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Notícia
Responsabilidade social corporativa e a globalização
Neste artigo será tratado como a globalização impacta nas relações entre o público e o privado, e a consequente geração de ações de responsabilidade social corporativa.
01/01/1970 00:00:00
Uma das questões clássicas da teoria social é como os comportamentos e as instituições são afetados pelas relações sociais. Como essas relações estão invariavelmente presentes, a situação criada por sua ausência poderia ser imaginada somente por meio de esquemas mentais, como o "estado da natureza" de Thomas Hobbes.
Grande parte da tradição utilitarista, inclusive a economia clássica e a neoclássica, pressupõe um comportamento racional e de interesse pessoal minimamente afetado pelas relações sociais, invocando, assim, um estado idealizado não muito distante desses esquemas mentais.
As tentativas de resolver os problemas sociais apenas com políticas assistencialistas ou compensatórias tiveram um resultado modesto na reversão das desigualdades sociais e da baixa qualidade de vida da população brasileira.
Essas políticas ajudaram, de forma emergencial, a diminuir o sofrimento dos mais carentes, mas não foram capazes de reduzir as mazelas sociais e o problema da distribuição de renda no país. O processo de democratização da sociedade brasileira trouxe à tona as pressões políticas por respostas efetivas do Estado àquelas demandas, tendo como eixo central as reivindicações da participação e do controle social na gestão pública.
Advindos desse novo contexto de pressões sociais, os modelos de gestão do desenvolvimento local, sobretudo aqueles baseados na perspectiva do fortalecimento político dos atores sociais, parecem estar promovendo, ainda que de forma lenta, significativas mudanças nos programas tradicionais de política pública.
As novas iniciativas de gestão propõem questionar a cultura política criadas pelas práticas clientelistas e centralizadoras que, até então, orientaram a administração pública no Brasil. Delas sobressaem o local como espaço privilegiado de pensar o desenvolvimento e nele a construção de espaços mais abertos de interação e articulação do Estado com a sociedade civil a partir das experiências de envolvimento dos diversos atores sociais locais na definição das políticas e prioridades do desenvolvimento de sua região.
É importante observar por outro lado, que nas organizações privadas apresentaram como padrão de desenvolvimento, o regime de regulação fordista, que foi construído sob o manto de um pacto político e social entre capital e trabalho, tendo o Estado como grande mediador e garantidor dos direitos de representação e de proteção social.
Este passava a exercer papel central na regulação do conflito de classe, nas políticas macroeconômicas anticíclicas e na planificação e coordenação da economia e do desenvolvimento, investindo significativamente (diretamente ou via subsídios) nos setores de infraestrutura produtiva e dos serviços públicos, sobretudo nas áreas sociais.
É desse período que nasce, pois, o Estado interventor e planejador de inspiração keynesiana, ampliando sua esfera de atuação para regular o mercado e garantir proteção social, assegurando, assim, as bases da própria acumulação capitalista em molde monopolista e centralizador.
A natureza, a característica e a intensidade da sua intervenção variaram de país para país e entre as regiões, sendo mais elevado o padrão de desenvolvimento e mais amplas as conquistas sociais naquelas onde foi mais aberto o espaço de participação política dos atores sociais (essencialmente via sindicatos e partidos políticos) na definição das regras do crescimento e da redistribuição da riqueza.
O fenômeno da globalização, fortemente impulsionado pelas forças do livre mercado, das inovações tecnológicas, das trocas econômicas mais interdependentes entre países e regiões (embora sob condições de forte assimetria), do fortalecimento do poder corporativo em detrimento da soberania dos estados nacionais, pôs em xeque o regime fordista de desenvolvimento nos países centrais e asseverou os desafios do próprio crescimento econômico, mas, sobretudo, da democracia e dos déficits de inserção social nos países em desenvolvimento. Ideologicamente e como noção, a globalização foi instruída pelo pensamento econômico neoliberal, que postulava a liberdade de mercado, a livre especulação financeira, a lógica do ganho rápido e de curto prazo, portanto sem os compromissos políticos e sociais do pleno emprego da era fordista.
A globalização, pois, entendida aqui a partir de sua dimensão mais econômica, e, portanto, considerando as demandas de adaptação e inserção competitiva dos países nos mercados internacionais, pressionou a reestrutu¬ração produtiva das empresas e uma redefinição no papel do Estado. Essa ideologia, assimilada com afinco na década de 1990 pelos governos de boa parte da América Latina, foi concretizada por meio de políticas que expressavam o afastamento ou o afrouxamento dos controles do Estado sobre a economia. Esse passava a intervir menos e abrir mão de suas prerrogativas de planejador e coordenador do crescimento econômico e do desenvolvimento nacional.
Dentro deste contexto, surgem as ações empresariais para contrapor este modelo, através de ações de responsabilidade social como uma forma de enfrentamento as questões sociais que permeiam a sociedade brasileira, pois neste caso a sociedade de uma forma ampla entende que não é mais possível conviver com o paradoxo de importantes inovações tecnológicas, de um lado, e a degradação da vida humana, de outro.
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