Medida consolida entendimento técnico, reduz litígios e fortalece a previsibilidade nas relações entre Fisco e contribuintes
Notícia
Por 8 a 0, Copom eleva juro em 0,75 ponto
Comunicado divulgado após a reunião enfatiza que objetivo da decisão de aumentar a Selic foi ‘assegurar a convergência da inflação à trajetória de metas’
01/01/1970 00:00:00
Para tentar reduzir o ritmo de crescimento da economia e afastar o risco de descontrole da inflação, o Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu, por 8 votos a 0, elevar o juro básico da economia (Selic) em 0,75 ponto porcentual, para 9,50% ao ano. É a primeira alta desde setembro de 2008, quando a crise global se acentuou. No mercado, analistas esperavam a elevação nesse nível, mas a aposta numa alta mais forte só passou a prevalecer nos últimos dias, após afirmações do presidente do BC, Henrique Meirelles, nesse sentido. A alta deve ser a primeira de um ciclo em que o juro deve subir pelo menos 3 pontos nos próximos meses. O breve comunicado do Copom divulgado depois do encontro afirma que a medida serve "para assegurar a convergência da inflação à trajetória de metas". Segundo a Fiesp, o Copom tomou a decisão depois de sofrer uma pressão incomum do mercado financeiro
Copom decide, por unanimidade, subir a taxa em 0,75 ponto, sem viés, no primeiro movimento de uma alta que pode chegar a 3 pontos
Diante dos sinais de fortalecimento da inflação, o Banco Central decidiu ontem, por unanimidade, elevar a taxa de juros básica da economia, a Selic, em 0,75 ponto porcentual. Com isso, a taxa anual sobre para 9,50%. É a primeira alta desde setembro de 2008. É só o começo de um processo, segundo a expectativa dos analistas. Novos aumentos virão, e o ciclo de alta pode chegar a 3 pontos nos próximos meses.
O breve comunicado divulgado após o encontro diz que a decisão dá "seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias ao cenário prospectivo da economia". O texto afirma, ainda, que a medida serve "para assegurar a convergência da inflação à trajetória de metas".
"O BC mostra que, para ele, o aumento era previsto há meses e não houve mudança nos planos", diz a economista-chefe da Rosenberg & Associados, Thaís Zara. Para ela, o objetivo é levar a inflação de 2011 para o centro da meta. "O ano de 2010 vai ficar acima do centro e não há tempo para mudar o quadro", explicou.
A puxada de 0,75 ponto na taxa de juros só passou a ser aposta da maioria dos economistas nos últimos dias, depois que Meirelles disse que o Copom tomaria "medidas fortes" para segurar os preços. Diante dessa afirmação, os analistas abandonaram a expectativa de aumento de 0,5 ponto.
Praticamente todos os indicadores recentes mostram que a economia está aquecida e por isso respaldam a alta dos juros em ritmo mais forte que o esperado há algumas semanas.
O principal foco, porém, continua na inflação. Passada a pressão localizada nos primeiros meses do ano - quando transporte, educação e alimentos elevaram os índices -, a inflação mostra resistência em desacelerar. Além disso, há preocupação com o núcleo - conjunto de preços com maior peso na composição - do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Quando os diretores do Copom se reuniram em março, o núcleo do índice oficial de inflação registrava alta de 0,39%. Agora, o índice acelerou e já está 0,46%. O movimento mostra que as remarcações de preço estão cada vez mais pulverizadas na economia. Para os próximos meses, a preocupação cresce porque há expectativa de pressões adicionais, como nos medicamentos e vestuário.
Meta. Diante desse cenário, a previsão do mercado para o IPCA em 2010 sobe consistentemente. De março para abril, a aposta dos analistas para o índice em 2010 subiu de 4,99% para 5,41%. Há, porém, previsões ainda mais pessimistas. A Rosenberg & Associados, por exemplo, já cita a possibilidade de aumento de 6% no ano.
O problema é que essas estimativas caminham para perto do teto da meta, cujo centro é 4,50% com limite máximo de 6,50%. A última vez em que a inflação superou a meta foi em 2003, primeiro ano do governo Lula.
Agora, resta saber o ritmo dos próximos aumentos e quando deve terminar o ciclo de aperto monetário. Para boa parte dos analistas, a taxa deve atingir 11,75% em dezembro, o que indica crença de que a taxa precisa subir 2,25 pontos pelos próximos meses. Alguns especialistas acham que a alta será maior.
"Ninguém começa com 0,75 ponto se acha que vai chegar a 2 pontos. O ciclo total deve ficar próximo de 3,50 pontos", diz Arthur Carvalho Filho, economista-chefe da Ativa Corretora.
Esse é o terceiro ciclo de aperto monetário iniciado no governo Lula./ COM REUTERS
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