A temporada de entrega do Imposto de Renda 2026 se aproxima e reunir os documentos com antecedência pode simplificar o processo
Notícia
Inflação e dólar ameaçam o país
Diretor do Banco Central diz que brasileiros ainda vão sofrer com preços altos e defende barreiras contra o excesso de capitais que provoca distorções na economia
01/01/1970 00:00:00
O diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Luiz Awazu Pereira, admitiu ontem que o Brasil ainda conviverá com elevados índices de inflação, até que a economia absorva os choques de preços das commodities, mercadorias com cotação internacional. Somente os produtos agrícolas ficaram, em média, 60% mais caros desde julho do ano passado, ressuscitando no país velhos hábitos do período hiperinflacionário, como a estocagem de alimentos e as máquinas de remarcar preços nos supermercados, conforme mostrou o Correio na edição de domingo. A perspectiva, porém, é de que, a partir do segundo semestre, os índices inflacionários passem a convergir para o centro da meta perseguida pelo BC, de 4,5%.
Segundo Pereira, boa parte da alta das commodities decorre do grande fluxo de capitais que circulam pelo mundo. Em vez de serem destinados ao setor produtivo, os recursos vão para a compra de contratos de mercadorias nas bolsas internacionais, jogando os preços, especialmente os dos alimentos, para cima. Por isso, ele defendeu esforços do Brasil para criar barreiras contra o capital estrangeiro, pois a enxurrada de dólares — o país recebeu US$ 34 bilhões em menos de três meses — está pressionando a inflação e a estabilidade dos mercados financeiros. “Estamos enfrentando, agora, uma grande enxurrada de liquidez internacional”, disse o diretor do BC, dirigindo-se a executivos de bancos em um fórum no Canadá. “Algo bom em excesso pode ser um problema”, assinalou.
Na avaliação de Pereira, as atuais e incomuns condições de liquidez estão afetando os sistemas de crédito dos mercados emergentes. Por isso, ressaltou ele, os bancos centrais precisam prestar atenção nos efeitos dos fluxos de recursos que ameaçam a estabilidade financeira mundial, adotando, se necessárias, medidas de controle de capitais.
Em meio aos alertas do diretor do BC, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) informou que o sólido crescimento econômico na América Latina esconde duas velocidades dentro da região e posturas diferentes frente a fenômenos como a entrada maciça de capitais. O Brasil, exportador de matérias-primas e voltado para os países de economia emergente, e o México, dependente das nações industrializadas, são os dois modelos atuais de expansão regional.
“O grupo liderado pelo Brasil está muito bem situado em um mundo em que as economias emergentes são o motor de crescimento. Os preços das matérias-primas são altos e os fluxos de capitais estão entrando nesse grupo para aproveitar oportunidades e perspectivas brilhantes”, destacou o BID. “A outra face da moeda é representada pelo grupo liderado pelo México, cujos membros compartilham laços comerciais muito mais fortes, tanto em bens quanto em serviços, com países industriais.”
As perspectivas de crescimento para ambos os grupos são, por isso, bem diferentes: 4,4% no caso do Brasil e seus seguidores, e de 2,7% para o México e seu grupo. O BID coloca no grupo do Brasil a Argentina, a Bolívia, o Chile, a Colômbia, o Equador, o Paraguai, o Peru, o Uruguai, a Venezuela e Trinidad e Tobago. No grupo mexicano estão todos os países centro-americanos e caribenhos, com exceção do Haiti.
FGV amplia índices de confiança
A Fundação Getulio Vargas (FGV) ampliará as pesquisas que medem os índices de confiança dos consumidores e dos empresários. A meta será captar, com maior eficiência, as expectativas quanto ao comportamento futuro dos preços. O aperfeiçoamento dos indicadores foi acertado entre a FGV e o Banco Central, que terá ainda mais subsídios para medir a percepção da população e do setor produtivo quanto à inflação. As novas metodologias dos índices constarão do relatório trimestral de inflação que será divulgado na quarta-feira, 30, pelo BC.
Notícias Técnicas
Escolha deve levar em conta perfil de renda e volume de despesas dedutíveis de cada contribuinte
DCBE 2026 deve ser entregue por residentes com ativos no exterior acima de US$ 1 milhão. Descumprimento pode gerar multas de até R$ 250 mil
A Receita Federal publicou, nesta 4ª feira , a Instrução Normativa RFB nº 2.309, que reforça o controle fiscal sobre o CNO
Comunicamos que a partir de 02/03/2026 será promovida a alteração no tratamento administrativo aplicado NCM
Descubra como escritórios de contabilidade podem crescer em 2026 com SEO. Guia prático para atrair clientes através de buscas online e conteúdo relevante
Benefício pago a trabalhadores dispensados sem justa causa tem valor mínimo de R$ 1.621 em 2026 e número de parcelas varia conforme o tempo de trabalho e a média salarial
Ministério do Trabalho cruza dados do eSocial e da Caixa para identificar inadimplentes de 2025
Incertezas na reforma tributárias acendem alerta em estabelecimentos, que receiam risco de concorrência desigual caso fiquem de fora dos mesmos benefícios tributários
A publicação da ABNT NBR 17301 representa um marco normativo relevante no processo de institucionalização da cultura de compliance no Brasil
Notícias Empresariais
Parar de insistir não significa desistir da ambição. Significa redirecioná-la
Pesquisa revela convergência de valores entre profissionais e reforça o papel estratégico dos benefícios corporativos na atração e retenção de talentos
Existe uma diferença sutil e decisiva entre confiança e vaidade na trajetória de um gestor
Erros identificados em períodos anteriores podem exigir reabertura de eventos no eSocial e recolhimento complementar de tributos com acréscimos legais
O cenário atual não é de simplificação, mas de um cerco financeiro sem precedentes
A busca por resultado real e o avanço da IA estão transformando a forma de operar das empresas
A retenção de colaboradores se tornou uma das pautas mais urgentes do ambiente empresarial brasileiro
Entenda como a nova regulamentação pretende proteger brasileiros contra o estelionato eletrônico e garantir maior transparência bancária
Muito se fala que o MEI precisa tomar cuidado com o limite de faturamento anual, que é de R$ 81 mil
Atualização esclarece que certificados rotulados como NFe e CTe não possuem restrição técnica de uso, garantindo que empresas e empreendedores tenham clareza sobre o que contratam, segundo a ANCert
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
