A temporada de entrega do Imposto de Renda 2026 se aproxima e reunir os documentos com antecedência pode simplificar o processo
Notícia
Otimismo no maior nível
Brasileiro acredita que desempenho da economia estimula aquisições. Indústrias apostam nesse ânimo para continuar vendendo.
01/01/1970 00:00:00
A percepção de que está mais fácil conquistar um emprego e de que a inflação está menor tem levado os consumidores a experimentarem os maiores níveis de confiança na economia registrados nos últimos cinco anos, segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV). Em setembro, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) atingiu pela segunda vez consecutiva o maior patamar da série histórica com ajuste sazonal, 121,7 pontos, aumentando 0,7% em relação a agosto e 9,9% se comparado a setembro de 2009.
O estudo mostra que o fator que mais contribuiu para a elevação do índice foi a análise feita da economia atual, quesito que cresceu 3,5% e atingiu 140,8 pontos. “O consumidor tem avaliado muito bem a economia. Sobre o mercado de trabalho e sobre a situação da economia em geral. Desde 2005 não há uma avaliação tão favorável”, afirmou o coordenador de Sondagens Conjunturais da FGV, Aloísio Campelo.
Além de enxergar com bons olhos o atual momento do mercado de trabalho e da inflação, o humor do consumidor também é influenciado no período pela corrida eleitoral, que aumenta o número de empregos temporários e, consequentemente, também eleva a renda do trabalhador.
Enquanto a economia segue em expansão, o índice que aponta as expectativas para os próximos meses recuou 1,1% para 111,6 pontos. Apesar da queda, o número não deve ser lido como enfraquecimento no ânimo para o consumo nos próximos meses, segundo Campelo, uma vez que reflete um movimento natural de acomodação da demanda que se mantém em ritmo forte. “É natural que as expectativas, que estavam em um patamar muito elevado, comecem a decair um pouco. O patamar da confiança quanto ao futuro arrefeceu, mas continua acima da média histórica”, ponderou.
Reforço
Uma mostra de que apesar do recuo do índice de expectativas o consumidor não deve gastar menos até o fim do ano é a disposição em consumir bens duráveis que, de acordo com Campelo deve voltar a ganhar força. “De modo geral, a população vê o avanço econômico como favorável e, do ponto de vista do consumo, ainda está terminando a fase de ajustes de endividamento que foi contraído na época de IPI reduzido(1). O consumidor antecipou essas compras e agora está equilibrando o orçamento. A inadimplência já caiu e, nos próximos meses, deve haver retomada de compra de duráveis”, estimou.
A boa avaliação do consumidor e a proximidade das festas do fim do ano acabam refletindo no otimismo do setor produtivo, segundo levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) divulgado ontem pela instituição registrou um pequeno recuo de 0,6%, mas se manteve em 63,4 pontos em uma escala de 0 a 100 na qual valores acima de 50 indicam expectativas positivas.
O número sugere, segundo leitura do economista da CNI Marcelo Azevedo, que os empresários pretendem continuar produzindo nos próximos meses em um ritmo semelhante ao observado no último trimestre. “O otimismo praticamente estável nesse patamar alto sugere que as companhias devem manter, por exemplo, o ritmo de compra de matérias-primas o que vai levar à manutenção da atividade”, afirmou.
1 - Benefício fiscal
A redução das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) foi um dos principais mecanismos que o governo utilizou durante a crise para evitar uma paralisação mais expressiva em setores sensíveis da economia como o automobilístico e de eletrodomésticos da linha branca (fogões, geladeiras e tanquinhos). A medida ainda está em vigor para alguns setores, como o de materiais de construção e de alguns tipos de máquinas e equipamentos.
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