Confira as principais mudanças e como se preparar corretamente
Notícia
Dólar deverá se enfraquecer em 2012, com melhora estimada nos mercados
A moeda brasileira encerrou 2011 bem mais depreciada que nossa estimativa, mas isso não implica uma mudança de tendência para o real
01/01/1970 00:00:00
A tendência para o dólar em 2012 deverá ser de depreciação. Citando fatores tanto externos quanto internos, economistas acreditam que a moeda deverá perder valor frente ao real no ano que se inicia, levando a média das projeções ouvidas pelo Banco Central no relatório Focus na semana passada alcançar os R$ 1,77 - uma queda de 5,27% frente ao fechamento de 2011, nos R$ 1,869.
"A moeda brasileira encerrou 2011 bem mais depreciada que nossa estimativa, mas isso não implica uma mudança de tendência para o real", afirmaram a equipe de economia da Votorantim Corretora, composta por Roberto Padovani, Alexandre Andrade e Bruno Surano. Os seus modelos, que incorporam varíaveis como o preço das commodities, risco soberano local, diferencial de juros, aversão a risco e volatilidade globais, projetam o dólar em R$ 1,70 para o final de 2012, patamar este que pode ser ainda menor caso a crise externa dê sinais de alívio.
Crise continua pressionando moeda por ora
Se 2011 foi um ano de valorização do dólar, tendo acumulado ganhos de 12,11%, parte disso foi por conta da crise na Europa, já que no começo do ano a moeda dos EUA chegou a valer R$ 1,538, patamares vistos antes somente em 1999, época em que o governo adotou o regime de câmbio flutuante. Contudo, a crise na Europa se agravou, fato que, aliado à sequência de cortes da taxa de juros brasileira, colaborou para que a divisa testasse os R$ 1,90 no final de setembro.
Como o dólar é um investimento tido seguro, ele tende a se apreciar conforme a aversão de risco ganha forças no mercado, e nesse sentido, o primeiro semestre deverá continuar preocupando o mercado. "É bem provável que o primeiro trimestre ainda tenha dificuldades, tem muita dívida italiana vencendo em fevereiro, o que vai ser uma prova muito grande para a Zona do Euro", afirma André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos.
Mas melhora deve levar quedas
Contudo, na visão dos economistas da Votorantim, o risco do colapso do sistema financeiro europeu ou nas dívidas soberanas dos países do continente continua se reduzindo, e isso deve garantir que a crise na Europa continue a se caminhar para um cenário favorável - e de enfraquecimento da moeda norte-americana. "Vai haver uma melhora nos mercados lá fora, e isso deve trazer um fluxo cambial intenso para o País", concorda Perfeito.
Porém, o cenário básico do Votorantim não implica em tranquilidade nos mercados, já que ainda haverá muita desconfiança dos investidores. "Há dúvidas sobre o crescimento da região e sobre a capacidade de ajustamento fiscal, o que implica revisões para pior nos ratings soberanos e elevados custos de rolagem de dívida", lembram os economistas.
Mesmo assim, a visão de Perfeito é que há motivos para que o mercado compre a melhora - e isso deve garantir uma queda da moeda norte-americana. Assim como a equipe da Votorantim, ele também trabalha com o dólar nos R$ 1,70 no final de 2011. Essa apreciação do real também pode ocorrer com uma melhora da situação norte-americana, que ainda convive com alto desemprego e crescimento econômico fraco.
"O dólar continua se fortalecendo também por conta da crise nos EUA, é uma condição muito especial daquele país, já que conforme a aversão de risco se agrava, os agentes correm para o dólar" afirma Perfeito. Porém, uma melhoria faria com que os investidores se livrassem do dólar, e uma das alternativas seja comprar real.
Taxa de juros e governo
Se o cenário externo deve garantir a menor aversão ao risco, o cenário interno também deverá continuar a colaborar para a apreciação do real. Uma vez que a taxa de juros nacional continua elevada, a Selic, ela continua a ser atrativa para os investidores estrangeiros, que aproveitam do diferencial de jurosl para lucrar, atraindo capital para o Brasil. "Por conta da taxa de juros ainda elevada, mesmo que caia até o patamar de 9,50% [ao ano], ela vai continuar bastante generosa", destaca Perfeito.
Por fim, é possível que o investidor também conte com mais uma varíavel para o dólar: o governo. O Banco Central, por muito, realizou leilões que ajudaram a suavizar a queda da moeda norte-americana frente ao real, de forma que os impactos dessas desvalorizações não impactassem muito a indústria exportadora nacional. Quando o dólar também subiu para patamares incômodos, o BC também realizou leilões - mas no sentido inverso.
O Ministério da Fazenda tentou impor medidas para segurar o preço da moeda, primeiramente através da aplicação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) quando a moeda se via em patamares muito baixos e depois com a suspensão da mesma quando a situação se inverteu. "A retórica desenvolvimentista do governo, mas a política é imprevísivel, controlar o câmbio como um todo é muito díficil, mas o ministro da Fazenda deverá continuar pressionado a agir nesse sentido", finaliza Perfeito.
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