Antecipação na organização pode reduzir riscos de malha fina, evitar multa por atraso e aumentar as chances de restituição nos primeiros lotes
Notícia
Juro baixo ajuda o mercado secundário
A queda dos juros pode ajudar finalmente a alavancar o mercado secundário de dívidas.
01/01/1970 00:00:00
Paola de Moura
A queda dos juros pode ajudar finalmente a alavancar o mercado secundário de dívidas. Assim espera Carlos Rocca, coordenador do Comitê Técnico do Plano Diretor de Mercado de Capitais, que será lançado oficialmente hoje em evento na Comissão de Valores Mobiliários, no Rio. Serão apresentadas 50 ações específicas para desenvolver o mercado de capitais, mas, segundo o coordenador, a mais importante delas é aumentar o espaço e o interesse na negociação das dívidas privadas. Principalmente depois do salto que o mercado secundário de debêntures deu este ano em relação à pessoas físicas, com 14% de participação nas emissões, contra 0,1% em 2008.
O plano propõe mudanças na tributação das negociações de debêntures, commercial papers e notas promissórias, entre outros. O principal problema está na cobrança de Imposto de Renda (IR). Segundo o professor de tributação no mercado financeiro do Insper André Franco de Moraes, o que ocorre é a cobrança em dobro do imposto. Ele explica que o IR é cobrado sobre a valorização do título desde sua emissão e quem compra no mercado secundário vai pagar o imposto sobre os juros contando a rentabilidade sobre o valor de face do papel e não sobre a valorização que teve desde que adquiriu o papel.
Além disso, a legislação dá benefícios fiscais aos investidores estrangeiros não residentes em paraísos fiscais, aqueles previstos na resolução 2.689/2005 do Banco Central, de acordo com o tipo de investimento e o mercado. Já o brasileiros não recebem o mesmo tipo de benefício. Segundo a advogada tributarista Mariana Miranda Lima, do escritório Lobo & De Rizzo Advogados, os investidores do mercado financeiro questionam os motivos de o governo dar isenção de imposto aos estrangeiros e não aos brasileiros. "Já há uma ação tramitando na Justiça para igualar o benefício", explica a advogada.
Outra diferenciação no mercado é o tratamento dado a instituições financeiras. Enquanto pessoas jurídicas têm a retenção do Imposto de Renda (IR) na fonte, segundo tabela regressiva que varia 22,5% a 15% em função do prazo do investimento, mais 9% de Contribuição sobre Lucro Contábil (CSL), e posteriormente fazem a compensação total dos 34% sobre a receita financeira na declaração, os bancos, por exemplo, só oferecem a tributação na declaração, explica a tributarista. "Hoje, o mercado secundário destes títulos praticamente não existe", afirma o professor André Moraes. "O que mais ocorre são negociações entre grandes instituições ou fundos", conclui o professor.
O vice-presidente da Associação Nacional de Bancos de Investimentos (Anbid), Alberto Kiraly, concorda que há um gargalo no desenvolvimento do mercado secundário de títulos da dívida. "A queda da taxa de juros fez o investidor pessoa física se interessar pelas debêntures e, neste ano, houve boas oportunidades com empresas sólidas e um valor de investimento mínimo baixo", explica Kiraly. Só até julho de 2009, cerca de 12% do total de debêntures oferecidas no mercado, aproximadamente R$ 6,817 bilhões, foram adquiridas por pessoas físicas, num total de R$ 957 milhões.
Alberto Kiraly acredita que este número pode crescer ainda mais se os entraves do mercado caírem. "É importante ter um mercado secundário forte desses papéis para aumentar a liquidez e permitir ao investidor, que procura taxas maiores no longo prazo, possa se desfazer do investimento caso tenha um imprevisto", conclui.
Para Carlos Rocca, este é o momento ideal para o governo mudar esta cobrança. O coordenardor explica que fundos de investimentos de renda fixa, que estão perdendo rendimento em função da queda da taxa de juros, poderão migrar para o mercado de dívida privada.
O professor diz que o aumento das negociações terá um efeito positivo para este mercado, já que a consequência será o crescimento do interesse de novos investidores.
Notícias Técnicas
Divergências entre os dados declarados e as informações transmitidas pelas fontes pagadoras à Receita Federal continuam entre os principais gatilhos de retenção em malha fina
A medida visa auxiliar os contribuintes a apurar corretamente a base de cálculo e o imposto devido
Solução de Consulta Disit/SRRF07 nº 7024/2025 define requisitos para aplicação das alíquotas reduzidas de IRPJ e CSLL
A Receita Federal publicou, nesta 3ª feira (03.mar.2026), uma retificação para corrigir trechos da Portaria RFB nº 655
A RF publicou, nesta 2ª feira, a Solução de Consulta nº 7.021, esclarecendo que é reduzida a zero a alíquota de PIS/Pasep e Cofins sobre a venda de determinados produtos farmacêuticos
Decisões estratégicas sob incerteza regulatória: o desafio para as PMEs
Regra prevista na LC 227/2026 permitirá não cumulatividade plena a partir da transição do novo sistema tributário
A partir de 16/3 o suporte via e-mail será descontinuado. Objetivo é aumentar transparência, segurança e rastreabilidade ao processo
Exigir antecedentes criminais pode gerar passivo trabalhista e violar a dignidade do trabalhador
Notícias Empresariais
Carreiras que avançam de forma consistente entendem essa transição cedo. Elas ampliam escopo antes que a estagnação apareça
Decidir aceitar certo nível de risco calculado pode ser o que separa estabilidade confortável de expansão significativa
Dados recentes mostram que gestores sobrecarregados e centralizadores comprometem resultados, enquanto a delegação estratégica e a diversidade emergem como pilares da liderança moderna
Especialista alerta que empresas precisam reforçar neutralidade política, treinar lideranças e revisar processos internos para evitar riscos jurídicos
Proteger o consumidor é uma vantagem competitiva indispensável para a sobrevivência econômica das organizações
A pauta aparece conectada à estratégia de negócio, à avaliação de lideranças e à sustentabilidade dos resultados
Tema deixou de aparecer apenas como iniciativa de bem-estar e passou a ser incorporado a instrumento formal de gestão
Resultado foi publicado nesta terça-feira (3) pelo IBGE. O setor de Serviços, composto por mais de 13,5 milhões de pequenos negócios, permanece aquecido
Segundo Haddad, economia está em bom momento de atração de investimentos
Num mundo que valoriza o que pode ser exibido, talvez o verdadeiro diferencial esteja justamente no que não aparece
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
