Confira as principais mudanças e como se preparar corretamente
Notícia
Selic de um dígito em 2012 ainda é aposta da maioria dos analistas
Mas o ponto central, em sua análise, é o objetivo do governo brasileiro de crescer 3,5% este ano.
01/01/1970 00:00:00
A expectativa de que o Brasil voltará a ter uma taxa de juro de um dígito ainda este ano continua presente no cenário de boa parte dos analistas do mercado. Embora os juros futuros hoje indiquem uma taxa de 10% como piso para a Selic em 2012, a maioria dos especialistas consultados pelo Valor(23 de 29 entrevistados) ainda espera que a taxa recue para 9% ou 9,75%. Ou seja, que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza o juro em mais três ou quatro doses de 0,5 ponto percentual nas próximas reuniões.
Para o encontro da próxima semana, marcado para os dias 17 e 18 de janeiro - quando o BC deve cortar a Selic em 0,5 ponto porcentual, segundo o consenso do mercado -, as atenções estarão todas voltadas para o conteúdo do comunicado e da ata do Copom. Para especialistas, somente a partir da leitura desses documentos será possível afinar as apostas e avaliar se a correção para cima dos juros futuros está correta. No final de dezembro, esses contratos eliminaram a aposta em uma redução da Selic para baixo de 10%, porque o Relatório de Inflação do quarto trimestre indicou uma preocupação maior do Banco Central com o cumprimento da meta de inflação. O entendimento foi que, apesar da crise internacional e dos seus efeitos sobre a atividade doméstica, a inflação ainda resistente poderia limitar o espaço para o prolongamento do alívio monetário.Quando se conversa com economistas, entretanto, é possível observar que essa ideia ainda não está totalmente contemplada nas projeções. E que seria preciso uma indicação mais clara do BC para que haja uma alteração consistente das previsões. Diante das incertezas sobre o desdobramento da crise internacional - ponto central dos argumentos do Copom para iniciar o atual ciclo de alívio monetário, em agosto -, boa parte dos especialistas mantém o mesmo cenário traçado no final de 2011.
"O clima no exterior está muito ruim, o que deve contribuir para a desaceleração da atividade doméstica, que já se observa em toda a economia", afirma o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco Lima Gonçalves. "Não consigo ver uma melhora consistente nos Estados Unidos, a China segue em desaceleração, ainda não de forma dramática, e tudo isso vai afetar os termos de troca do Brasil", afirma o especialista, para quem a Selic deve cair para 9,5% em 2012 e ser reduzida mais um pouco no início de 2013, para 8,75%. Para ele, esse quadro de retração, que já ultrapassa os limites da indústria e começa a afetar também o setor de serviços, deve ter efeitos negativos sobre o mercado de trabalho - principal ponto de resistência da economia doméstica. "Não acredito que a taxa de desemprego vá ficar em 6% por muito tempo. Vai piorar em 2012."
Sérgio Vale, economista-chefe da MB Consultores Associados, espera que a Selic caia ainda mais, para 9%, porque a inflação, ainda que elevada, está em trajetória declinante. Ele diz que isso já seria suficiente para o BC justificar a continuidade do ciclo de queda. Mas vai ajudar também, segundo Vale, a ideia de que o ajuste fiscal continuará sendo executado - o que, para o economista, será bem menos verdade este ano. "Mas o que anda valendo para o BC é mais o discurso e menos os fatos", afirma.
Já o banco ABC Brasil é um dos poucos que revisaram suas projeções depois da leitura do Relatório de Inflação e passou a trabalhar com mais dois cortes de 0,5 ponto da taxa Selic - o que levaria o juro para 10% em março deste ano. Antes, a projeção do banco era de uma Selic de 9,5% este ano, podendo cair até um pouco mais.
"Após o relatório e levando em conta a melhora do cenário externo e a perspectiva de retomada da economia doméstica - impulsionada pelo esforço do governo para estimular o consumo -, revisamos para cima nossa previsão", afirma o economista do ABC Brasil, Felipe França. Ele diz que os Estados Unidos começam a dar "sinal de vida" neste início de ano. Além disso, a China deve conceder estímulos para combater a desaceleração econômica.
Mas o ponto central, em sua análise, é o objetivo do governo brasileiro de crescer 3,5% este ano. "Para atingir essa meta, será preciso ter uma expansão trimestral de mais de 1%, em média, o que significaria um crescimento anualizado acima do potencial, ou seja, em um nível já inflacionário", diz França. Para ele, a ata do Copom, que explicará a decisão a ser tomada na próxima semana, poderá preparar o mercado para a aproximação do fim do ciclo de afrouxamento monetário.
Notícias Técnicas
Lives ocorrerão todas as quartas-feiras, com temas variados para orientar contribuintes sobre o IRPF 2026
O governo definiu que contribuintes do regime geral poderão utilizar a DAS para apurar ISS até 31 de dezembro de 2032
A Receita Federal e o Encat publicaram, no último sábado (25.abr.2026), duas novas notas técnicas
A Receita Federal definiu que, para fins de prorrogação do prazo de pagamento de tributos no regime do RET-Incorporação em situações de calamidade pública
A classificação tributária IBS e CBS ganha novos parâmetros com a publicação de informe técnico atualizado
Correção ocorreu na linha 14 do leiaute versão 2.1.1 da e-Financeira
Ministério do Trabalho reforça que não haverá novo adiamento para adaptação das empresas
A RFB emitiu o Ato Declaratório Interpretativo nº 5, de 27 de abril de 2026, esclarecendo o tratamento tributário dos Juros sobre Capital Próprio no contexto da Convenção Destinada a Evitar a Dupla Tributação
Avaliação é de que o movimento exige adaptação rápida das empresas
Notícias Empresariais
A experiência do cliente é o nome elegante que damos ao momento em que o mundo confirma ou nega nossas expectativas de dignidade
Construir uma carreira relevante exige intenção, confiança, aprendizado contínuo e responsabilidade compartilhada na criação de melhores ambientes de trabalho
Mais do que uma tendência nos Estados Unidos, encontros para resolver tarefas pessoais e profissionais constantemente adiadas mostram como o coletivo pode reduzir a procrastinação e aumentar a motivação
Nos saldos de maior risco das empresas menores, a taxa chega a 9,8%, a maior desde que esse acompanhamento tem sido feito, em janeiro do ano passado
Decisões, posicionamento e percepção de valor pesam mais do que esforço na evolução das empresas
Atualmente, a taxa média de juros dessas operações é de 3,66% ao mês; expectativa é que teto deve ficar próximo de 4,98% ao mês
Crédito caro, endividamento e renda insuficiente impulsionam procura por outras fontes de ganho, com maior impacto entre famílias que ganham até dois salários mínimos, segundo o levantamento
Uso da moeda digital também pode ser uma opção para investimento
A economia da atenção lenta não é algo que vai chegar, ela já chegou, a diferença é que agora você já sabe o nome
Com maior longevidade e um mercado em transformação, especialista defende que profissionais precisam se preparar para múltiplos ciclos de contribuição ao longo da vida
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
