Antecipação na organização pode reduzir riscos de malha fina, evitar multa por atraso e aumentar as chances de restituição nos primeiros lotes
Notícia
Teles vendem computadores para incentivar banda larga
Para estimular banda larga, teles vendem computadores
01/01/1970 00:00:00
Talita Moreira e Gustavo Brigatto
A Net Serviços, operadora de TV por assinatura, banda larga e telefonia, está fazendo testes no varejo para começar a vender computadores - a exemplo do que a Telmex, sua acionista, faz no México. Esse é o caso mais recente de um movimento que começa a ganhar força no mercado e tem tudo para deslanchar nos próximos anos: as vendas de PCs por meio das empresas de telecomunicações.
Operadoras de telefonia móvel como TIM, Claro e Vivo também já vendem alguns modelos de notebooks e netbooks em parceria com fabricantes tradicionais do setor, repetindo a fórmula que ajudou, e muito, a expandir o mercado de celulares no país. Em alguns casos, o preço do equipamento é subsidiado. Em outros, o assinante adquire o PC e leva para casa um desconto no serviço de banda larga - que é, no fim das contas, o foco de promoção das teles.
"É um movimento natural. As pessoas estão buscando o computador portátil. Faz sentido que ele esteja conectado em banda larga", afirma o diretor de desenvolvimento de terminais da Vivo, Hilton Mendes. "São duas indústrias que se somam."
A Vivo fechou acordos com a LG e com a Positivo para vender netbooks (computadores ultraportáteis) que já chegam às lojas equipados com um chip para o acesso à internet móvel por meio da rede de terceira geração (3G) da operadora. Ao comprar o modelo da Positivo, o consumidor pode experimentar o serviço gratuitamente durante três meses.
A TIM optou por outro caminho: o assinante que aderir a um pacote de internet ganha desconto de R$ 400 na compra de um netbook HP, que sai por R$ 1,7 mil. A operadora tem em seu portfólio dois notebooks e um ultraportátil da HP, além de um netbook da Acer. Em todos os casos, a empresa de telefonia negociou com os fabricantes para vender os produtos com exclusividade por seis meses. "A intenção não é competir com as lojas de informática, mas oferecer um pacote exclusivo para o consumidor", explica Leopoldo Tranquilli, gerente-executivo sênior da área de criação de serviços e gerenciamento de aparelhos da TIM.
Até o fim do ano, a Claro deve começar a vender um netbook equipado com modem 3G, a preços subsidiados. A operadora já tem parceria com a Microboard para vender notebooks.
Segundo projeção da empresa de pesquisas Yankee Group, em 2012 o mercado brasileiro terá 6,8 milhões de computadores portáteis com modem 3G embutido. A venda de PCs equipados com o chip de alguma operadora é apenas um retrato parcial desse cenário.
As teles móveis e fixas reúnem características que podem, dentro de poucos anos, torná-las canais relevantes para a venda de PCs. As operadoras têm ampla base de clientes - há 162 milhões de celulares habilitados e 41,6 milhões de linhas fixas no Brasil -, uma ampla rede de distribuição no território nacional e grande poder de barganha com os fabricantes. Para completar, têm grande interesse em gerar demanda para as conexões de banda larga que oferecem.
Esses atributos fizeram da Telmex, operadora de telefonia fixa controlada pelo bilionário Carlos Slim, a maior vendedora de computadores do México. Em dez anos, a empresa comercializou 2 milhões de PCs, financiados em até 48 prestações cobradas na fatura do telefone. É um número relevante para o mercado mexicano e que serve de inspiração para a Net, empresa que tem participação acionária do grupo.
Sem fornecer detalhes sobre as parcerias que a empresa está costurando no varejo, o vice-presidente de marketing e vendas da Net, Eduardo Aspesi, afirma que a a distribuição de PCs vai ao encontro da estratégia de oferecer ao assinante tudo aquilo de que necessita para se conectar. "Queremos ser a melhor opção para a casa do cliente", diz.
Quem ainda não entrou nesse negócio cogita a possibilidade. A Telefônica está desenhando um novo plano para vender computadores, depois de ter testado, em 2005, um modelo que não deu certo. A operadora também tem um programa, por meio do qual aluga PCs para pequenas e médias empresas, com 100 mil clientes.
