Manual de Orientação Técnica e Regras de Consistência foram ajustados à Portaria PREVIC 1071/2025. Balancetes de janeiro/2026 devem ser reenviados
Notícia
Copom mantém taxa básica de juros em 10,75% ao ano
A discussão agora se concentra no que deve acontecer no próximo ano.
01/01/1970 00:00:00
Sem surpresas, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 10,75% ao ano, sem viés. A decisão, que já era esperada pelo mercado, encerrou o último ciclo de aperto monetário da atual gestão. Desde abril, os juros subiram 2 pontos percentuais.
De acordo com o comunicado, o BC acredita que o patamar adotado na última reunião, de 10,75%, "proporciona condições adequadas para assegurar a convergência da inflação". O comunicado segue afirmando que "ao mesmo tempo em que não espera que o nível de inflação registrado nos últimos meses se mantenha em um futuro próximo, o Copom observa a continuação do processo de redução de riscos para o cenário inflacionário que se configura desde sua penúltima reunião. Nesse contexto, o Comitê avalia que, neste momento, a manutenção da taxa de juros básica no nível estabelecido em sua reunião de julho proporciona condições adequadas para assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas".
Essa visão já estava presente no comunicado do último encontro do Copom, em julho, quando o BC alterou o ritmo de alta, de 0,75 para 0,5 ponto. A autoridade monetária, por meio de seus comunicados, passou a reforçar a visão de que o balanço de riscos para a inflação está mais favorável, seja por uma influência desinflacionária por parte do setor externo, seja por uma desaceleração da economia brasileira e da inflação corrente.
A discussão agora se concentra no que deve acontecer no próximo ano. Os analistas e economistas que respondem ao Boletim Focus esperam um novo ciclo de aperto monetário, de pelo menos 1 ponto percentual, a partir de janeiro, para combater uma inflação ainda persistente na visão dos especialistas. A previsão para o IPCA de 2011 subiu nas últimas duas semanas, de 4,8% para 4,87%, acima da meta estipulada pelo governo (4,5%).
Com a decisão de hoje, encerra-se o quarto ciclo de alta da taxa básica no comando do atual presidente, Henrique Meirelles. Quando assumiu, em 2003, Meirelles pegou a Selic em 25% ao ano. Agora, deve deixar o comando do BC com redução de 14,25 pontos percentuais ao longo de oito anos.
Meirelles sempre gosta de enfatizar que na sua gestão os movimentos realizados pela autoridade monetária mantiveram uma trajetória de redução dos juros no longo prazo. Nos ciclos de alta, a taxa sempre subiu para um patamar inferior ao que estava no aperto anterior e, posteriormente, no movimento de baixa, caiu a um nível também abaixo do que estava antes do aperto.
O primeiro aumento foi logo após o início do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando a Selic foi a 26,5% ao ano. A distensão começou em junho daquele ano e durou até abril de 2004, com queda de 10,5 pontos percentuais, para 16% ao ano. Novo aperto começou em setembro daquele ano e durou até maio de 2005, quando o juro chegou a 19,75% ao ano. A terceira alta foi em abril de 2008, levando a taxa para 13,75% ao ano. Em seguida, com a crise internacional, os juros atingiram o menor patamar da história, 8,75% ao ano, em julho do ano passado.
A ata desse encontro será divulgada na quinta-feira, dia 9. A próxima reunião será nos dias 19 e 20 de outubro. A última do ano será nos dias 7 e 8 de dezembro.
A manutenção da Selic em 10,75% ao ano pelo Copom não destronou o Brasil da liderança do ranking mundial de juro real. Avaliação feita pelos economistas Jason Vieira, da Cruzeiro do Sul Corretora, e Thiago Davino, da Weisul Agrícola, aponta o Brasil na liderança quando se desconta a inflação passada dos últimos 12 meses e também a projetada por igual período.
Considerando o desconto da inflação passada, o juro real brasileiro encerra 12 meses em 4,3%, ante média de juro negativo de 0,7% para um elenco de 40 países. O juro real do Brasil 12 meses à frente é de 5,6%, também contra a média de taxa negativa de 0,7%. Nesse caso, o Brasil está bem à frente do segundo colocado, a África do Sul, com 2,2%.
As posições do Brasil e do principal concorrente em juro real em 12 meses, a África do Sul, permaneceriam inalteradas caso o Copom tivesse elevado a Selic em 0,25 ou 0,50 ponto percentual, indica o levantamento feito pelos economistas.
No ranking de 40 economias, segue a tendência de a maioria (26) estar praticando juros negativos decorrentes das medidas expansionistas adotadas para o enfrentamento da crise financeira. Os juros negativos seguem variando de 0,1% na Suíça a 9,6% negativos na Venezuela.
Em juros nominais, o Brasil, com Selic a 10,75%, perde a liderança para a Venezuela, com 18,38% ao ano. Para os 40 países avaliados
Notícias Técnicas
Publicação contém todo o arcabouço normativo de previdência complementar publicado até dezembro de 2025
A RF alterou as regras de habilitação no Repetro-Industrialização e passou a exigir contrato prévio que comprove a fabricação de bens, além de CNAE compatível
Contadores têm enfrentado resistências de clientes por causa dos novos padrões da reforma tributária
Divergências nos dados enviados pelas fontes pagadoras podem gerar retenção da declaração; conferência e retificação são etapas essenciais para manter a conformidade fiscal
A NFAg-e moderniza o setor de saneamento ao substituir faturas físicas por documento eletrônico modelo 75, com autorização da SEFAZ e validade digital
Avanço das operações em mercados externos reforça a importância do planejamento tributário, estrutura financeira adequada e governança para garantir conformidade e sustentabilidade na expansão internacional
A advertência por falta deve seguir critérios da CLT, distinguir faltas justificadas e evitar erros que comprometam a validade da punição
Com o fim da DIRF para fatos geradores a partir de 2025, empresas devem utilizar informações já enviadas ao eSocial e à EFD-Reinf
CMN e BC reforçam o arcabouço regulatório
Notícias Empresariais
Se há evolução, mesmo que não haja promoção imediata, há progresso real
Em um mercado orientado por resultados e criatividade, a liderança humanizada surge como estratégia essencial para engajar pessoas, fortalecer a cultura e impulsionar performance sustentável
Planejamento financeiro é crucial para empresas que buscam aliviar o caixa, evitar inadimplência e preservar a reputação no mercado
Diante de um cenário de polarização, o que protege a empresa não é proibir política, mas, sim, ter regras claras, liderança treinada e respostas rápidas para abusos
Especialista explica como evitar que a falta de planejamento transforme um problema de saúde em uma crise financeira de longo prazo
O MEI tem uma vantagem ele pode consultar e regularizar pendências pela internet, em serviços oficiais do governo federal
Ferramenta estuda o comportamento do consumidor para identificar suas decisões de compra por meio de respostas não verbais
O WhatsApp Business começou a liberar no Brasil uma ferramenta de inteligência artificial voltada para pequenas e médias empresas (PMEs)
Das empresas que apontam intenção de acelerar, 57% dizem que pretendem aumentar entre 5% e 10% os quadros
Com avanço mensal de 1,6%, Icec chega aos 104,7 pontos e sinaliza estabilidade
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
