equipe. Mais ainda é distinguir quando o processo de trabalho deva ser simultâneo, seqüencial, de apoio ou de substituição. Fatalmente, todavia, enquanto a equipe como equipe não for capaz de discernir as alternativas práticas de ação conjunta e eliminar as incertezas e as confusões relativas a essas distinções, dificilmente será capaz de avançar rumo à busca da excelência na realização de seus processos de trabalho.
Notícias Técnicas
Mesmo quem não faturou em 2025 precisa prestar contas para evitar multas e bloqueio do CNPJ
Envio deve ser feito mesmo sem retenção de imposto, conforme orientação do manual do sistema
Publicado nesta 3ª feira (07.abr.2026), duas versões do manual de orientação ao contribuinte da NFGas
A Receita Federal, junto ao Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços e ao Encat, publicou, nesta 3ª feira (07.abr.2026), a Versão 1.00k
O Portal do Bilhete de Passagem Eletrônico publicou, nesta 3ª feira (07.abr.2026), dois pacotes de Schemas
A Emenda Constitucional nº 132 de 2023, da Reforma Tributária, trouxe mudanças estruturais no Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores
Receita Federal ajusta prazos e procedimentos para envio de adicionais da CSLL no sistema DCTFWeb, impactando empresas e contadores
Supremo analisa critérios de renda e comprovação para concessão do benefício, com possíveis impactos para empresas e trabalhadores
Com integração de dados bancários, PIX, criptoativos e registros imobiliários, fiscalização da Receita se torna cada vez mais automatizada
Notícias Empresariais
Relevância exige movimento. E, no longo prazo, é a relevância que sustenta crescimento
Em um mercado pressionado por IA, escassez de habilidades e mudanças rápidas nas funções, investir em aprendizagem contínua deixa de ser ação de apoio e passa a ser decisão de negócio para RH e lideranças
Pesquisa da Cia de Talentos mostra que saúde mental, equilíbrio e reconhecimento ganham força e pressionam o RH a rever cultura, gestão e proposta de valor ao colaborador
A afirmação dialoga com um conceito que vem ganhando força globalmente: o de mattering. O conceito é uma necessidade que muitos líderes ignoram e que vai além do salário
Ambiente digital também tem sido palco de outras fraudes envolvendo empresas do Simples Nacional
Veja como a formação integrada à rotina organizacional melhora a execução, fortalece a liderança e torna o crescimento mais consistente
O futuro das empresas familiares depende menos de seu tamanho atual e mais da visão que seus líderes forem capazes de construir
CNI estima queda de 0,7% no PIB e perda de R$ 76,9 bilhões com redução da jornada de 44 para 40 horas semanais
Talvez o maior diferencial competitivo hoje não seja quem recebe mais sim. Mas quem consegue sustentar, interpretar e usar o não como parte do caminho
Com resolutividade de 82%, redução de custos assistenciais e preservação de horas produtivas, o atendimento remoto se consolida como ferramenta estratégica na gestão de saúde corporativa no Brasil
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