"Temos visto um crescimento interessante da oferta de pacotes que incluem PC e banda larga. É sempre uma forma interessante de aumentar o número de conexões de internet", afirma Júlio Püschel, analista sênior do Yankee Group.
As operadoras sabem que o preço do PC - embora tenha caído nos últimos anos - ainda é uma grande barreira para a venda de novos acessos de internet. Segundo pesquisa do Comitê Gestor da Internet, o custo elevado é a principal razão apontada por 74% dos domicílios das áreas urbanas brasileiras que ainda não têm computador.
Por enquanto, os PCs "empacotados" com serviços das operadoras são uma novidade para os consumidores. A maioria das vendas é feita nas lojas de informática e não nos canais próprios das teles, diferentemente do que ocorre com os aparelhos de celular. "A operadora vai ser um covendedor. Não necessariamente esses computadores vão passar pelos nossos depósitos", afirma Mendes, da Vivo.
Também é cedo para saber se as operadoras brasileiras vão repetir na mesma extensão os subsídios concedidos aos celulares, muitas vezes distribuídos gratuitamente.
Nos Estados Unidos, isso já está acontecendo. A operadora Verizon oferece, sem custos, um netbook ao assinante que aderir a determinado plano de serviços. Tranquilli, da TIM, pondera que no mercado americano as teles podem firmar contratos de fidelidade de até 24 meses com o assinante, enquanto no Brasil o limite imposto pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) é de 12 meses. Isso significa que as teles americanas têm mais tempo para recuperar o investimento feito no cliente.
Além disso, os aparelhos de celular abrem mais possibilidades de receitas para as operadoras - ligações telefônicas, mensagens de texto etc. -, ao passo que nos computadores a única fonte de recursos vem do pacote de dados.
A extensão dos descontos vai depender das condições que as operadoras obtiverem com os fabricantes e se elas terão sucesso em conquistar na indústria de PCs o mesmo poder de barganha que têm com os fornecedores de celular.
Notícias Técnicas
Divergências entre os dados declarados e as informações transmitidas pelas fontes pagadoras à Receita Federal continuam entre os principais gatilhos de retenção em malha fina
A medida visa auxiliar os contribuintes a apurar corretamente a base de cálculo e o imposto devido
Solução de Consulta Disit/SRRF07 nº 7024/2025 define requisitos para aplicação das alíquotas reduzidas de IRPJ e CSLL
A Receita Federal publicou, nesta 3ª feira (03.mar.2026), uma retificação para corrigir trechos da Portaria RFB nº 655
A RF publicou, nesta 2ª feira, a Solução de Consulta nº 7.021, esclarecendo que é reduzida a zero a alíquota de PIS/Pasep e Cofins sobre a venda de determinados produtos farmacêuticos
Decisões estratégicas sob incerteza regulatória: o desafio para as PMEs
Regra prevista na LC 227/2026 permitirá não cumulatividade plena a partir da transição do novo sistema tributário
A partir de 16/3 o suporte via e-mail será descontinuado. Objetivo é aumentar transparência, segurança e rastreabilidade ao processo
Exigir antecedentes criminais pode gerar passivo trabalhista e violar a dignidade do trabalhador
Notícias Empresariais
Carreiras que avançam de forma consistente entendem essa transição cedo. Elas ampliam escopo antes que a estagnação apareça
Decidir aceitar certo nível de risco calculado pode ser o que separa estabilidade confortável de expansão significativa
Dados recentes mostram que gestores sobrecarregados e centralizadores comprometem resultados, enquanto a delegação estratégica e a diversidade emergem como pilares da liderança moderna
Especialista alerta que empresas precisam reforçar neutralidade política, treinar lideranças e revisar processos internos para evitar riscos jurídicos
Proteger o consumidor é uma vantagem competitiva indispensável para a sobrevivência econômica das organizações
A pauta aparece conectada à estratégia de negócio, à avaliação de lideranças e à sustentabilidade dos resultados
Tema deixou de aparecer apenas como iniciativa de bem-estar e passou a ser incorporado a instrumento formal de gestão
Resultado foi publicado nesta terça-feira (3) pelo IBGE. O setor de Serviços, composto por mais de 13,5 milhões de pequenos negócios, permanece aquecido
Segundo Haddad, economia está em bom momento de atração de investimentos
Num mundo que valoriza o que pode ser exibido, talvez o verdadeiro diferencial esteja justamente no que não aparece
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
